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2013 o ano dos desassossegos e 2014 o ano dos favores (políticos)

por José Pereira (zedebaiao.com), em 30.12.13

ÚLTIMA REFLEXÃO CÍVICA E POLÍTICA 2013

2013 o ano em que procurei combater os Zés (in)Seguros, líderes de estruturas partidárias e/ou governativas.

2014 o ano em que conto apoiar os líderes do socialismo (do PS ainda não sei), isto porque,... (compreenderá se ler esta reflexão).

 

Após muitos desassossegos, sofridos e a fazer sofrer, interiorizados e exteriorizados, deixo esta última mensagem que dirijo a tod@s os líderes que se sentem "SEGUROS" e que escrevo a pensar em tod@s que me têm criticado (todas as críticas são boas) e apregoado que falar fora dos partidos não é ser militante, ou, neste caso, ser militante socialista do PS.

 

Pois posso não ser esse o militante (socialista?) do PS que tanto desejam manter em silêncio e subserviência, mas continuo a acreditar que caminhei e caminho para ser um militante da cidadania e da democracia (no meu caso caminhando pelo socialismo de esquerda e não pelo lado de novos blocos centrais que pouco ou nada mudam de rumo).

 

Eu prefiro continuar a desassossegar, por dentro e por fora, porque acredito que é começando a intervir por dentro e a agir por fora, que se processam as mudanças necessárias, em vez de se continuar a disfarçar que tudo está bem com as lideranças do País ou mesmo com os partidos/políticos.

 

Car@s amig@s, o grande problema é que, a continuarmos assim, tudo continua e vai continuar mal (igual ou pior) ao nível do País, da Europa, do Mundo, dos cidadãos, dos militantes, dos líderes, dos partidos, dos políticos e acima de tudo da militância cidadã, ou seja, da prática da cidadania e da democracia participada e devidamente representada.

 

A cidadania, tal como a militância partidária em democracia, traduz-se em atitudes e comportamentos pró-activos, no assumir de um modo de estar e de participar em sociedade que tem como referência os direitos humanos, o bem-estar comum, a excelência na gestão da coisa pública, os valores da igualdade, da democracia e da justiça social. No fundo, os valores do socialismo democrático, mas não daquele que utiliza o autoritarismo como meio de transição para o fascismo, disfarçado de socialismo democrático.

 

Enquanto processo educativo que urge desenvolver junto dos indivíduos, na família, na escola, nas instituições, nas empresas e sobretudo nos partidos, a educação para a militância cidadã visa contribuir para a formação de pessoas, de militantes, de políticos, de dirigentes e governantes experientes, responsáveis e solidários, que conhecem e exercem os seus direitos e deveres em diálogo e no respeito pelos outros, com espírito democrático, pluralista, crítico e criativo.

 

A prática da cidadania ou da militância partidária constitui um processo participado, individual e colectivo, que apela à reflexão e à acção sobre os problemas sentidos por cada um e pela sociedade em geral. Não podemos continuar a abster-nos de todo este processo e muito menos a limitar-nos a votar por votar ou a apoiar por apoiar. A continuidade dessa prática nada resolve e só permite que os mesmos permaneçam dentro dos jogos centrais de lugares, de interesses e de esvaziamento das nossas terras e da nossa gente. A (i)responsabilidade perante todo este processo foi, é e continua a ser NOSSA (MINHA/SUA).

 

O exercício dessa prática de militância cidadã implica, por parte de cada indivíduo e daqueles com quem interage, uma tomada de consciência, cuja evolução acompanha as dinâmicas de intervenção e de transformação social, económica e política.

 

Se tod@s (militantes e cidadãos em geral) agirmos nestes termos, certamente conseguiremos ter um ano melhor e, quem sabe, até passarmos a apoiar os líderes partidários, sejam do arco do poder, do governo ou da oposição.

 

Até ao ano e Feliz 2014.
Continuarei a desassossegar, cívica e politicamente. Por dentro ou por fora dos partidos.

 

Um abraço.

 

José Pereira (Zé de Baião)

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Um anjo sorridente poderá corresponder a um político eficiente?

Que ninguém despreze a pressa de um homem maduro e experiente. Ele é um mentor de vida!

 

Os católicos têm todas as razões para comemorar o Natal e felicitar o novo ano. Mas que razões têm os cidadãos (militantes ou votantes nos partidos) para festejar?


Este Homem, num só ano: 

- Recusou a cruz de ouro;
- Recusou o carro de luxo e passou a andar de Renault 4;
- Pagou a sua conta no hotel;
- Exortou os padres e bispos a saírem dos palácios e a irem para as periferias e para junto do povo;
- Disse que a Igreja sem a cruz é uma piedosa ONG;
- Pediu a bênção dos fiéis;
- Dispensou a sua escolta;

- Na comemoração do seu 77.º aniversário de vida, tomou o café da manhã com 4 sem abrigo e com um cachorro;

- Fez observações ostensivamente humildes sobre a homossexualidade, sobre o aborto e sobre os métodos contraceptivos – “Quem sou eu para julgar?”;

- Referiu que até os ateus poderão chegar ao Céu – “A misericórdia de Deus não tem limites”;

- Referiu que o celibato forçado dos padres católicos é uma tradição e não uma doutrina;

- Deu um novo sentido ao apostolado,...

 

Mas o que é que têm feito os políticos? Afinal de contas só cerca de 10% dos portugueses é que acredita nos partidos (OCDE,2013)

 

Quando a Igreja se encontrava já deprimida e em queda livre, devido a uma enormidade de escândalos, de corrupção e lavagem de dinheiro, de pedofilia, entre outras barbaridades, este Homem, em menos de um ano, atingiu a Igreja com um enorme turbilhão de raios de luz, que fizeram os católicos sorrir de novo, voltar a acreditar e a colocar no seu horizonte uma nova primavera.

 

Foi assim possível reviver o Natal e acreditar positivamente numa nova primavera.

Então, e na política? Não será possível fazer o mesmo?

Quem será esse homem radioso?

 

Como referiu o Papa Francisco, para que as Igrejas se voltem a encher de crentes “esse Homem nunca se deve parecer com alguém que acabou de voltar de um funeral”.

 

Mas afinal em que se baseia a teoria do “trickle down” que o Papa Francisco tanto tenta combater, “por roubar a humanidade da solidariedade” e que os socialistas procuram (inocentemente?) voltar a introduzir?

 

Sustenta esta teoria, que o crescimento da economia está intimamente ligado à riqueza dos mais poderosos que, quanto mais possuem, mais investem e mais produzem, provocando a redução de preços e um aumento do consumo. O problema surge quando deixa de haver poder económico para as massas continuarem a consumir.

 

Num exemplo muito fácil de perceber, lembre-se do que acontece com os eternos novos telemóveis ou novos computadores portáteis, ou até mesmo com os novos carros, sendo que, aquilo que nos parece hoje apenas acessível às classes mais altas, depressa parece baixar de preço e depressa se generaliza a todas as classes sociais, levando as classes baixas a acreditarem que, só por deterem aquele produto, já são iguais aos ricos, mesmo sem estes terem necessidade de consumir esse produto. É tudo uma questão de status social ou de se sentirem importantes, levando as massas a acreditarem que são pessoas importantes, só por passarem a ter aquilo que os ricos também têm. O problema é que estamos eternamente a ser invadidos por novos produtos e esgotamos as nossas economias em produtos que nem necessitamos, economias essas que acabam sempre por se concentrar nos mais poderosos.

 

Nunca nos devemos esquecer que a teoria do “trickle down” parece favorável às classes baixas, mas está associada a uma teoria neo-liberal defendida e popularizada, em grande parte, por Ronald Reagan, teoria esta que levou a América à crise gigantesca do “subprime” e através da qual o Presidente Bush acabou por afundar ainda mais os americanos de baixos recursos, ou seja, mais dinheiro ficou disponível para os capitalistas investirem no crescimento do seu próprio capital, a desigualdade aumentou, as classes menos abastadas esgotarem os seus recursos, deixaram de ter dinheiro para comprar, a oferta não aumentou, o consumo caiu e a economia entrou numa espiral recessiva.

É algo realmente digno da escola austríaca de economia que segue Ludwin von Mises. A expressão "trickle down" invoca a imagem da riqueza caindo dos mais ricos sobre os mais pobres - como se os capitalistas neo-liberais agissem inocentemente! E, assim, como de costume para a referida escola de pensamento, inverte-se a lógica para justificar o acumular de riqueza nas mãos de muito poucos - é este o verdadeiro objectivo da referida escola, que chegou ao cúmulo de criar e disseminar as suas teorias através dos já conhecidos grupos de “think tanks” (propaganda ideológica), que levam a acreditar numa definição de socialismo completamente desonesta, na qual até chegam a introduzir, disfarçadamente, o fascismo. O problema é que há ainda muitos “inocentes” cidadãos e políticos, que, sem se aperceberem, repetem essa estupidez como se fosse uma "pérola" de sabedoria.

 

Mas, como referiu o Papa Francisco, tenhamos muito cuidado, sendo que "a adoração do antigo bezerro de ouro voltou num novo e cruel disfarce de veneração do dinheiro e da ditadura de uma economia impessoal sem um propósito verdadeiramente humano". "A crise mundial que afeta a economia veio colocar a nu os seus desequilíbrios e, acima de tudo, a falta de preocupação real para com os seres humanos".

 

Que ninguém despreze a pressa de um homem maduro e experiente. Ele continuará a ser um mentor de vida!

 

Feliz 2014

 

28/12/2013

José Pereira (Zé de Baião)

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por José Pereira (zedebaiao.com), em 22.12.13

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O SG do PS, José Seguro, não representou a vontade dos socialistas e muito menos a vontade dos dos portugueses, que já estão mais que fartos deste (des)Governo e destes jogos de interesse. José Seguro caminha cada vez mais para a direita. 

 

José Seguro não nos representou, porque voltou a fazer um acordo com um Governo já moribundo e no qual ja ninguém acredita. Afinal José Seguro parece ser o único a acreditar neste Governo. José Seguro não representou nem defendeu devidamente um acordo estrutural e de Estado para salvaguardar a vida das empresas e dos portugueses, sobretudo dos mais frágeis e desempregados. 



Não olhemos só para o acordo relativo aos 15.000 euros, que nada resolvem nas micro empresas nem irão criar qualquer novos postos de trabalho. Olhemos, por exemplo, para o resultado do acordo para empresas com 50 milhões de euros de lucro, já depois de pagos os chorudos salários dos administradores, depois de pagos os carros de alta gama, depois de paga uma vida luxuosa e depois de uns milhões de fuga aos impostos.

No caso de uma empresa com um lucro tributável de 50 milhões de euros, na proposta inicial do Governo, passava-se de um imposto de 15.555 milhões de euros para 14.555 milhões. Cá estava o PSD a olhar de novo para o favorecimento das médias/grandes empresas.

Mas não nos podemos esquecer que os socialistas (ser socialista e diferente de ser SG do PS) propunham uma subida desta tributação para 16.523 milhões de euros, mas o SG do PS veio agora a acordar com Passos Coelho e com o PSD, a descida para um imposto de 14.854 milhões de euros, ou seja, em vez de se subir ou mesmo manter a contribuição destas empresas com lucros significativos, foi o SG do PS aceitar o seu favorecimento. Recorde-se que os socialistas defendiam a subida dos anteriores 15.555 milhões,  para 16.523 milhões e não é que o SG do PS, José Seguro, decidiu atribuir uma prenda de Natal a estes grandes empresários, na ordem dos 2.000 milhões de euros, sem garantia de criação de qualquer posto de trabalho e sem qualquer acordo de combate à economia paralela.

Quem vai suportar estes milhões? Que compromissos assumiram estes políticos e estes empresários para com o País, para com todos os portugueses e sobretudo para com os desempregados? 
Afinal de contas, o SG do PS, em vez de representar a vontade dos socialistas e dos portugueses decidiu foi servir de terceira muleta para o Governo e ajudar a favorecer as médias/grandes empresas, com lucros significativos, sem qualquer compromisso de criação de novos postos de trabalho e, muito pior, sem um acordo de responsabilização social empresarial no que respeita à criação de emprego e ao combate à economia paralela, que já ronda os 31.000 milhões de euros, ou seja, segundo um estudo da "Visa Europe", representa já mais de 19% da riqueza nacional. Para as pessoas e para as micro empresas vão uns tostões e para as grandes que mais fogem, continuam a dar de bandeja uns milhões.  Afinal quem é que está em crise? Quem paga sempre?

Segundo um estudo do Observatório da Faculdade de Economia do Porto, estima-se a economia paralela em mais de 27% do PIB, o que corresponde a mais de 44.000 milhões de euros.

Afinal andamos a pagar austeridade em cima de austeridade para servir o que e a quem? Que ajuda significativa deram afinal às micro empresas? Vão estas deixar de falir com os 1200 €?

Ajudem e apoiem devidamente as pessoas e as micro e pequenas empresas, baixem o IVA e o IRS para aumentar o poder de compra, combatam devidamente a economia paralela e invistam esses milhões na criação de emprego. 


A ECONOMIA PARALELA JÁ VALE MAIS DE METADE DOS 78.000 MILHÕES QUE PEDIMOS E DEVEMOS À TROIKA. PORQUE E QUE ESTAS GRANDES EMPRESAS NAO CONTRIBUEM MAIS? 50 MILHÕES DE EUROS DE LUCRO É ASSIM TÃO POUCO? ENTÃO E AS PESSOAS? FICAM PARA TRÁS?

 

http://static.publico.pt/infografia/especiais/Tab-IRC.jpg

 

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Então e as pessoas? Sim, aquelas que diziam estarem em primeiro!

Então e as promessas de que, a haver acordos, estes só seriam feitos depois de dar a palavra aos portugueses?

E as matérias mais importantes que urgem resolver? Aguenta povo, não é?

 

 

Os militantes socialistas não haviam determinado que estes desgovernantes já não merecem qualquer acordo ou voto de confiança da parte do PS, antes de ser dada a voz ao povo, ou seja, nunca antes de eleições?  

Agora andamos a brincar com o que os militantes aprovam em plenários e convenções?  Quem decide sobre o PS, uns tipos quaisquer ou o conjunto dos seus militantes?

Já nenhum português acredita neste Governo e os dirigentes socialistas passaram a acreditar? Os militantes já não acreditam, nem neste Governo, nem nesta liderança do PS. O País e o PS deveriam ir já a eleições. 

Qual vai ser a contrapartida para a a criação de novos postos de trabalho? Qual vai ser o acordo para se combater os mais de 27% de fuga aos impostos, graças à economia paralela? Isto está acordado?

 

As questões que se colocam são:

1 - Quem vai suportar esta quebra de receita orçamental? Os trabalhadores por via de mais impostos, de novos cortes nos salários ou por mais aumento do IRS?

2 - Qual vai ser o retorno/contributo das empresas para a dinamização da economia e criação de novos postos de trabalho?

3- Vão as empresas contribuir para o aumento do salário dos trabalhadores?

4 - Qual o acordo para se combater os mais de 19% (31 mil milhões - Fonte: Visa Europa) ou os já cerca de 27% de economia paralela identificados pelo Observatório da Faculdade de Economia do Porto ?

 

Atendendo a que, ultimamente, andam constantemente a comparar-nos com a Irlanda, estão as empresas dispostas a combater a economia paralela e a baixa-la para os 12% da Irlanda? Se as empresas já eram experientes em jogos contabilisticos para fugirem às contribuições e a declarar baixos rendimentos, será que não vão agora fazer o jogo da divisão dos 15.000 € e aumentar ainda mais a fuga ao fisco? Quem e como vai ser pago tudo isto?

 

É verdade que a taxa de IRC portuguesa parece ser uma das mais altas da Europa (25%), havendo até um discurso inflacionista que aproveita as taxas da derrama municipal e/ou estatal para a atirar para os 31, 5%, situação que não é assim tão linear, uma vez que são ávidos a somar, mas muito habilidosos a não informar sobre o que na realidade se paga. Veja-se, na imagem que se segue, qual tem sido a % deste imposto que a Administração Tributária consegue cobrar, na realidade.

 

 

 http://www.publico.pt/economia/noticia/eonomia-paralela-subiu-para-267-e-representa-mais-de-metade-do-emprestimo-da-troika-1607000 

 

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