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Apoio social para bebés e crianças

por José Pereira (zedebaiao.com), em 08.12.17

Antes de aceitar o valor da mensalidade informe-se sobre os valores médios em cada instituição e depois verifique se a fórmula de cálculo da percentagem de comparticipação/apoio está a ser aplicada em conformidade com o estipulado na Lei.

Preste ainda atenção aos períodos de inscrição, sendo que nem sempre há vaga.

Depois de fazer a sua inscrição na instituição que lhe interessa, pode acontecer ter de ficar em lista de espera. Nesse caso, terá de esperar que a instituição os contacte quando houver uma vaga.

Em termos de gestão, que determina o preço das mensalidades, podem optar por creches ou jardins de infância:

 

Públicos:

Geralmente a cargo de administração local (freguesia ou município), a administração central dá resposta essencialmente a nível de jardins-de-infância e a partir dos 4 anos;

 

Instituições Privadas de Solidariedade Social (IPSS):

É por exemplo o caso  das creches geridas por Paróquias e Santa Casa da Misericórdia, cujas mensalidades são geralmente proporcionais aos rendimentos do agregado familiar.

Compromisso de Cooperação para o Setor Solidário é público,  podendo ser consultado no site da Segurança Social e no da CNIS.

Protocolo para o Biénio 2017-2018

Compromisso de Cooperação para o Setor Solidário
 

O Governo e as entidades representativas do setor social assinaram o Compromisso de Cooperação para o Setor Solidário, para o biénio 2017-2018, numa cerimónia que se realizou a 3 de maio, na residência oficial do Primeiro-Ministro, em Lisboa.

 

Privados:

Instituições com fins lucrativos

 

Critérios a considerar na selecção de creches e infantários:

– Preço da mensalidade, inscrição, seguro

– Actividades incluídas – exemplo: musica, inglês, matemática, sessões de baby yoga, psicomotricidade, etc

– Fraldas, toalhitas e cremes disponibilizados ou não

– Equipamento necessário (exemplo: uniforme escolar, material didáctico)

– Alimentação fornecida – variedade, qualidade, etc. Algumas creches seleccionam apenas alimentos biológicos, outras têm uma dieta ovolactovegetariana, etc.

– Disponibilidade para apoiar a manutenção do aleitamento materno, e alimentar os bebés com leite materno

– Férias e períodos de fecho do estabelecimento

– Horário normal de funcionamento e possibilidade de prolongamento – e custo associado

– Idades incluídas: há creches que aceitam crianças só até aos 3 anos e jardins de infância que só aceitam crianças maiores de 3, e estabelecimentos que recebem crianças dos 3 meses aos 18 anos…

– Passeios, festas e outros eventos planeados durante o ano lectivo

– Acompanhamento psicológico das crianças e estabelecimento de planos de desenvolvimento pessoais

– Apoio de terapeutas da fala, pediatras e outras valências relevantes

– Opções pedagógicas (Movimento Escola Moderna, São João de Deus, Waldorf), religiosas (exemplo: Maristas), internacionais (várias instituições promovem um ensino bilingue, outras promovem o ensino de inglês desde o berçário)

– Posição da instituição relativamente à inclusão

 

Existem 5 tipos de respostas sociais que são apoiadas pelo Estado, podendo as crianças e jovens continuar a ter direito a:
 ●Abono de família para crianças e jovens.
 ●Majoração para famílias monoparentais (se a criança ou jovem viver com um único adulto).
 ●Majoração do montante do abono de família dos segundos, terceiros ou mais filhos (para as crianças dos 12 aos 36 meses, se houver mais do que uma criança).


●Ama
Crianças até aos 3 anos de idade.
Os filhos ou outras crianças a cargo da ama, até à idade de entrada na escolaridade obrigatória, são consideradas na determinação do número máximo de crianças a acolher, não tendo direito a ser paga por cuidar desta criança.


Creche familiar
Crianças até aos 3 anos de idade.

 

Creche
Crianças até aos 3 anos de idade.

 

Estabelecimento de educação pré-escolar
Crianças com idades compreendidas entre os 3 e a idade em que entra para o ensino básico.

 

Centro de atividades de tempos livres
Crianças e jovens a partir dos 6 anos de idade.

2017-12-08 13.08.32.png

QUEM

Crianças até aos 3 anos de idade ou até atingirem a idade de ingresso no estabelecimento de educação pré-escolar.

 

QUANDO

Em qualquer momento. Mas preste atenção às vagas existentes e aos períodos de inscrição. 

 

ONDE

Na sua localidade (ver Carta Social)

Balcões de atendimento da Segurança Social;

Balcões das Lojas do Cidadão;

Santa Casa da Misericórdia;

IPSS

 

Procure aqui as respostas sociais que a sua localidade tem inseridas na Carta Social

Pesquise aqui na Carta Social

 

CONDIÇÕES

O que é comum apresentar quando a inscrição é aceite

– Cópias de documentos dos pais e da criança (Identificação, Nº de utente do Serviço de Saúdo, Cartão de Contribuinte. – Cópia de boletim de vacinas atualizada

– IRS dos pais (no caso das IPSS)

– Comprovativo de residência

– Contactos dos pais e de outras pessoas autorizadas a levar ou trazer as crianças

Sem prejuízo de, durante a análise do processo, poderem ser pedidos documentos ao interessado.

 

CUSTO

O valor da comparticipação familiar é calculado com base nos rendimentos anuais do agregado familiar, como explicamos no exemplo indicado mais abaixo.

 

Consulte aqui o  Guia Prático - Apoios Sociais Crianças e Jovens

– O que é?

– Quais as condições gerais para receber este apoio? - ATUALIZADO

– Posso acumular este apoio com outros que já recebo?

– Como devo proceder para receber este apoio?

– Quando é que me dão uma resposta?
– Que apoio recebo? - ATUALIZADO
– Quais as minhas obrigações?
– Por que razões termina?
– Outra Informação.

– Legislação Aplicável - ATUALIZADO

– Perguntas Frequentes - ATUALIZADO

 

Leia aqui a opinião de uma mãe que constatou que o valor variava de instituição para instituição e nem sempre com a fórmula de comparticipação corretamente aplicada.

 

Para poderem ter uma ideia sobre a fórmula de cálculo da comparticipação/apoio, partilhamos a informação necessária e um exemplo de cálculo, sendo que muitos pais não fazem ideia do que deveriam estar a pagar nem qual o valor da comparticipação. 

 

Como é calculado o rendimento per capita para apurar a comparticipação familiar?


O rendimento per capita do agregado familiar é calculado de acordo com a seguinte fórmula:
RC = (RAF/12 – D)/n

- Em primeiro deve calcular o rendimento per capita

Sendo que:
RC= Rendimento per capita
RAF = Rendimento anual ilíquido do agregado familiar
D = Despesas fixas
n = Número de elementos do agregado familiar

 

Depois, deve apurar as despesas fixas do agregado familiar devidamente comprovadas, algumas das quais estão contabilizadas em IRS, sendo estas subtraídas ao rendimento do anual do agregado familiar, sendo abatido:


a) o valor das taxas e impostos necessários à formação do rendimento líquido;


b) o valor da renda de casa ou de prestação mensal devida pela aquisição de habitação própria e permanente;


c) despesas com transportes, até ao valor máximo da tarifa de transporte da zona residência;


d) despesas com saúde e a aquisição de medicamentos de uso continuado em caso de doença.

 

Posto isto é pegar no IRS, ver o rendimento anual, retirar ao rendimento os impostos que foram descontados, abater ao rendimento as despesas supra referidas e apurar o rendimento per capita do agregado familiar. 

 

Simulando um exemplo:

RAF = 30 000 (valor bruto que aparece no IRS)

D = 5 000 (impostos) + 3 600 (prestação da casa de 300€/mes) + 360 (passe de transportes de 30€/mes) + 0 (cheios de saude) = 746€/mes que devem ser abatidos ao rendimento. 

N = 4 (agregado de 4 pessoas, incluindo as crianças)

 

RC = (30 000/12 - 746)/4

RC = 438.5€

- Depois de sabermos o nosso RC temos que saber em que escalão estamos

RMMG= remuneração mínima mensal garantida, determinada por Lei (em 2017 era 557€)

Assim, serão inseridos num destes escalões:

1.º Escalão - até 30 % do RMMG;

2.º Escalão - >30 % até 50 % do RMMG;

3.º Escalão - >50 % até 70 % do RMMG;

4.º Escalão - >70 % até 100 % do RMMG;

5.º Escalão - >100 % até 150 % do RMMG;

6.º Escalão - >150% do RMMG.

 

Ora, se

557€  corresponde a 100% da RMMG

438.5€ corresponde a X

Assim, 

 X= 438.5x100/557 = 78.7%

 

Logo, a família indicada no exemplo está integrada no  4.º Escalão - >70 % até 100 % do RMMG

 

- Definido o escalão já poderão saber o valor que terão de comparticipação e quanto devem pagar na realidade, numa instituição pública ou IPSS parceira da Segurança Social:

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No caso do exemplo que foi dado:

RC * 30% = 438.5x0.3= 131.55€ (esta é a comparticipação familiar que este agregado iria pagar na creche dos 0 aos 3 anos)

 

PRAZO

Não aplicável. Mas preste atenção às vagas e aos períodos de inscrição na creche.

 

COMO

Resposta social, de natureza sócio-educativa, destinada a acolher crianças até aos três anos de idade, durante o período de impedimento dos pais ou da pessoa que tenha a sua guarda.

Objetivos:

Proporcionar, através de um atendimento individualizado, o bem-estar e desenvolvimento integral das crianças, num clima de segurança afetiva e física;

Colaborar com a família, na partilha de cuidados e responsabilidades do desenvolvimento das crianças;

Colaborar no despiste precoce de qualquer inadaptação ou deficiência, assegurando o seu encaminhamento adequado.

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CONTACTOS

Carta Social

BALCÕES DE ATENDIMENTO DA SEGURANÇA SOCIAL

WEBSITE Link

BALCÕES DE ATENDIMENTO DAS LOJAS DO CIDADÃO

WEBSITE Link

SANTA CASA DA MISERICÓRDIA DE LISBOA

WEBSITE Link

MAIS INFORMAÇÕES LEGISLAÇÃO

Portaria n.º 262/2011, de 31 de agosto

Portaria n.º 411/2012, de 14 de dezembro

 

O acesso a este apoio depende, geralmente:

Dos equipamentos e serviços estarem situados na zona da residência das famílias ou razoavelmente próximos;

Das instituições da Segurança Social terem capacidade para receber a criança.

Para mais informações, consulte a listagem de respostas sociais existentes no site da Carta Social.

 

ENTIDADES COMPETENTES

Direção-Geral da Segurança Social

A informação apresentada é meramente informativa, não dispensando a consulta da legislação e de outras informações prestadas pelas entidades competentes.

 

SISTEMA EDUCATIVO EM PORTUGAL

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SERVIÇOS E GUIAS RELACIONADOS 

Guia para conhecer os seus direitos, deveres e outras informações úteis.
 
 
 
 
 

 

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Videoporteiros wifi ligados ao seu telemóvel gratuitamente

por José Pereira (zedebaiao.com), em 05.12.17

Veja quem bate à sua porta, podendo estar em qualquer parte do mundo. Mantenha ainda sob vigia a sua habitação. 

Veja aqui como funciona

Veja outros vídeos aqui:

https://youtu.be/hlgqbXCoZ_w

https://youtu.be/y8QAUQxW9vg

2017-12-05 20.39.24.png

 

Já há soluções económicas muito eficientes que permitem automatizar a sua habitação e manter a segurança da mesma, tudo isto controlado pelo seu telemóvel e com os vídeos guardados em disco duro ou na nuvem. De referir que já há servidores que oferecem até 25GB de espaço gratuito na nuvem.

 

Se optar por guardar os vídeos de toque na campainha ou de identificação de movimento, no seu telemóvel, basta que faça a gestão dos mesmos, no sentido de apagar os mais antigos sempre que recebe um novo alerta. Se optar por guardar os vídeos em disco duro, alguns sistemas já incluem o disco de 1TB ou de 2TB.

 

Se tiver internet na sua habitação poderá gerir e vigiar a sua habitação através do seu telemóvel, 24 horas por dia.

 

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IRS 2017 e E-Faturas | Já validou todas as suas faturas?

por José Pereira (zedebaiao.com), em 29.11.17

Clique na imagem para aceder à informação

Não se esqueça de que, para poder deduzir as despesas tem de validar as faturas.

Até 15 fevereiro – consulta, registo e confirmação de faturas e recibos no Portal das Finanças, no endereço https://faturas.portaldasfinancas.gov.pt

De 1 a 15 de março –consulta, no Portal das Finanças, e reclamação das despesas gerais e familiares, bem como das despesas com direito à dedução do IVA pela exigência da fatura, que foram comunicadas à AT, no endereço https://irs.portaldasfinancas.gov.pt

 

Veja mais informação e respetiovos abatimentos aqui: http://info.portaldasfinancas.gov.pt/NR/rdonlyres/359D7A1B-6851-4F28-A682-671E0EE99B33/0/Folheto_infor_IRSmod3_2016.pdf

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Governo PS 2017.jpg

Concordo com a aplicação da metodologia e confio nos investigadores das Instituições de Ensino Superior, designadamente nos do Centro de Investigação em Governança, Competitividade e Políticas Públicas (GOVCOPP), da altamente qualificada e reconhecida Universidade de Aveiro.  

 

Contudo, creio não ser necessário o recurso à prestação e pagamento destes serviços, sendo que as Universidades, os parceiros sociais e políticos, bem como o comum dos cidadãos, são interessados e detentores da capacidade e da diversidade requerida e necessária para apreciar e avaliar o desempenho de um Governo, por via dos métodos e técnicas científicas de análise social e política.

 

Não obstante, todos sabemos como anda o orçamento do ensino superior e que o desenvolvimento da Investigação e da Ciência tem custos, os quais se justifica que sejam suportados pelo Estado, mas no âmbito da boa repartição do Orçamento de Estado e do reforço do orçamento das Instituições de Ensino Superior Públicas, estando estas ao serviço do Estado e da Sociedade em geral.

 

Analise politica de Carlos Jalali.jpg

Pelo que se sabe, a Universidade de Aveiro disponibilizou as instalações para o evento e o Governo terá decidido requerer a elaboração de um estudo quantitativo, coordenado pelo Professor de Ciência Política, Carlos Jalali, com a intenção de estudar duas vertentes:

1 - O cumprimento das promessas por parte deste Governo e;

2 - As preocupações que os inquiridos identificam como prioritárias para o futuro.

 

Mas importa referir e explicar aquilo que as notícias, os políticos e comentadores enviesados não explicam, ou lhes interessa, por mero aproveitamento político partidário, não dizer nem explicar, sendo que as Instituições de Ensino Superior, os seus professores e investigadores cumprem a sua missão e desempenham os seus serviços de modo credível e independente, em benefício das pessoas e da sociedade em geral, através do ensino, da investigação, mas também da cooperação, seja cooperando com o Estado ou com outras entidades públicas e privadas, nacionais e internacionais, às quais são prestados importantes serviços, sendo por isso as Instituições de Ensino Superior os espaços privilegiados para a investigação, onde se desenvolvem atualmente produtos e soluções inovadoras que contribuem para o avanço da ciência e da tecnologia, mas também para a análise e melhoria da governança, da competitividade e das políticas públicas.

 

O que as notícias, políticos da oposição e comentadores também não referem, é que a metodologia de focus group propicia um ambiente mais natural e holístico para a entrevista, considerando assim a representação do todo, manifestando uma opinião coletiva, incluindo ideias opostas e tendo em consideração as partes e as suas inter-relações. 

 

Outra questão relevante, que também não é referida nas notícias nem pelos comentadores partidários da oposição, é que os participantes são selecionados com base em princípios éticos, científicos e técnicos, geralmente sem ligação direta com o entrevistado, sendo esta uma técnica mais natural e autêntica do que a interação dual entre um entrevistado e um entrevistador, facilitando assim a partilhada e confronto de opinião e também de divergências.

 

Para que percebam, a utilização da metodologia de focus group tem vindo a alargar o seu campo de aplicação a diferentes disciplinas e com diferentes finalidades, como é o caso da investigação em educação, saúde, gestão, organização e administração pública, mas também no âmbito da ciência política e da governança (Keeney, von Winterfeldt, & Eppel, 1990; Weimer, 1995).

Ainda que com diferentes níveis de utilização e de reflexão, a adoção da metodologia de focus group tem sido observada num leque diversificado de áreas, como a educação e intervenção na saúde (Mitchell, & Branigan, 2000), a compreensão de práticas de gestão e de organização (Rodrigues et al., 2007), o ensino (Winlow, Simm, Marvell & Schaaf, 2013) ou o comportamento do consumidor (Threlfall, 1999).

 

O que é o focus group?

A metodologia de focus group foi desenvolvida originalmente na área das ciências sociais, no século passado, tendo vindo a alargar o seu campo de aplicação a diferentes disciplinas e sido objeto de crescente interesse por parte dos investigadores (Bloor, Frankland, Thomas & Robson, 2001; Morgan, 1996, 1997; Sagoe, 2012; Stewart, Shamdasani & Rook, 2007).

É um método científico que permite planear cuidadosamente uma discussão sobre a perceção, o sentimento, as atitudes e as ideias de um grupo de participantes representativos da sociedade, os quais intervêm com integridade sobre um determinado tema (Barbour & Kitzinger, 1999; Cohen, 2000; Krueger & Casey, 2000; Morgan, 1997; United Kingdom National Audit Office, 1997).

 

Mas porquê usar a metodologia de focus group?

Porque é um método reconhecido e aplicado cientificamente;

Porque fornece informações mais abrangentes sobre o que as pessoas pensam;

Porque permite perceber a opinião geral da sociedade e com menores custos;

Porque fornece uma compreensão mais abrangente e detalhada dos fenomenos em estudo;

Porque encoraja os participantes a desenvolver a interação e a discussão, facilitando assim a partilhada e confronto de opinião e também de divergências;

Porque tem em consideração a representatividade da sociedade portuguesa.

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Veja AQUI quais são as regiões e os concelhos mais pobres do país e com maior e menor poder de compra (report 2017, dados de 2015).

Se em 2013 o concelho de Baião já ocupava um péssimo lugar, sendo considerado o 8° concelho mais pobre de Portugal, a realidade é que a situação veio a piorar, atirando Baião para o 5° concelho mais pobre do país e o 3° mais pobre da sub-região do Tâmega e Sousa, de 2013 para 2015.

Baião (57,14) apresenta um índice abaixo de metade do indice do Porto (161,43) e significativamente abaixo da média da sub-região do Tâmega e Sousa (72,30).

 

Abra a imagem AQUI para ver quais são as regiões e os concelhos com maior e menor poder de compra (report 2017, dados de 2015)

Concelhos com mais poder de compra

O rumo não vai bem, pelo que os autarcas e os dirigentes das estruturas partidárias locais,  têm a obrigação de olhar para a evolução destes dados, refletir sobre os mesmos e assumir as responsabilidades que lhes cabem.

Não podem continuar a passar a vida nos cargos, alguns até bem remunerados,  e fazer de conta que esta realidade não existe nem continua a piorar, porque os dados são de fontes oficiais e os políticos e autarcas locais têm a obrigação de os ler e de contribuir para a melhoria de vida das suas/nossas populações.

 

Não faltam autarcas com incapacidade e irresponsabilidade para empobrecer a sua/nossa terra e a sua/nossa gente. Para isso não é preciso grande sabedoria!

 

Fazem falta é autarcas e responsáveis políticos com capacidade e competência para retirar a sua/nossa terra e a sua/nossa gente da pobreza, sendo legítimo questionar:

 

● Porque é que somos dos concelhos mais pobres do país?  

● Porque é que os autarcas não identificam as causas nem debatem esta realidade com os seus munícipes? Ou melhor, porque escondem este real retrocesso dos seus munícipes e dos seus/nossos municípios? 

● Nenhum autarca ou político deveria assumir responsabilidades sobre o empobrecimento da sua terra e da sua gente?

 

É lamentável esta passividade, este esconder da realidade e esta irresponsabilidade autárquica e política. Como se ignorar ou esconder as dificuldades e os problemas nos ajudasse a melhorar no quer que seja.

 

Esta realidade e disparidade do país deveria envergonhar todos os políticos e todos os autarcas.  Um país com tamanhas desigualdades e disparidades, sem políticas estruturais de coesão,  dificilmente sairá da pobreza e da cauda da Europa.

 

Isto deveria ser uma preocupação constante de todos os cidadãos,  mas é responsabilidade direta de quem dirige os destinos dos concelhos e de quem tem responsabilidades políticas sobre os planos e programas político-estratégicos anuais e plurianuais que são executados com o nosso dinheiro e que, pelo que constatamos, encaminham os concelhos e a sua população para a continuidade e mesmo agravamento da pobreza.

 

Se a única estratégia político-administrativa de que são capazes é a que conduz um concelho e a sua/nossa gente para o empobrecimento,  então não estão a ter qualquer utilidade nem a fazer o que lhes compete fazer.

Será incapacidade?

Será incompetência?  

Será falta de vontade?

 

Algo é certamente!

E as forças cívicas e a gente destes municípios têm de saber a verdade e refletir sobre o rumo que está a ser seguido.

É que o comodismo ou conformismo cívico e ou político não estão a ser nada úteis, bem pelo contrário,  estão sim é a empobrecer cada vez mais a nossa terra e a nossa gente.

 

Vejamos que, segundo os estudos do INE (ver os diversos estudos em baixo), enquanto a Área Metropolitana do Porto apresentava um valor de índice de poder de compra de 104,8, acima da média nacional, o concelho de Baião apresentava um índice de 59,4, ou seja, metade do valor da Área Metropolitana do Porto, sendo considerado o 8.° concelho mais pobre. Mas como se isso não bastasse,  constatamos agora, no relatório de 2015, que a situação tem vindo a piorar, tendo o poder de compra baixado de 2013 para 2015, sendo que este índice era de 59,40 em 2013 e atualmente é ainda menor, colocando Baião como o 5° concelho mais pobre do país, com um índice geral de poder de compra em 57,14.

Poder de compra dos concelhos (2013).

 

Segundo os índices de 2013, estes eram os 10 concelhos mais pobres do país:

1° - Ponta do Sol (58,55);

2° - Câmara de Lobos (57,04), ambos na Madeira;

3° - Vinhais (59,84),

4° - Tabuaço (56,63);

5° - Resende (59,11),

6° - Celorico (56,64),

7° - Cinfães (56,54),

8°- Baião (59,40), 

9° - Ribeira de Pena (59,66);

10°- Penalva do Castelo (60,38). 

 

Abra a imagem AQUI para ver quais são as regiões e os concelhos com maior e menor poder de compra (report 2017, dados de 2015)

Concelhos com mais poder de compra

Segundo os índices de 2015, estes são os 10 concelhos mais pobres do país:

1°-  Ponta do Sol (55,83)

2° - Tabuaço (55,85)

3° - Celorico de Basto (56,08)

4° - Cinfães (56,32)

5° - Baião (57,14)

6° - Câmara de Lobos (57,25)

7° - Ribeira de Pena (57,33)

8°- Resende (58,16)

9° - Vinhais (58,25)

10°- Penalva do Castelo (58,59)

 

Mas se olharmos para a nossa sub-região (Tâmega e Sousa), constatamos que a média na sub-região é de 72,30, enquanto Baião ocupa o 3° lugar dos concelhos mais pobres:

Média do Tâmega e Sousa 72,30

Amarante 71,98
Baião 57,14
Castelo de Paiva 65,87
Celorico de Basto 56,08
Cinfães 56,32
Felgueiras 81,91
Lousada 70,08
Marco de Canaveses 73,43
Paços de Ferreira 78,39
Penafiel 77,04
Resende 58,16

 

Em termos nacionais temos Lisboa, Porto, Oeiras, S. João da Madeira e Sines a liderar o ranking dos municípios mais ricos do país, em 2015.

Numa análise aos 308 concelhos, o Instituto Nacional de Estatística (INE) identificou 33 como tendo um poder de compra acima da média nacional. Apenas mais um concelho do que em 2013, aquando do último Estudo Sobre o Poder de Compra Concelhio.

 

O estudo do Instituto Nacional de Estatística (INE) conclui que no conjunto do território nacional 147 municípios (48% do total) apresentavam valores de poder de compra inferiores a 75 (com a média nacional de 100), ou seja, um resultado pior do que encontrado em 2013.

 

Dos 10 municípios com menor poder de compra ‘per capita’, oito pertenciam ao Interior das regiões Norte e Centro (distribuindo-se pelas sub-regiões Tâmega e Sousa, Alto Tâmega, Douro, Terras de Trás-os-Montes e Viseu Dão Lafões) e dois à Região Autónoma da Madeira. Aliás, Ponta do Sol é o concelho mais pobre do País, tendo caído quatro lugares desde 2013, e destronando Cinfães. Aqui, o valor de poder de compra estimado pelo INE é cerca de metade da média nacional. Baião (Porto), Tabuaço (Viseu), e Celorico de Basto (Braga), permanecem na lista dos concelhos mais pobres do país. 

O estudo mostra assim a discrepância de rendimentos regionais e locais de Portugal, onde 23 municípios concentram 50% do poder de compra nacional, sublinha o INE.

FONTES:

Estudo sobre o Poder de Compra Concelhio - ano de 2015 
Report 2017 
Esta publicação caracteriza os municípios portugueses sob o ponto de vista do poder de compra, a partir de um conjunto de indicadores resultantes de um modelo de análise ...
Capa da publicação
 
Estudo sobre o Poder de Compra Concelhio - ano de 2013 
Report 2015 
Esta publicação caracteriza os municípios portugueses sob o ponto de vista do poder de compra, a partir de um conjunto de indicadores resultantes de um modelo de análise ...
Capa da publicação
 
Estudo sobre o Poder de Compra Concelhio - Ano de 2011 
Report 2013 
Esta publicação caracteriza os municípios portugueses sob o ponto de vista do poder de compra, a partir de um conjunto de indicadores resultantes de um modelo de análise ...
Capa da publicação
 
Estudo sobre o Poder de Compra Concelhio - Ano de 2009 
Report de 2011 
Caraterização dos municípios portugueses sob o ponto de vista do poder de compra, a partir de um conjunto de indicadores resultantes de um modelo de análise fatorial: o...
Capa da publicação
 
Estudo sobre o Poder de Compra Concelhio - Ano de 2007 
Report 2009 
Caracterização dos 308 municípios portugueses sob o ponto de vista do poder de compra, a partir de um conjunto de indicadores resultantes de um modelo de análise ...
Capa da publicação
 
Estudo sobre o Poder de Compra Concelhio - Ano de 2005 
Report 2007 
Caracterização dos 308 municípios portugueses sob o ponto de vista do poder de compra, a partir de um conjunto de indicadores resultantes de um modelo de análise ...
Capa da publicação
 
Estudo sobre o Poder de Compra Concelhio - Ano de 2004 
Report 2006 
Esta publicação caracteriza os 308 concelhos portugueses sob o ponto de vista do poder de compra, a partir de um conjunto de indicadores inferidos de um leque de 20 variáveis por ...
Capa da publicação
 
Estudo sobre o Poder de Compra Concelhio - Ano de 2002 
Report 2002 
O Estudo sobre o Poder de Compra Concelhio (EPCC) pretende caracterizar os 308 concelhos portugueses sob o ponto de vista do poder de compra, a partir de um conjunto de indicadores inferidos de um ...
Capa da publicação
 
Estudo sobre o Poder de Compra Concelhio - Ano de 2000 
Report 2002 
O Instituto Nacional de Estatística, através do Núcleo de Estudos Regionais da sua Direcção Regional do Centro, vem apresentar nesta publicação a ...
Capa da publicação
 
Estudo sobre o Poder de Compra Concelhio - Ano de1997 
Report 1998 
«O Estudo sobre o Poder de Compra Concelhio (EPCC) infere, a partir de um vasto leque de variáveis, e recorrendo a um modelo de análise factorial, um conjunto de indicadores que ...

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