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Sabiam que, no passado dia 24 de outubro, todas as mulheres da terra gelada (Iceland) saíram do trabalho às 14:38h, como forma de protesto contra a desigualdade salarial entre homens e mulheres, isto porque, na Islandia, segundo um relatório da Comissão Europeia (2013), as mulheres recebem, em média, menos 18% do que os homens para fazer o mesmo trabalho. Face às desigualdades de género, as islandesas tomaram a decisão de sair do trabalho cerca de uma hora e vinte minutos mais cedo, isto porque, num dia de trabalho de oito horas, elas começam a trabalhar "sem receber", a partir das 14:38h.

(Dia de Folga das Mulheres, em 24 de outubro de 1975, Reykjavík)

Segundo o mesmo tipo de relatório sobre Portugal, sabe-se que as portuguesas sofrem dos mesmos problemas, não só de desigualdade de género, mas também de disparidade salarial. 

Desigualdade salarial em Portugal_Outros.jpg

 Mas será que as mulheres e homens trabalhadores portugueses também vão quebrar o gelo? 

 

Recentemente soubemos que os  administradores de algumas empresas chegam a receber até 90 vezes mais do que a média dos trabalhadores e que, num Estado e num país em dificuldades e de pensões e salários cortados e de carreiras profissionais estagnadas, as remunerações e mordomias dos administradores da Caixa Geral de Depósitos podem mais que triplicar.

Pois que viva a mulher da terra gelada e as desigualdades e disparidades profissionais e salariais. Um dia alguém quebrará o gelo, tal como o fizeram as mulheres islandesas em 1975, quando paralisaram o país por completo e abriram os olhos de muitos homens.

Desigualdade de Genero_Islândia.jpg

 

Desigualdade de Genero_Portugal.jpg

 

Desigualdade salarial em Islandia.jpg

 

                        Desigualdade salarial em Portugal.jpg

 

Portugal é o país da UE onde a desigualdade salarial entre homens e mulheres mais aumentou com a crise, e ninguém sai do serviço mais cedo, bem pelo contrário, amouchamos, trazemos serviço para casa e aguardamos até ficar desempregados ou a ir parar a um qualquer serviço de psiquiatria.

disparidade-salarial-mapa

 

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Estas foram algumas das frases partilhadas nesta Páscoa, por familiares e amigos emigrantes de Baião. Uma realidade que é bem conhecida aqui na nossa terra e no nosso país. 

"...Somos os novos escravos de Portugal e da Europa"... 

..."Transportam-nos como animais, amontoam-nos em apartamentos degradados ou em barracões, pagam-nos o salário mínimo do país de "acolhimento", mas como precários e sem ajudas de custo. Os nossos almoços diários, para dias longos e de trabalho duro, são apenas sandes e os nossos jantares são aquilo que restar",

..."O nosso coração está em Portugal e é a pensar nas nossas famílias, na doença e na reforma que nos sujeitamos a esta vida indigna",...

"...Se nos pagassem o devido pelo trabalho que fazemos e se a TAP não se aproveitasse dos emigrantes por estas alturas, também poderiamos viajar de avião, ou até em luxuosas e seguras viaturas, mas os salários de hoje não dão para isso",

..." só queremos ter a digna oportunidade de ver os filhos, de visitar a família e de estar presentes nos momentos de doença ou morte dos nossos pais,..., mas nem a isso por vezes temos acesso".

"...Os governantes, eurodeputados, embaixadores e outros altos quadros dirigentes europeus recebem milhares de euros por mês à nossa custa, trabalham poucos dias, viajam semanalmente e ainda têm tudo pago, mas o facto é que não olham para as condições de vida, de trabalho e de salário dos emigrantes que lhes pagam todas essas mordomias",... 

..."Somos trabalhadores e também somos filhos e netos de Portugal"...

carta dos emigrantes.jpg

 

 

 

 

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Esta gente (que não sei se será gente) só é forte a matar os inocentes e indefesos.
Tenho lá 2 irmãos. Poderia ser o nosso irmão, o nosso amigo, o nosso vizinho.
Tudo gente trabalhadora, inocente e indefesa.
Não têm a mais pequena piedade pela população civil, pelas crianças, pelos idosos,..., por toda esta gente indefesa e inocente que trabalha para sustentar as suas famílias.

SECOND ATTACK: The image above is being used by the Belgian media who claim this is the damage caused by the bomb at the Maelbeek Metro station in central Brussels 79 minutes after the first attack. It has not been verified but is being widely circulated on social media

 
 
A terrified passenger cowers under a check-in desk moments after two explosions rocked Brussels Airport in a suicide bomb attack today
Chilling footage taken seconds after Brussels Airport blasts
 
 
FIRST ATTACK: At least 13 people have died and dozens injured after two explosions rocked Brussels Airport in a terror attack today

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Será que os portugueses são mesmo assim? Porque continuam os estrangeiros a ter esta imagem de nós e do nosso país?

Será que iremos voltar a carregar a mala de cartão, a fazer o pequeno almoço com sopas de vinho, chouriço e bacalhau seco, a carregar os cestos de roupa à cabeça até aos lavadouros públicos e a ser os escravos desta Europa que nos havia sido prometida como sendo dos cidadãos e para os cidadãos?

Sim, somos gente séria e de trabalho, mas também grandes empreendedores e de grande inteligência

Tal como no passado, também hoje, muita da gente de Baião (a nossa/minha terra) e cada vez gente mais qualificada de cá e de todo o país, se vê forçada a emigrar e a ir por esse mundo fora, com a esperança de uma vida muito melhor do que aquela que conseguem por cá para (sobre)viver.

 

Ao acompanhar as mensagens partilhadas por alguns dos meus familiares e amigos, ontem e hoje emigrados, cruzei-me com a partilha da imagem que se segue (foto de Camille Dino), através da qual o site www.topito.com faz alusão ao top 12 dos clichés sobre os portugueses (Top 12 des clichés tenaces sur les Portugais)

Mitos sobre os portugueses.jpg

 

Mas, como se diz por cá, "quem não se sente não é oriundo de boa terra nem filho de boa gente".

 

Assim, não poderia passar ao lado destes clichés, mitos ou modas, sobre os quais tanto podemos refletir, esclarecer ou contrariar, como aproveitar para mostrar o que temos de melhor e sentir orgulho por aquilo que verdadeiramente somos e com que nos identificamos.

Somos portugueses e por tal devemos ter orgulho na nossa gente, nas nossas tradições e cultura, na nossa terra e no nosso país.

 

VIVA PORTUGAL, DE TODOS OS PORTUGUESES QUE TRABALHAM E SABEM TRABALHAR, DAS MULHERES BELÍSSIMAS E DOS HOMENS DE TODAS AS ALTURAS, DA BOA COMIDA E DO BOM VINHO, DAS PRAIAS, DOS RIOS, DAS MONTANHAS E DE TODAS AS PAISAGENS.

 

Escrevem e dizem os franceses que os portugueses são:

  • 1 - Les Portugais sont des pygmées surmoustachus arborant une mine et un monosourcil revêches
    Qui vivent continuellement armés d'une truelle

Os portugueses são de baixa estatura e armados pelo seu bigode arborado e por uma monosobrancelha grosseira.

Que vivem continuadamente armados com uma colher de trolha.

Portugueses trabalham todos nas obras.jpg

 

  • 2 - Il n'existe que peu de prénoms au Portugal, la tradition voulant que chaque nouveau-né se voie honoré du prénom d'un aïeul
    Manuel , José , Tonio , Maria ou Miguel, et globalement on a fait le tour.

Não existe uma diversidade de nomes, a tradição determina que cada recém-nascido seja honorado/honrado com o nome de um antepassado.  

Manuel, José, António, Maria ou Miguel, são os mais comuns e rotativamente utilizados.

Lista de nomes admitidos em Portugal.jpg

 

  • 3 - Le Portugais parle fort, d'une voix rauque et profonde
    Et ponctue la plupart de ses phrases par "Carai".

Os portugueses falam alto, com voz rouca e profunda.

E pontuam a maior parte das suas frases com "carai..."

Altice presta serviço call center para empresa fr

  

  • 4 - Les femmes Portugaises ne se s'épilent pas et n'accordent que peu d'attention à leur apparence physique
    De toute façon, elles sont presque toutes veuves.

As mulheres portuguesas não se depilam e não prestam muita atenção à sua aparência física.

De qualquer forma, elas são quase todas viúvas.

As mulheres mais belas de Portugal.jpg

 

  • 5 - La boisson nationale au Portugal est l'huile d'olive
    Ou l'huile de foie de morue, quoi qu'il en soit c'est gras et ça colle.

A bebida nacional em Portugal é o azeite de oliveira.

Ou óleo de fígado de bacalhau, de qualquer forma é gordo e peganhento.

  

  • 6 - Malgré d'évidentes aptitudes pour les travaux manuels les Portugais ne sont pas tous équipés d'eau courante et d'électricité
    Ils doivent souvent arpenter des kilomètres pour aller laver leurs slibards au lavoir, généralement à dos-d'âne ou à pieds , en portant des bassines pleines de linge en équilibre sur la tête.

Apesar das suas habilidades óbvias para o trabalho manual, os portugueses não estão todos equipados com água corrente e eletricidade.

Eles costumam percorrer alguns quilómetros para lavar as suas roupas no lavadouro público, geralmente montados no burro ou a pé, carregando as bacias cheias de linho em equilíbrio sobre a sua cabeça. 


Arquitetura portuguesa

arquitetura portuguesa.jpg

 

  • 7 - Au Portugal l'Éducation nationale ne propose que 2 orientations professionnelles : les métiers du bâtiment et le ménage
    Y a bien une option concierge mais qui tombe en désuétude.

Em Portugal a educação nacional oferece apenas duas orientações profissionais: O trabalho da construção e as limpezas
E tinha a opção de porteiro, mas que caiu em desuso.

Ranking universidades portuguesas.jpg

 

 

  • L'hymne national portugais est "La valise en carton" de Linda de Suza
    Les supporters de foot la scandent d'ailleurs à chaque fois que les Lusitaniens marquent un but (tous les 10 ans donc).

O hino nacional português é "A mala de cartão", de Linda de Suza

Os adeptos do futebol também cantam sempre que os lusitanos marcam um golo (a cada 10 anos, portanto).

Linda de Suza_Um português_Mala de Cartão.jpg

 

Linda de Suza_Uma moça chorava.jpg

 

Linda de Suza_Biografia.jpg

 Ó Malhão, Malhão     Face a face     Toi mon amour cache     Marinheiro     L'étrangère

 

Hino de Portugal.jpg

Cristiano Ronaldo melhor jogador do mundo.jpg

 

  • Le dimanche après la messe ils se réunissent pour prier en famille
    Avant d'aller se détendre en écoutant les chants larmoyants de vieilles chanteuses de fado dans des rades cracra avec des toiles cirées orange sur les tables.

Ao domingo, depois da missa, eles reúnem-se para rezar em família
Quando vão relaxar, eles  ouvem músicas lacrimejantes de antigos fadistas, em baías sujas e com toalhas de plástico laranja nas mesas

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  • En terme de mode, ils affectionnent la tendance archibeauf, harmonisant fièrement des chemises à manches longues avec des shorts de plage bariolés
    Sans oublier les claquettes en skaï à lanières croisées et les chaussettes de ville tirées à mi-mollet .

Em termos de moda, eles gostam da tendência "archibeauf" (uma espécie de tunning?), orgulhosamente alinhando camisas de mangas compridas com calções de praia coloridos. 

Sem esquecer os chinelos de couro sintético com tiras cruzadas e as meias de lã de ovelha.

 

Paris rende-se à moda portuguesa.jpg

 

Paris rende-se à moda portuguesa_3.jpg

 

Paris rende-se à moda portuguesa_2.jpg

 

  • Le Portugal devrait très prochainement prendre la même place que la Grèce dans l'Europe
    Hors de l'Europe donc.

Portugal deverá em breve tomar uma posição idêntica à Grécia na Europa

Fora da Europa, portanto.

Será que os portugueses irão voltar aos tempos da "mala de cartão"?

Será isso que procuram os alemães e os franceses?

Portugal e a Grécia.jpg

 

  • Avant d'affronter de rudes journées de travail sur les chantiers de construction ils se sustentent d'un copieux petit déj
    Principalement constitué de tranches de pain trempées dans des grands bols de rouge, de chorizo, de morue séchée et de fayots.

Antes de enfrentar duras jornadas de trabalho nos canteiros/estaleiros das obras, eles sustentam-se com um caloroso café da manhã

Principalmente constituído por bocados de pão embebido em grandes tigelas vermelhas, o chouriço, bacalhau seco e feijões cozidos.

 

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Portugal está atualmente em 10.º lugar no "índice de miséria” (misery index), sendo considerado como um dos 10 países com piores economias e onde será mais “doloroso” viver e trabalhar em 2015. Então e em 2016 ou em 2026?

Todos sabemos e conhecemos aquilo que os políticos e (des)governantes negam. Mas que fazemos?

Mantenhamos pelo menos a atenção e o estado de alerta face às técnicas de "think tank" (forma de atuar e pressionar no campo da agenda política e dos grupos de interesse) já muito tradicionais no seio da escola neoliberal (capitalista).

Assustamo-nos com os fatalismos e insistimos em mais ou diferente, mas idêntica, política de austeridade, ou viramos para as políticas sociais e de investimento que nos façam caminhar para o crescimento e desenvolvimento económico mais justo?

 

Atendendo a que só conhecemos aquilo que nomeamos e que só sentimos aquilo porque passamos, os políticos e futuros governantes têm o dever cívico e político, não só de olhar para as estatísticas e falar das desigualdades sociais, mas de senti-las, de analisa-las e de percebe-las à luz da responsabilidade, da solidariedade e da consciência, não só por via do reflexo que nos é transmitido pelas estatísticas, porque isso a muitos dos políticos e governantes pouco ou nada diz, nem faz doer, mas sobretudo pelo lado da perceção que o seu povo (nós e os outros) consegue ter acerca da realidade que, consciente ou inconscientemente, ontem e hoje viveu, ontem e hoje sentiu e hoje e amanhã sofrerá, sendo que o sentimento, a vivência, o julgamento, a perceção e o valor atribuído às desigualdades sociais varia de pessoa para pessoa, de região para região e de país para país.

 

Mas um político e governante tem de estar à altura da devida análise e reflexão, que o encaminhe para a melhor ação e solução. 

Como refere o sociologo Luis Chauvel, é através da articulação das desigualdades objectivas e subjectivas que devemos analisar e tratar as desigualdades sociais e económicas, tomando por base 4 pressupostos:

  • “A sociedade de classes” - forte desigualdade objectiva e recusa dessa realidade;
  • “A alienação” - altas desigualdades objectivas e baixa recusa dessa realidade;
  • “A superconflitualdiade” - baixas desigualdade subjectivas e forte recusa dessas desigualdades;
  • “A sociedade sem classes” - fraca desigualdade objectiva e fraca recusa subjectiva dessa situação.

Situação socioeconómica portuguesa em 2015.jpg

 

Sabia que:

pobreza.jpg

 

- Portugal está atualmente em 10.º lugar no "índice de miséria” (misery index), sendo considerado como um dos 10 países com piores economias e onde será mais “doloroso” viver e trabalhar em 2015;

- Portugal é dos países da Europa com maior taxa de risco de pobreza (47,8% em 2013);

- Portugal é dos países da Europa com maiores desigualdades sociais e económicas;

pobreza+infantil.jpg

 

- Portugal é dos países da Europa com maior diferença entre os 20% com rendimentos mais elevados (ganham 6 vezes mais) e os 20% com rendimentos mais baixos. Mas se compararmos os 10% dos rendimentos mais elevados com os 10% mais baixos, constatamos que os mais ricos ganham 10 vezes mais do que os mais pobres;

- Portugal é um dos países da Europa que mais tem cortado no rendimento das famílias;

- Portugal é um dos países da Europa com maior taxa de população em risco de pobreza (27,4% em 2013) e de privação material severa (10,6% da população em 2014);

- Portugal é um dos países da Europa com intensidade laboral muito reduzida (12,2% da população com idade inferior a 60 anos apresenta uma intensidade laboral muito baixa). Intensidade laboral per capita muito reduzida

 

NOTA: "Consideram-se em intensidade laboral per capita muito reduzida todos os indivíduos com menos de 60 anos que, no período de referência do rendimento, viviam em agregados familiares em que os adultos entre os 18 e os 59 anos (excluindo estudantes) trabalharam em média menos de 20% do tempo de trabalho possível." (INE).

 

 

Todos sabemos e todos conhecemos estas e outras realidades:

Pobreza em Portugal 2014.jpg

 

  • Todos sabemos e conhecemos aquilo que o Governo nega; 

 

  • Todos sabemos e conhecemos que os portugueses não compreendem para que se sacrificaram;

 

  • Todos sabemos e conhecemos que os portugueses têm sido dos povos europeus que mais cortes têm sofrido nos rendimentos familiares, desde os cortes nos salários, nas pensões e nos apoios sociais, passando pelo retrocesso laboral, pela desvalorização da mão-de-obra e pela destruição da normal evolução nas carreiras e categorias profissionais, generalizando-se a desmotivação e o medo de se ficar desempregado;

  • Todos sabemos e conhecemos que Portugal e o nível de vida da esmagadora maioria dos portugueses está cada vez pior e a caminhar para um fosso que ninguém pode negar e que é de difícil saída;

 

  • Todos sabemos e conhecemos que os últimos resultados do Inquérito às Condições de Vida e Rendimento (EU-SILC), publicados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), relativos ao risco de pobreza em Portugal, revelam que em 2012, 18,7% da população estava em risco de pobreza – o que representa um aumento de 0,8 p.p. em comparação com o ano anterior (17,9%).

Taxa de risco de pobreza em Portugal_2.jpg

 

  • Todos sabemos e conhecemos que a taxa de risco de pobreza em Portugal continua a subir, para que uns poucos países a possam diminuir;

Taxa de risco de pobreza em Portugal.jpg

Em 2012, segundo a linha de pobreza a preços de 2009, a taxa de risco de pobreza é de 24,7%. Entre 2009 e 2012, a proporção de pessoas em risco de pobreza subiu 6,8 p.p. Destaque igualmente para o aumento dos menores de 18 anos em risco de pobreza (+8,5 p.p). 

 

Linha pobreza_2009_2012 

 

  • Todos sabemos e conhecemos que tem vindo a crescer o nível de riqueza dos poucos muito ricos e a aumentar desmesuradamente as desigualdades e a pobreza;

Graf2S80S20

  • Todos sabemos e conhecemos que a emigração forçada tem sido sucessiva e de difícil retorno, sendo que há 40 anos que não se via tamanha emigração, desta vez forçada, qualificada e tantas vezes explorada (Observatório da Emigração);

Desemprego aumenta para níveis de há 40 anos.jpg

 

 
 
Bibliografia de referência para estudo:
 
  • Bertram, Christopher (2008), “Globalisation, social justice and the politics of aid”, em:
    • Gary Craig, Tania Burchardt e David Gordon (orgs.) (2008), Social Justice and PublicPolicy, Bristol, The Policy Press, pp. 123-137.
  • Bihr, Alain, e Roland Pfefferkorn (2008)Le Système des Inégalités, Paris, La Découverte.
  • Bourdieu, Pierre (1979)La Distinction. Critique Sociale du Jugement , Paris, Minuit.
  • Chauvel, Louis (2006a), “Tolérance et résistance aux inégalités”, em Huges Lagrange(dir.), L’Épreuve des Inégalités, Paris, Presses Universitaires de France, pp. 23-40.
  • Chauvel, Louis (2006b), “Are social classes really dead? A French paradox in classdynamics”, em Göran Therborn (org.), Inequalities of the World, Londres, Verso,pp. 295-317.
  • Deacon, Bob (2008), “Global and regional social governance”, em Nicola Yeates (org.), Understanding Global Social Policy, Bristol, The Policy Press, pp. 25-48.
  • Dorling, Daniel (2010)Injustice. Why Social Inequality Persists, Bristol, The Policy Press.
  • Florida, Richard (2002)The Rise of the Creative Class, Nova Iorque, Basic Books.
  • Frazer, Nancy (2008)Scales of Justice, Cambridge, Polity Press.
  • Ishay, Micheline R. (2008 [2004]),The History of Human Rights, Berkeley, University ofCalifornia Press.
  • Korzeniewicz, Roberto Patricio, e Thimoty Patrick Moran (2009)Unveiling Inequality. AWorld-Historical Perspective, Nova Iorque, Russel Sage Foundation.
  • Massey, Douglas S. (2007)Categorically Unequal. The American Stratification System, NovaIorque, Russell Sage Foundation.Milanovic, Branko (2007), “Globalization and inequality”, em David Held e Ayse Kaya(orgs.), Global Inequality, Cambridge, Polity Press, pp. 26-49.
  • Milanovic, Branko (2011a),The Haves and the Have-Nots. A Brief and Idiosyncratic History of Global Inequality, Nova Iorque, Basic Books.
  • Milanovic, Branko (2011b), “Global inequality: from class to location, from proletariansto migrants”, Policy Research Working Paper 5820, Washington, DC, The WorldBank.Montagna, Nicola (2008), “Social movements and global mobilizations”, em VincenzoRuggiero e Nicola Montagna (orgs.), Social Movements , Londres, Routledge,pp. 349-356.
  • OECD (2011)Divided We Stand. Why Inequality Keeps Rising, Paris, OECD Publishing.
  • Rawls, John (1971)A Theory of Justice, Cambridge, MA, Harvard University Press.
  • Reich, Robert (1993 [1991)O Trabalho das Nações, Lisboa, Quetzal Editores.
  • Rosas, João Cardoso (2011), “Uma justiça global?”, em João Cardoso Rosas, Concepções de Justiça, Lisboa, Edições 70, pp. 115-125.
  • Sassen, Saskia (2005), “New global classes: implications for politics”, em AnthonyGiddens e Patrick Diamond (orgs.),
    The New Egalitarianism, Cambride, Polity Press,pp. 143-153.
  • Sen, Amartya (2009)The Idea of Justice, Londres, Allen Lane/Penguin.Therborn, Göran (2006), “Meaning, mechanisms, patterns, and forces: an introduction”,em Göran Therborn (org.), Inequalities of the World, Londres, Verso, pp. 1-58.
  • Tilly, Charles (2005), “Historical perspectives on inequality”, em Mary Romero e EricMargolis (orgs.), The Blackwell Companion to Social Inequalities, Malden, Blackwell,pp. 15-30.
  • UNDP (2010)Human Development Report 2010, Nova Iorque, UNDP.
  • Wagner, Anne-Catherine (2007)Les Classes Sociales dans la Mondialisation, Paris, LaDécouverte.Wilkinson, Richard, e Kate Pickett (2009),The Spirit Level. Why More Equal Societies Almost Always Do Better, Londres, Allen Lane.
  • Wright, Erik O. (1997)Class Counts, Cambridge, Cambridge University Press.

 

Sugestão de Leitura e Pesquisa:

Costa, AF (2012), Desigualdades globais (Global inequalities) António Firmino da Costa. ISCTE — Instituto Universitário de Lisboa, Centro deInvestigação e Estudos de Sociologia (CIES-IUL), Lisboa.

Observatório das Desigualdades

Observatório da Emigração

Observatório da Pobreza e Exclusão Social

European Anti Poverty Network (Rede Europeia Anti-Pobreza)

 

 

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