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Quando o endividamento e as penhoras se transformam num negócio altamente lucrativo, insensível e implacável, será necessário levantar um SOS de apoio às famílias. Sabia que, enquanto o número de pessoas e empresas falidas aumentam mais de 200% em apenas 5 anos, os administradores de insolvência e leiloeiras nunca ganharam tanto dinheiro como estão a ganhar agora. Tudo isto graças a um Governo muito tolerante com as suas falhas perante os cidadãos, mas implacável, cego e insensível a penhorar os bens essenciais de que as famílias mais precisam para poderem continuar a ter uma vida minimamente digna. 

 

O objetivo da legislação deveria visar a concretização de um processo justo de regularização de dívidas, protegendo ambas as partes, e não o desenvolvimento de um negócio de abutres que se instalaram sobre as penhoras e cobranças.

 

Em vez do Governo fazer o seu trabalho em prol da justiça socioeconómica e laboral e em prol da dignidade das pessoas, prefere continuar a seguir a via cega, insensível e implacável, da facilitação e do incentivo ao negócio das penhoras, distribuindo agora 5% do montante das cobranças coercivas pelos 9.000 funcionários do fisco, valor este que em 2014 correspondeu a cerca de 57 milhões de euros a título de complemento salarial. 

O negócio das penhoras.jpg

 

Aqui fica um modelo de programa a ver e refletir com muita atenção e que deveria passar em todos os canais abertos e em horário nobre. Veja também estas notícias:

Funcionários do Fisco recebem 57 milhões de euros em prémios;

Sociedade Civil: O negócio das penhoras;

O negócio das penhoras.

 

Não é necessário trabalhar na área social, nem no fisco, para nos apercebermos dos monstros anti-sociais que se alimentam de um sistema cego, insensível e implacável que hoje abarca o processo das penhoras. Os tentáculos destes monstros não deixam de crescer, nem olham a meios para atingir os fins. Basta olhar à nossa volta e facilmente nos apercebemos deste flagelo que está a ser provocado pela insensibilidade social relativa aos processos de penhora, as quais estão a atirar para a miséria milhares de famílias e a destruir a sustentabilidade das gerações futuras.  São aos milhares as famílias que têm entrado em situação de incumprimento devido ao desemprego, à instabilidade laboral e à redução dos rendimentos. Muitas famílias estão a perder as suas próprias casas, a ver os seus parcos vencimento penhorados, a separar-se, a perder o acesso aos apoios sociais, a ter dificuldades para manter os seus filhos a estudar, a ter dificuldades para comprar medicamentos e mesmo para se alimentar devidamente,..., entre outros desastres socioeconómicos que destroem o ser humano, a família e a paz social. 

 

Na minha opinião, nenhuma penhora sobre bens essenciais (habitação própria permanente e condição de recursos suficientes para uma vida digna) deveria ser concretizada sem que o processo fosse devidamente estudado e acompanhado por uma equipa técnica tripartida (um técnico da área social, um jurista e um técnico da área da contabilidade,economia ou gestão). O processo de penhora, que afecte os bens e condições essenciais a que um cidadão tem direito e que a Constituição consagra, não podem continuar a ser encetados de forma cega, insensível e implacável. Incumbe ao Estado, através de um melhor processo legislativo (Assembleia) e de bom desempenho executivo (Governo), garantir os direitos fundamentais dos cidadãos e assegurar o direito ao trabalho, a um salário e/ou a uma proteção social e familiar capaz, que permita a todos uma vida digna.

 

 

Entre o direito e o dever também se inclui a educação e preparação cívica, contributiva e tributária. O negócio das penhoras não pode colocar em causa os direitos e deveres consagrados na Constituição, nem comprometer as possibilidades de reorganização familiar, profissional e financeira (Frade, 2007; Marques e Frade, 2004). Segundo o Observatório do Endividamento dos Consumidores (OES/CES), o endividamento familiar é hoje considerado como a incapacidade das famílias conseguirem cumprir com as suas obrigações, sendo esta incapacidade, na maioria das vezes, motivada pelo desemprego, pela redução dos rendimentos, pela doença prolongada, pelo divórcio, pela ausência de educação administrativa e financeira e pelo desconhecimento sobre os critérios de investimento (OEC, 2002), não sendo por isso justo tratar assim tão mal os cidadãos face ao infortúnio.

 

Segundo Monteiro (2010), o endividamento por parte das famílias portuguesas tem vindo a aumentar de forma acentuada nos últimos anos, uma vez que o consumo em larga escala é sinal de hábitos e estilos de vida mais modernos e urbanizados, e de necessidades mais complexas, contexto este para o qual os nossos políticos e governantes deverão olhar com mais atenção.

 

SABIA QUE:

 

SOS Famílias Endividadas 

SOS FAMÍLIAS

 

DECO lança portal de apoio ao sobre-endividado

PORTAL DE APOIO DA DECO

 

Penhoras

Esta informação encontra-se disponível no site da Segurança Social e foi atualizado em: 04-04-2014 (Verifique aqui se a informação sofreu atualizações - Regularização de Dívidas

O que é

A penhora consiste na apreensão judicial de bens pelo órgão de execução fiscal.

Quando se procede à penhora

Trinta dias após a citação desde que o executado não tenha:

  • pago voluntariamente a dívida;
  • apresentado requerimento de plano prestacional;
  • pedido pagamento em dação;
  • apresentado oposição judicial.

Quais os bens que podem ser penhorados

  • Contas bancárias;
  • Bens móveis;
  • Bens imóveis;
  • Créditos;
  • IRS/IVA;
  • Rendimentos;
  • Direitos
  • Partes sociais ou quotas em sociedades;
  • Vencimentos/pensões/prestações sociais.

O que fazer perante uma penhora

  • Pagar integralmente a dívida, extinguindo a execução;
  • Requerer a substituição daquela penhora por outra de igual idoneidade, liquidez e exigibilidade, competindo à secção de processo executivo avaliar e decidir sobre a sua eventual substituição;
  • Apresentar dação, pedido de pagamento em prestações ou oposição após citação pessoal de penhora, nos trinta (30) dias seguintes.

 

O processo executivo decorre nos seguintes termos:

Citação

A citação é o ato judicial que a secção de processo executivo pratica para dar conhecimento a uma pessoa ou entidade de que foi instaurado contra si um processo de cobrança coerciva. Ver mais »

Planos prestacionais

O contribuinte pode requerer o pagamento em prestações de modo a regularizar a dívida à Segurança Social. Ver mais »

Penhoras

Na ausência da regularização voluntária da dívida em execução fiscal o órgão competente pode proceder à apreensão de bens. Ver mais »

Venda

Após a penhora, os bens móveis e imóveis, podem ser objeto de venda por parte do órgão de execução fiscal. Ver mais »

Reversão

A reversão consiste na responsabilização dos membros dos órgãos estatutários pelas dívidas das empresas. Ver mais »

Pagamentos

O pagamento de dívidas em execução fiscal pode ser efetuado no multibanco, em bancos aderentes e nas tesourarias da Segurança Social. Ver mais »

Secções de processo executivo

As secções de processo executivo têm como missão a recuperação de dívidas à Segurança Social através da cobrança coerciva. Ver mais »

 
 

Conheça os contornos da apreensão de bens no âmbito de processos executivos. 

Entre 2011 e 2013 deram entrada cerca de 686 mil processos executivos por dívidas a privados, que podem resultar na penhora dos bens dos devedores. Os processos têm uma dívida associada de 18 mil milhões de euros, o que resulta numa dívida média de mais de 26 mil euros por processo. O Educação Informação (Ei) explica-lhe os contornos das penhoras.

 

GABINETE DE APOIO AO SOBRE-ENDIVIDADO

Contacte o Gabinete de Apoio da DECO para esclarecer as suas  dúvidas  ou para  apresentar o seu pedido de intervenção.

Entrar no GAS

LITERACIA FINANCEIRA

Fazer um orçamento, planear as despesas, realizar uma poupança e escolher produtos financeiros são alguns dos temas que as famílias aqui podem explorar.

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PERGUNTAS FREQUENTES

Estou sobre-endividado? O que posso fazer? Quando é que entro em incumprimento? Aqui encontra as respostas a estas e outras dúvidas.

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Poderá consultar aqui a Lista Pública de Execuções

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Desafio os socialistas a pegarem no cruzamento destes quatro principais quadrantes de análise e de ação estratégica para dar um esticão ao PS, mas em sintonia com os valores e princípios do socialismo democrático, da social-democracia ou do trabalhismo, sendo que todos estes termos designam uma mesma grande área política que se deveria identificar claramente com a matriz político-ideológica da esquerda democrática.

 

Assim, tomando por base um modelo de desenvolvimento integrado ("Engagement with Society"), desafio os socialistas e cidadãos em geral, a esticar cada um destes pontos, em prol de um modelo de governação e gestão pública, assente em objetivos e compromissos, mas devidamente justo e sustentável. Basta que cruzemos, com responsabilidade, os quatro principais vetores de ação, de modo a que consigamos projectar vários cenários sobre a futura governação e gestão das instituições públicas portuguesas e europeias, sendo que se tem vindo a perder a visão sobre os propósitos em que se ergueram as estratégias de governação e de gestão pública, durante séculos.  

 

Como se pode constatar pelo modelo de objetivos e compromissos que se segue, em função do foco de cada uma das perspetivas e da estratégia que se pode, ou não, seguir, a incidência de actividade poderá ser maior num ou noutro quadrante, resultando daí diferentes modos de posicionamento político-ideológico, de acção/intervenção, de governação/gestão/administração e mesmo de financiamento.

PS_Legislativas 2015_Macroeconomia_Perspetiva JPer

Mas, se tem dúvidas quanto ao esticão que pretende dar ou quanto ao seu posicionamento político-ideológico, recordo que, se a plena aceitação da economia de mercado distingue, com clareza, a esquerda democrática das concepções colectivistas da organização económica e social, a defesa do Estado social e a valorização das políticas e dos serviços públicos, em domínios centrais da vida colectiva, assim como a preocupação com a acessibilidade e a qualidade dos serviços públicos, distinguem radicalmente a esquerda democrática das formas neoliberais de ataque ao Estado e menosprezo pela administração pública.

 

No que diz respeito aos serviços essenciais de apoio às pessoas, às famílias e às comunidades locais, bem como nos sectores em que se jogam as questões principais da igualdade de oportunidades e da justiça social, como a educação, a saúde, a segurança social, a cultura e a ciência, o serviço público, acessível a todos, eficiente e eficaz, é essencial a uma sociedade justa. É certo que a sua concretização não deve constituir reserva do Estado; mas é obrigação indeclinável do Estado democrático garantir a sua existência.

 

Mais do que nunca, face ao actual contexto de crise, não só económico-financeira, mas também de valores, social e político-partidária, que tende a encaminhar, com alguma facilidade e insensibilidade, os partidos, os políticos e os governantes, para a via mais fácil das restrições financeiras e da redefinição do papel dos Estados, urge encontrar soluções alternativas que sejam capazes de reforçar os valores da esquerda democrática e acima de tudo reforçar as relações democráticas entre os políticos, os governantes e a sociedade em geral.

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Há muito mais a ser escondido e a ser varrido para debaixo do tapete só para alguns senhores mostrarem uma boa imagem pessoal que lhes permita subir na vida à custa do sofrimento de todo um povo maioritariamente envelhecido e de baixa escolarização.

Baião CPCJ crianças e jovens de Baião

Vendem a alma da gente mais fragilizada de Baião, tantas vezes com favores e entregas ao desbarato. Levam e deizam levar o melhor pelo rio abaixo. Querem é saltar de cargo em cargo à custa de um povo idoso e humilde que muito sofre.

Usam e abusam dos nossos idosos e das famílias mais fragilizadas.

 

Há na realidade muitos mais números de graves e profundos problemas e dificuldades que comprovam um maior retrocesso do que desenvolvimento.

 

Há na realidade muita gente em Baião a passar por enormes dificuldades.

 

Há em Baião uma taxa de desemprego e de emigração assustadora.

 

Há comércio, indústria e agricultura a ser destruída em Baião e a arruinar com postos de trabalho e com a subsistência da nossa gente.

 

Há na realidade muita gente a passar muitas dificuldades em Baião.

 

Há na realidade muita gente a não conseguir pagar a renda de casa ou empréstimo da habitação por falta de trabalho.

 

Há na realidade muita gente a ser penhorada em Baião, porque perdem sucessivamente o trabalho e por vezes ficam sem receber salário ou com salários em atraso, sem que o poder local os apoie e defenda devidamente. Os políticos locais preferem sorrir para alguns empresários e empreiteiros, muitas vezes de fora do concelho, do que acudir ao comércio, a indústria e à agricultura local.

 

Há na realidade trabalhadores fragilizados que emigram e que estão a viver no estrangeiro em condições miseráveis e mesmo de exploração,  sem que o poder local tome uma posição.

 

Muitos emigram, trabalham duro e vêm de maos a abanar, sem que o poder local os defenda devidamente. Nem uma palavra de defesa lhes dirige.

 

Há na realidade em Baião muitas famílias desesperadas.

 

Há muita pobreza escondida ou disfarçada.

 

Não há as mínimas oportunidades de trabalho para jovens nem para mulheres e muito menos há trabalho para os jovens mais qualificados.

 

Há na realidade em Baião muita gente a ficar meses e meses com os salários em atraso e a ficarem s mínimo sem  o mínimo para matar a fome aos filhos.

 

Há na realidade muito alcoolismo e violência escondida. HÁ NA REALIDADE FOME E MUITO DESEMPREGO EM BAIÃO, ENTRE OUTROS PROBLEMAS SOCIAIS GRAVES QUE TEIMAM EM DISFARÇAR, ESCONDER OU IIGNORAR.

 

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Portugal está atualmente em 10.º lugar no "índice de miséria” (misery index), sendo considerado como um dos 10 países com piores economias e onde será mais “doloroso” viver e trabalhar em 2015. Então e em 2016 ou em 2026?

Todos sabemos e conhecemos aquilo que os políticos e (des)governantes negam. Mas que fazemos?

Mantenhamos pelo menos a atenção e o estado de alerta face às técnicas de "think tank" (forma de atuar e pressionar no campo da agenda política e dos grupos de interesse) já muito tradicionais no seio da escola neoliberal (capitalista).

Assustamo-nos com os fatalismos e insistimos em mais ou diferente, mas idêntica, política de austeridade, ou viramos para as políticas sociais e de investimento que nos façam caminhar para o crescimento e desenvolvimento económico mais justo?

 

Atendendo a que só conhecemos aquilo que nomeamos e que só sentimos aquilo porque passamos, os políticos e futuros governantes têm o dever cívico e político, não só de olhar para as estatísticas e falar das desigualdades sociais, mas de senti-las, de analisa-las e de percebe-las à luz da responsabilidade, da solidariedade e da consciência, não só por via do reflexo que nos é transmitido pelas estatísticas, porque isso a muitos dos políticos e governantes pouco ou nada diz, nem faz doer, mas sobretudo pelo lado da perceção que o seu povo (nós e os outros) consegue ter acerca da realidade que, consciente ou inconscientemente, ontem e hoje viveu, ontem e hoje sentiu e hoje e amanhã sofrerá, sendo que o sentimento, a vivência, o julgamento, a perceção e o valor atribuído às desigualdades sociais varia de pessoa para pessoa, de região para região e de país para país.

 

Mas um político e governante tem de estar à altura da devida análise e reflexão, que o encaminhe para a melhor ação e solução. 

Como refere o sociologo Luis Chauvel, é através da articulação das desigualdades objectivas e subjectivas que devemos analisar e tratar as desigualdades sociais e económicas, tomando por base 4 pressupostos:

  • “A sociedade de classes” - forte desigualdade objectiva e recusa dessa realidade;
  • “A alienação” - altas desigualdades objectivas e baixa recusa dessa realidade;
  • “A superconflitualdiade” - baixas desigualdade subjectivas e forte recusa dessas desigualdades;
  • “A sociedade sem classes” - fraca desigualdade objectiva e fraca recusa subjectiva dessa situação.

Situação socioeconómica portuguesa em 2015.jpg

 

Sabia que:

pobreza.jpg

 

- Portugal está atualmente em 10.º lugar no "índice de miséria” (misery index), sendo considerado como um dos 10 países com piores economias e onde será mais “doloroso” viver e trabalhar em 2015;

- Portugal é dos países da Europa com maior taxa de risco de pobreza (47,8% em 2013);

- Portugal é dos países da Europa com maiores desigualdades sociais e económicas;

pobreza+infantil.jpg

 

- Portugal é dos países da Europa com maior diferença entre os 20% com rendimentos mais elevados (ganham 6 vezes mais) e os 20% com rendimentos mais baixos. Mas se compararmos os 10% dos rendimentos mais elevados com os 10% mais baixos, constatamos que os mais ricos ganham 10 vezes mais do que os mais pobres;

- Portugal é um dos países da Europa que mais tem cortado no rendimento das famílias;

- Portugal é um dos países da Europa com maior taxa de população em risco de pobreza (27,4% em 2013) e de privação material severa (10,6% da população em 2014);

- Portugal é um dos países da Europa com intensidade laboral muito reduzida (12,2% da população com idade inferior a 60 anos apresenta uma intensidade laboral muito baixa). Intensidade laboral per capita muito reduzida

 

NOTA: "Consideram-se em intensidade laboral per capita muito reduzida todos os indivíduos com menos de 60 anos que, no período de referência do rendimento, viviam em agregados familiares em que os adultos entre os 18 e os 59 anos (excluindo estudantes) trabalharam em média menos de 20% do tempo de trabalho possível." (INE).

 

 

Todos sabemos e todos conhecemos estas e outras realidades:

Pobreza em Portugal 2014.jpg

 

  • Todos sabemos e conhecemos aquilo que o Governo nega; 

 

  • Todos sabemos e conhecemos que os portugueses não compreendem para que se sacrificaram;

 

  • Todos sabemos e conhecemos que os portugueses têm sido dos povos europeus que mais cortes têm sofrido nos rendimentos familiares, desde os cortes nos salários, nas pensões e nos apoios sociais, passando pelo retrocesso laboral, pela desvalorização da mão-de-obra e pela destruição da normal evolução nas carreiras e categorias profissionais, generalizando-se a desmotivação e o medo de se ficar desempregado;

  • Todos sabemos e conhecemos que Portugal e o nível de vida da esmagadora maioria dos portugueses está cada vez pior e a caminhar para um fosso que ninguém pode negar e que é de difícil saída;

 

  • Todos sabemos e conhecemos que os últimos resultados do Inquérito às Condições de Vida e Rendimento (EU-SILC), publicados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), relativos ao risco de pobreza em Portugal, revelam que em 2012, 18,7% da população estava em risco de pobreza – o que representa um aumento de 0,8 p.p. em comparação com o ano anterior (17,9%).

Taxa de risco de pobreza em Portugal_2.jpg

 

  • Todos sabemos e conhecemos que a taxa de risco de pobreza em Portugal continua a subir, para que uns poucos países a possam diminuir;

Taxa de risco de pobreza em Portugal.jpg

Em 2012, segundo a linha de pobreza a preços de 2009, a taxa de risco de pobreza é de 24,7%. Entre 2009 e 2012, a proporção de pessoas em risco de pobreza subiu 6,8 p.p. Destaque igualmente para o aumento dos menores de 18 anos em risco de pobreza (+8,5 p.p). 

 

Linha pobreza_2009_2012 

 

  • Todos sabemos e conhecemos que tem vindo a crescer o nível de riqueza dos poucos muito ricos e a aumentar desmesuradamente as desigualdades e a pobreza;

Graf2S80S20

  • Todos sabemos e conhecemos que a emigração forçada tem sido sucessiva e de difícil retorno, sendo que há 40 anos que não se via tamanha emigração, desta vez forçada, qualificada e tantas vezes explorada (Observatório da Emigração);

Desemprego aumenta para níveis de há 40 anos.jpg

 

 
 
Bibliografia de referência para estudo:
 
  • Bertram, Christopher (2008), “Globalisation, social justice and the politics of aid”, em:
    • Gary Craig, Tania Burchardt e David Gordon (orgs.) (2008), Social Justice and PublicPolicy, Bristol, The Policy Press, pp. 123-137.
  • Bihr, Alain, e Roland Pfefferkorn (2008)Le Système des Inégalités, Paris, La Découverte.
  • Bourdieu, Pierre (1979)La Distinction. Critique Sociale du Jugement , Paris, Minuit.
  • Chauvel, Louis (2006a), “Tolérance et résistance aux inégalités”, em Huges Lagrange(dir.), L’Épreuve des Inégalités, Paris, Presses Universitaires de France, pp. 23-40.
  • Chauvel, Louis (2006b), “Are social classes really dead? A French paradox in classdynamics”, em Göran Therborn (org.), Inequalities of the World, Londres, Verso,pp. 295-317.
  • Deacon, Bob (2008), “Global and regional social governance”, em Nicola Yeates (org.), Understanding Global Social Policy, Bristol, The Policy Press, pp. 25-48.
  • Dorling, Daniel (2010)Injustice. Why Social Inequality Persists, Bristol, The Policy Press.
  • Florida, Richard (2002)The Rise of the Creative Class, Nova Iorque, Basic Books.
  • Frazer, Nancy (2008)Scales of Justice, Cambridge, Polity Press.
  • Ishay, Micheline R. (2008 [2004]),The History of Human Rights, Berkeley, University ofCalifornia Press.
  • Korzeniewicz, Roberto Patricio, e Thimoty Patrick Moran (2009)Unveiling Inequality. AWorld-Historical Perspective, Nova Iorque, Russel Sage Foundation.
  • Massey, Douglas S. (2007)Categorically Unequal. The American Stratification System, NovaIorque, Russell Sage Foundation.Milanovic, Branko (2007), “Globalization and inequality”, em David Held e Ayse Kaya(orgs.), Global Inequality, Cambridge, Polity Press, pp. 26-49.
  • Milanovic, Branko (2011a),The Haves and the Have-Nots. A Brief and Idiosyncratic History of Global Inequality, Nova Iorque, Basic Books.
  • Milanovic, Branko (2011b), “Global inequality: from class to location, from proletariansto migrants”, Policy Research Working Paper 5820, Washington, DC, The WorldBank.Montagna, Nicola (2008), “Social movements and global mobilizations”, em VincenzoRuggiero e Nicola Montagna (orgs.), Social Movements , Londres, Routledge,pp. 349-356.
  • OECD (2011)Divided We Stand. Why Inequality Keeps Rising, Paris, OECD Publishing.
  • Rawls, John (1971)A Theory of Justice, Cambridge, MA, Harvard University Press.
  • Reich, Robert (1993 [1991)O Trabalho das Nações, Lisboa, Quetzal Editores.
  • Rosas, João Cardoso (2011), “Uma justiça global?”, em João Cardoso Rosas, Concepções de Justiça, Lisboa, Edições 70, pp. 115-125.
  • Sassen, Saskia (2005), “New global classes: implications for politics”, em AnthonyGiddens e Patrick Diamond (orgs.),
    The New Egalitarianism, Cambride, Polity Press,pp. 143-153.
  • Sen, Amartya (2009)The Idea of Justice, Londres, Allen Lane/Penguin.Therborn, Göran (2006), “Meaning, mechanisms, patterns, and forces: an introduction”,em Göran Therborn (org.), Inequalities of the World, Londres, Verso, pp. 1-58.
  • Tilly, Charles (2005), “Historical perspectives on inequality”, em Mary Romero e EricMargolis (orgs.), The Blackwell Companion to Social Inequalities, Malden, Blackwell,pp. 15-30.
  • UNDP (2010)Human Development Report 2010, Nova Iorque, UNDP.
  • Wagner, Anne-Catherine (2007)Les Classes Sociales dans la Mondialisation, Paris, LaDécouverte.Wilkinson, Richard, e Kate Pickett (2009),The Spirit Level. Why More Equal Societies Almost Always Do Better, Londres, Allen Lane.
  • Wright, Erik O. (1997)Class Counts, Cambridge, Cambridge University Press.

 

Sugestão de Leitura e Pesquisa:

Costa, AF (2012), Desigualdades globais (Global inequalities) António Firmino da Costa. ISCTE — Instituto Universitário de Lisboa, Centro deInvestigação e Estudos de Sociologia (CIES-IUL), Lisboa.

Observatório das Desigualdades

Observatório da Emigração

Observatório da Pobreza e Exclusão Social

European Anti Poverty Network (Rede Europeia Anti-Pobreza)

 

 

Notícias:

Fosso entre pobres e ricos

Portugal com fosso cada vez maior entre ricos e pobres

Fosso entre pobres e ricos

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Acabamos de tomar conhecimento dos resultados da segunda edição do ranking mundial da U-Multirank, tendo sido destacadas, em termos nacionais, as Universidades e Politécnicos que se seguem: 

1.º Universidade Nova de Lisboa (13 indicadores máximo ("A Muito Bom) = 54% de pontuações máximas;

2.º Universidade de Aveiro (10 indicadores máximo ("A Muito Bom) = 37% de pontuações máximas;

3.º Universidade de Lisboa (10 indicadores máximo ("A Muito Bom) = 36% de pontuações máximas;

4.º Universidade do Porto (10 indicadores máximo ("A Muito Bom) = 33% de pontuações máximas;

5.º Universidade de Coimbra (10 indicadores máximo ("A Muito Bom) = 33% de pontuações máximas;

6.º Universidade do Minho (10 indicadores máximo ("A Muito Bom) = 32% de pontuações máximas.

 

Dos Institutos Politécnicos analisados, destacam-se os resultados que se seguem na tabela e que poderão ser consultados aqui.

 

Em termos globais, poderão consultar aqui o ranking das 553 Universidades europeias e ainda o ranking mundial (podendo proceder a comparações entre 1210 Instituições de Ensino Superior)

 

 

RASCUNHO DE TRABALHO: Artigo em desenvolvimento

Nº de A scores_Multiranking Universidades 2015_U+

Por outro lado, o Relatório Europeu (Eurydice: "A Modernização do Ensino Superior na Europa: Acesso, Retenção e Empregabilidade" 2014 ) revela que 1 em cada 3 alunos que ingressou no ensino superior está a desistir. O acesso ao ensino superior, os níveis de retenção dos alunos e a empregabilidade dos cursos foram analisados pelo gabinete da Comissão Europeia (CE), conclusões que se encontram publicadas neste relatório.

 

 

Lusa

 

O estudo Eurydice, que analisou 34 sistemas e políticas de educação na Europa, considera ainda que, apesar das "taxas inaceitáveis" de desistência registada em muitos países, "existem poucos exemplos nacionais de estratégias claras para atacar a questão" e que poucos Estados-membros têm desenvolvido políticas diferenciadas e focadas nos problemas concretos dos seus estudantes.
 
"Poucos países desenvolveram iniciativas, estratégias e medidas para melhorar o acesso dos grupos de estudantes que estão em minoria no ensino superior", lê-se no documento, que dá como exemplos os alunos com deficiências, estudantes mais velhos, minorias étnicas ou pertencentes a famílias carenciadas.
 
Perante esta realidade, as instituições de ensino superior devem identificar e apoiar os estudantes com mais necessidades, defendem os relatores do documento, lembrando que esses apoios devem ser dados logo no primeiro ano de estudos dos alunos.
 
Fornecer informação e aconselhamento é outra das sugestões para travar a retenção e aumentar o sucesso escolar.

 

Mas nem tudo é mau, sendo que o ensino superior português vê também agora destacadas algumas universidades portuguesas como sendo das melhores da Europa e do Mundo 

U Nova Lisbon

NOVA University

Campus de Campolide

1099-085 Lisbon

Portugal

http://www.unl.pt/

 

U Lisboa

University of Lisbon

Reitoria, Alameda da Universidade, Cidade Universitária

1649-004 Lisbon

Portugal

http://www.ulisboa.pt/

 

U Porto

University of Porto

Praça Gomes Teixeira

4099-002 Porto

Portugal

http://www.up.pt

 

U Aveiro

University of Aveiro

Campus Universitário de Santiago

3810-193 Aveiro

Portugal

http://www.ua.pt

 

U Coimbra

University of Coimbra

Rua da Ilha

3000-214 Coimbra

Portugal

http://www.uc.pt/en

 

U Minho

University of Minho

 

Largo do Paço

4704-553 Braga

Portugal

http://www.uminho.pt/

 

U Algarve

University of the Algarve

Campus da Penha

8005-139 Faro

Portugal

http://www.ualg.pt

 

U Beira Interior

Universidade da Beira Interior

Convento de Santo António

6201-001 Covilhã

Portugal

http://www.ubi.pt

 

Polytech. Inst. Braganca

 

Polytech. Inst. Lisbon

 

U Madeira

 

U Institute Lisbon

 

Polytech. Inst. Viana do Castelo

 

Catholic U Portugal

 

U Evora

 

Polytech. Inst. Leiria

 

U Fernando Pessoa

 

Polytech. Inst. Setúbal

 

Higher Sch. Education Porto

 

Polytech. Inst. Coimbra

 

Polytech. Inst. Portalegre

 

Polytech. Tomar

 

Portucalense U

 

Estoril Higher Inst. for Tourism

 

O projeto U-Multirank é uma nova abordagem orientada para o utilizador multidimensional de classificação internacional das instituições de ensino superior. É comparado o desempenho das instituições de ensino superior, nas cinco grandes dimensões da atividade universitária:

(1) o ensino e a aprendizagem,

(2) a investigação,

(3) a transferência de conhecimento,

(4) orientação internacional e

(5) envolvimento e compromisso regional.

 

A ferramenta web U-Multirank permite a comparação ao nível da universidade como um todo e ao nível dos campos específicos de estudo. Com base em dados empíricos o U-Multirank compara instituições com perfis institucionais semelhantes ("like-com-like ') e permite que aos utilizadores a possibilidade de desenvolver seus próprios rankings personalizados, escolhendo indicadores em termos das suas próprias preferências.

 

Trata-se de um estudo compilado e financiado pela Comissão Europeia.

 

Em termos nacionais, a Universidade Nova de Lisboa é, nestes termos, a universidade Portuguesa com maior número de pontuações máximas, com 13 indicadores classificados na categoria A (Muito Bom).

O U-Multirank inclui atualmente os dados de mais 1200 instituições de ensino superior, de 85 países diferentes, e desenvolve uma abordagem inovadora e multidimensional, através de uma ferramenta de análise comparativa do desempenho das instituições em 31 indicadores, organizados em 5 grupos distintos: ensino e aprendizagem, investigação, transferência de conhecimento, orientação internacional e envolvimento regional.

A U. NOVA foi assim classificada com a pontuação máxima nacional (categoria A – Very Good) em 13 dos 31 indicadores de avaliação utilizados, sendo que os indicadores em que a U. NOVA obteve a classificação máxima foram os seguintes:

  • ResearchResearch publications (absolute numbers); Research publications (size-normalised); External research income; Interdisciplinary publications; Post-doc positions
  • Knowledge Transfer Income from private sources; Spin-offs; Publications cited in patents
  • International Orientation – Student mobility; International academic staff; International joint publications
  • Regional Engagement Master graduates working in the region; Regional joint publications

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