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A DEMOCRATIZAÇÃO DO PS E OS DÉSPOTAS ESCLARECIDOS

por José Pereira (zedebaiao.com), em 01.07.14

Todos sabemos que no PS há dois candidatos a coisa nenhuma, sendo que o PS encontra-se hoje liderado e dirigido por um déspota, assessorado por um "despotismo esclarecido" e seguido por "absolutistas iluminados ou ilustrados".

Eleições primárias no partido socialista PS José Seguro e António Costa Regulamento Comissão Política

Como relata a história, ligado a um déspota (pessoa que demonstra autoritarismo em quaisquer circunstâncias) haverá sempre um despotismo esclarecido ou absolutismo ilustrado (forma de governar característica da Europa continental da segunda metade do século XVIII, que embora partilhasse com o o absolutismo a exaltação do Estado e do poder do soberano, era animada pelos ideais de progresso, de reforma e de filantropia do iluminismo).

 

Tenho vindo aqui a referir que a democratização é como a mudança - NÃO SE IMPÕE POR DECRETO OU REGULAMENTO - É SIM UM PROCESSO CONTINUO QUE SE VAI FAZENDO COM AS PESSOAS

 

LEMBREM-SE QUE A POLÍTICA É A ARTE OU CIÊNCIA DOS CIDADÃOS PARA OS CIDADÃOS E NÃO DOS LIDERES PARA OS LUGARES OU INTERESSES.

 

Esta gente anda a brincar a imposições e processos dilatórios, não só com os militantes e simpatizantes, mas com todos os portugueses. LEMBREM-SE QUE O PS É (ERA!?) UM GRANDE PARTIDO DEMOCRÁTICO E DE GOVERNO!!!

 

SERÁ QUE OS MILITANTES E SIMPATIZANTES PODEM ACREDITAR NUM PARTIDO ASSIM? SERÁ NESTES TERMOS QUE ESTA GENTE PENSA GOVERNAR UM PAÍS? NÃO TENHO RECEIO PELO PS, MAS TENHO MEDO POR PORTUGAL!

 

O processo ainda se encontra pendente de:

1 de julho -  Redacção final do regulamento eleitoral para as primárias e constituição da comissão eleitoral (Não cumprido, logo, não há qualquer processo legal em curso);

8 de julho - Realização da Comissão Política Nacional para encerramento do processo regulamentar e constituição da comissão eleitoral (Será que vai ser aprovado, impugnado ou mais uma vez protelado?);

15 de julho - Deverá estar aprovado e divulgado o formulário que os simpatizantes terão de preencher para participar nas eleições;

12 de setembro - Encerramento dos cadernos eleitorais.

 

Todos sabemos que estamos hoje perante puras manobras dilatórias e, pior, perante um concreto processo que está a ser irracionalmente encetado e imposto por um grupo de absolutistas iluminados ou ilustrados. José Seguro, por excesso de ambição ou por cegueira de racionalidade, está a fazer derrapar o PS em todos os processos e procedimentos, tudo para ver se consegue permanecer no poder até ao dia em que um governo lhe venha a cair nas mãos (veja aqui as notícias de hoje sobre o processo eleitoral).

 

Referem as notícias de hoje que "três dias passados sobre a última, e tensa, reunião interna socialista não foram ainda suficientes para proceder à redacção final do regulamento eleitoral para as primárias, nem para fechar a composição da comissão eleitoral". Havia sido determinado que este processo sobre a aprovação do regulamento e designação da comissão eleitoral teria de estar fechado esta terça-feira (1/07/2014), mas como é sabido e já esperado, tudo começa (propositadamente?) a derrapar.

 

Na passada sexta-feira (27/06/2014), a comissão política nacional do PS, arrebanhada e controlada por José Seguro, havia aprovado o regulamento proposto pelo secretário-geral, mas com alterações, não tendo sido aceites as propostas remetidas pelos apoiantes de António Costa, nomeadamente sobre uma Comissão Fiscalizadora Independente, situação que levou os apoiantes de Costa a desvincular-se deste processo e a duvidar da seriedade do mesmo.

 

Sabe-se agora, por declarações do ex-ministro e antigo dirigente socialista, Jorge Coelho, indicado para liderar a comissão eleitoral, que nada tem avançado em termos processuais, mesmo que se encontrem já em disputa as duas candidaturas às putativas eleições primárias. Esperam os dirigentes socialistas que este processo venha a ser concluído na Comissão Política Nacional que se encontra agendada para dia 8 de julho.

 

Pelo que se sabe, anda tudo na rua em campanha eleitoral, mas nem sequer há regulamento nem processo eleitoral aprovado. Algo anda muito errado no seio do Partido Socialista.

 

 

Ninguém sabe de nada!  "António Galamba, dirigente nacional para a organização do PS, escusou-se a adiantar pormenores, com o argumento de que não estava a par do processo. Por seu turno, Duarte Cordeiro, o apoiante de António Costa que apresentou propostas de alteração ao regulamento durante a última reunião, disse estar ainda à espera de “ser contactado” por alguém da direcção para se tratar da redacção final".

 

Todos sabemos que isto são puros processos dilatórios e que estão para durar. Estava previsto que até 15 de julho a comissão eleitoral tivesse preparado o formulário que os simpatizantes terão de preencher para participar nas eleições, mas o facto é que, sem regulamento aprovado e sem comissão eleitoral constituída, este processo não tem qualquer validade nem pernas para andar. As primárias não existem! 

 

 

Todos sabemos que no PS há dois candidatos a coisa nenhuma, sendo que a ideia de eleições primárias, lançadas por José seguro em momento de desespero e de irracionalidade por excesso de ambição (note-se que, ainda recentemente, José Seguro era contra eleições primárias), foi uma mera manobra dilatória que será impugnada a qualquer momento (até por ele próprio ou a mando do mesmo), só para ver se consegue chegar a 2015 como Secretário-Geral do Partido Socialista, mesmo que, contra tudo e contra todos.

 

Como se constatou na Comissão Política Nacional de Ermesinde (23/06/2014),  face a um processo imposto de forma irregular, basta um militante arrebanhado para o impugnar ou impedir de avançar, sendo este o pensamento e processo habitual dos absolutistas iluminados.

 

É mais do que óbvio que há hoje dois candidatos a uma coisa que não existe.

 

Como é sabido, era suposto que o regulamento e a comissão eleitoral estivessem aprovados nesta terça-feira, mas o facto é que José Seguro e seus apoiantes sabem muito bem o que estão a fazer, sendo que têm todo o interesse em que este processo venha a ser protelado e até acabe impugnado. Esperando que o Governo caia a qualquer momento, esta seria a única forma que tem para se manter por mais uma dúzia de dias, arrastando assim todo o PS para uma derrota nunca antes vista e depois atribuindo todas as (i)responsabilidades aos outros, só para ver se consegue um novo assalto ao poder.

 

Se José Seguro for candidato a primeiro ministro e obtiver um resultado fraco ou mesmo perder as legislativas, virá dizer que a culpa foi de António Costa e dos seus apoiantes. Se António Costa ganhar as primárias e for candidato a primeiro-ministro e perder ou ganhar por pouco, teremos José Seguro e o seus apoiantes a fazer oposição interna e até externa, até que apareça uma nova oportunidade de assalto ao poder no PS.

 

Atendendo a que não se vislumbra uma terceira via forte e suficientemente credível, só há uma solução, que é os socialistas e simpatizantes unirem-se neste combate em prol do PS e sobretudo a pensar no País, derrubarem expressivamente José Seguro e os seus seguidores e o PS conseguir uma maioria absoluta ou, no mínimo, resultados positivos que permitam as devidas condições de uma governabilidade estável. Caso contrário nenhum Governo PS conseguirá sobreviver a um ou dois Orçamentos de Estado, sendo que vão ser mais os socialistas e simpatizantes a procurar derrubar o PS do que a esforçar-se por uni-lo em prol de Portugal.

 

A democracia não é um facto estabelecido de uma vez por todas, é sim uma dinâmica desenvolvida pelos cidadãos e para os cidadãos. O espírito democrático e a participação cívica devem informar as múltiplas dimensões e áreas da vida humana e social, sendo que os procedimentos do método democrático podem e devem ser aplicados, com as adaptações necessárias, a diversos aspectos da organização cívica, política, económica, educativa, cultural e social. Note-se que não é só a democracia política que constitui condição necessária do desenvolvimento e da coesão social. O esforço da democratização cívica, política, económica, social, educativa e cultural constitui também condição importante para o bom exercício dos direitos e deveres humanos, cívicos e políticos.

 

É neste contexto que, para os socialistas, sempre existiu uma ligação fundamental entre a construção do Estado de Direito Democrático, a realização da democracia económica, social, educativa e cultural e o aprofundamento da democracia devidamente participada e excelentemente representada. Os socialistas nunca se identificaram com despotismos esclarecidos ou iluminados!

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