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Quando, aos fins-de-semana, venho à minha aldeia (Gove-Baião-Porto), para ver saber como está a nossa terra e sobretudo a nossa gente, aproveito para ir ler os jornais do dia no único café que os vende por aqui (café boa-viagem do Sr. Abel). Refiro do Sr. Abel, porque aqui todos nos conhecemos e todos sabemos como está toda a gente.

 

Ao ler as notícias de hoje, deparo-me com situações inaceitáveis que merecem urgentemente a nossa reflexão (sim, nossa, ou seja a minha e a sua reflexão):

Referem as notícias de hoje que:

 

- Os doentes oncológicos estão sem dinheiro para comer, faltam às consultas por dificuldades económicas e as instituições de apoio começam a correr o risco de fechar por falta de meios económicos.  

Esta é uma causa que me toca profundamente. Primeiro porque não consigo aceitar que tenha de haver pessoas com mais do que precisam e outras sem o essencial para sobreviver sem sofrimento. Segundo, porque venho à aldeia (70km do centro do Porto) para visitar uma vizinha dos meus pais que, para além do sofrimento do cancro ainda tem de carregar o sofrimento da distância do IPO, da falta de condições económicas,  da falta de apoio familiar, da falta de condições socioeducativas para se cuidar, da falta às consultas e tratamentos por tantos sofrimentos. Muitas vezes pergunto-me, será que alguém está atento às condições em que estão a viver estas pessoas? Será que alguém liga a saber ou manda alguém a casa destes doentes para saber porque estão a faltar às consultas e tratamentos? Não há forma de criar uma rede de alerta quando se sente a falta desse doente? Será que alguém vai saber quando falecer e irão sentir a sua falta na consulta/tratamento? Ainda bem que cá na aldeia ainda há bons vizinhos. Mas, e onde não há? 

Por estes dias fazem-se muitas jantaradas que apelidam de Natal, muitas das quais pagas pelos dinheiros públicos a quem não necessita. Por isso, pergunto: Porque é que esses jantares não se tornam solidários ou porque é que esse dinheiro público, que é gasto em jantaradas politizadas, não é convertido em políticas sociais ou entregue em bens alimentares a quem mais necessita?

 

 

 

 

-Idosos, frágeis e indefesos são assaltados e agredidos.

Pelos vistos agora a estratégia dos assaltantes é atacar os idosos ex-emigrantes. Um dos idosos,  que pouco já tinha, refere que passou 30 anos emigrado no Brasil e nunca tinha sido assaltado. Será que a ideia é permitir esta onda de assaltos para que nem os idosos, ex-emigrantes, possam regressar em paz à sua terra Natal? Será que o objectivo é empurrar os idosos para fora de Portugal, tal como estão a fazer com os jovens? O que é que estes assaltos reflectem? Lembremo-nos que todos nós e mesmo os assaltantes destes idosos (políticos,  governantes e capitalistas incluídos) também vão ser idosos. Olhem que a vida é mais curta dos que pensam!

 

 

-Mário Soares e mais umas figuas ilustres (alguns já em clara luta de imagem para as eleições europeias) dirigem-se a Viana do Castelo para apoiar a luta dos trabalhadores e defender os estaleiros navais. Mário Soares, entre outros ilustres políticos e cidadãos,  foram lá pela solidariedade e pela defesa dos interesses públicos nacionais, mas eu pergunto: Então e as políticas? Que é feito da oposição política e das alternativas? Onde anda o lider do PS? Num partido onde já não há líder, onde ja não se luta pelas causas, onde já não há políticas,  onde não há alternativas e, pior, onde já não se sente a força da oposição, ...onde nos irá conduzir? 

 

 

 

- Os reitores e professores não se entendem com este (des)governo, mas quem é que se consegue entender? Será que temos Governo? Nem Governo nem oposição.  O povo está sozinho, sendo que, se não acorda, em breve estamos acorrentados e depois será muito mais difícil para nos conseguirmos libertar!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

-

 

 

Manuel Pizarro vence as eleições para a Concelhia Socialista do Porto e recebe um duplo mandato: Um para trabalhar pelas pessoas da Cidade e outro para lutar politicamente pelo Porto, pelo Norte e por Portugal. Mas será que dentro do PS ninguém tem nada para reflectir e para assumir algumas (i)responsabilidades? Se não as assumem,...a "guerra" continuará e o PS perderá.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

-Os economistas de direita (defensores do capitalismo neoliberal) já apelidam o Papa de "Marxista". Mas estão à espera que a Igreja seja o que? Capitalista neoliberal e monopolista? O que mais me incomoda é constatar que esta designação contra o Papa está, também,  a surgir do interior da Igreja. Será o poder da igreja comandado por capitalistas? Dita a história que se perdoavam pecados em troca de bens materiais ou capitais. Continuará ainda a ser assim? 

 

 

Sou um cidadão humilde e de parcos recursos, pelo que, perdoem-me se não tiver dinheiro para pagar os meus pecados. Se eu não tiver um lugar debaixo da terra, mandem-me para o inferno, porque eu não comprarei o perdão dos meus pecados, poderei, no máximo,  ter de pagar por eles, mas não deixarei de lutar pelo que acredito.

 

 

 

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