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O Sr.  Presidente da República acaba de sugerir que, relativamente ao endividamente público,  comecemos a ler e a aprender com os excelentes exemplos de endividamento público com que nos brindou quando (des)governou o nosso Pais, ou com a dissertação de doutoramento do Sr. Cavaco Silva: ”A Contribution to the Theory of the Macroeconomic Effects of Public Debt” (Cavaco Silva, 1973), estudos com os quais parece ter aprendido pouco.Cavaco Silva endividamento finanças

 

Atendendo aos péssimos exemplos dos governos que o Sr. Silva encabeçou e ao excesso de endividamento público com que nos brindou, será que aprendeu algo com a sua dissertação? Terá sido o próprio a desenvolver os estudos da dissertação? Pelos vistos parece que aprendeu tudo errado! É que se hoje há muito plágio e excesso de endividamenfo,  o certo é que há mais de 40 anos muito pior se fazia por simpatia ou favor político a um regime ditatorial salazarista.

 

O Sr. Político Silva,  enquanto doutorado e professor especialista em endividamento público,  acabou de emitir e promulgar um diploma de burrice a todos os  governantes, deputados e dirigentes políticos, inclusive aos do seu próprio partido (mas não só) ao proferir publicamente que os politicos deveriam aprender com o teor da sua "sábia" tese sobre o sucessivo aumento do endividamenfo público, para que todos os governantes, deputados e dirigentes políticos se possam entreter meramante a discutir sem nada resolver nem solucionar, e muito menos sem renegociar a dívida/juros!?

 

Pelos vistos, parece que aprenderam todos que o grande objetivo visa manter ou aumentar o endividamento público e preferencialmente com juros o mais elevados possível,  de modo a alimentar os banqueiros e toda a corja que circula e se alimenta pelos corredores da promiscuidade político-partidária, político-empresarial e político-financeira.

 

A ser assim, então para que é que serve o debate? Só para distrair ou entreter o povo, enquanto se continua a encher o bolso dos banqueiros e dos especuladores que mantêm o rabo assente nas grandes praças financeiras que ninguém regula nem controla devidamente?

Para entreter o povo já basta o Fernando Mendes com o "Preço Certo", as novelas e o futebol. Portugal e os portugueses não precisam de mais novelas e muito menos de programas de chamada de valor acrescentado.

 

Já ninguém quer continuar a enterter-se e muito menos a desperdiçar tempo com discussões que pouco ou nada produzem de útil e que nada de bom visam atingir ou melhorar, a não ser manter ou aumentar o endividamento público a juros excessivamente elevados e a facilitar a alta rentabilidade para os banqueiros que enchem bem os bolsos à custa de todo um povo já devastado pela especulação das grandes praças financeiras internacionais.

 

Mas por falar em estudos, seja nas Primárias ou nas Universidades, todos temos conhecimento que os jovens estudantes estão neste momento a preparar-se para dar os seus primeiros passos no ensino superior e por dentro das verdadeiras Universidades. Contudo, o certo é que este foi um fim-de-semana de aulas em fracas "escolas" ou "universidades" (!?) que se fazem numa hora, onde "professores doutorados", em estratagemas muito pouco democráticos e em endividamento público, se esforçam para instruir os seus alunos político-partidários, político-empresariais e politico-financeifo, para os estratagemas da alta finança,  da austeridade e do endividamento infinito de um País, por via do sufoco do seu povo e de uma eterna vida de miséria. 

 

A Sr.a Ministra das Finanças (Maria Luís Albuquerque) foi à "Universidade?" de Verão, do PSD, desafiar os partidos para um debate no parlamento sobre a dívida pública, tendo inclusivamente determinado o trabalho de casa que todos os alunos dos outros partidos deveriam fazer, impondo que "cada partido deveria apresentar as suas soluções de forma estruturada e com exemplos concretos do que outros países fizeram"!!!? Como se a maioria dos paises da Europa ou do Mundo tivessem dado provas de excelência da governação e gestão da causa e da coisa pública ou mesmo do combate à promiscuidade  politico-financeira que tem ajudado a facilitar e a desenvolver a corrupção.

 

Por outro lado, o sr. professor doutor em endividamente público (Aníbal Silva), veio ainda reforçar todo este folclore com o exemplo da sua douta sabedoria e incrível inteligência, que supostamente havia impresso e defendido, há 40 anos, na sua dissertação de doutoramento, ”A Contribution to the Theory of the Macroeconomic Effects of Public Debt”(1973), mas que, pelo que constatamos de toda a sua vida político-partidária e governativa, pouco ou nada serviu.

 

Senão vejamos quem deve ir aprender ou com quem se deve aprender:

Este artigo expõe como se tem gerido Portugal, e quem o tem gerido. Deixa ainda a nu a gravidade a que o país chegou.

(inhttp://apodrecetuga.blogspot.com/2013/08/a-seguir-socrates-cavaco-silva-foi-o.html#ixzz3CgoANhxh


I - A situação actual
0. A verdade é que a situação financeira do Estado é dramática e tem causado algumas divergências entre os governantes.

1. A dívida pública atingiu em números redondos os 214.573.000.000,00€ no final de Junho.

2. Está a aumentar ao ritmo de 67.010.003,00 € ao dia ou seja 2.791.667,00 € / hora.

3. Pelo ritmo com que a dívida está a subir, é possível que ocorra mais rápido do que se pensa a tal "ruptura descontrolada" nos pagamentos do Estado (pouca gente - incluindo os jornalistas - reparou nesta advertência) que o Dr. Vítor Gaspar referiu na conferência de imprensa em que anunciou a "enorme subida de impostos".

4. Neste momento a dívida pública per capita de cada português orça os 20 000 €, e cada um de nós paga em impostos cerca de 1000,00€/ano para os juros (a uma taxa média de 5%).

II - O que é que as eleições - antecipadas ou não - alteraram no passado?
5. O quadro seguinte ilustra a evolução da dívida pública nos últimos 32 anos e mostra que não há inocentes na desgraça para que atiraram o povo português.

Evolução da dívida directa do Estado Português (1980-2012)
dívida publica Cavaco Silvap

Para uma melhor percepção,  repare-se no cálculo em % de crescimento entre o valor no momento da saída e o valor herdado do Governo anterior. 
 
Aumento da dívida (1000 M €)
Variação %
Passos
   
2011-jul 2013
54,0
35,5
Durão/Santana
   
2002-2005
18,2
25,1
Cavaco
   
1985-1995
38,4
431,5
Balsemão
   
1981-1983
2,4
104,3

6. Todos os primeiros-ministros aumentaram o montante da dívida pública.
7. O maior contribuinte para este buraco foi o actual Presidente da República,  Cavaco Silva. 
8. Este facto mostra que o Prof. Silva, que com a arrogância típica que o caracteriza e que declarou a uma jornalista que "raramente tinha dúvidas e nunca se enganava", afinal não passa de um medíocre vaidoso dado à gabarolice e auto-elogio. Foi ele precisamente que começou a cavar o buraco orçamental. Os sucessores limitaram-se a ampliá-lo.
9. Historicamente, como podeis observar no gráfico, durante os últimos 40 anos as eleições e mudanças de governantes nunca alteraram o rumo ascendente do montante da dívida pública. (Sintomático de que percebem que o povo é "manso"e vão avançando no abuso, com tendência a piorar)
10. Por isso, a marcação de eleições antecipadas ou não e a troca de governantes dentro dos partidos do sistema não irá alterar grande coisa.
11. Fora do sistema, talvez seja possível encontrar soluções. Mas com uma turba eleitoral imbecil, que ainda vai toda contente aplaudir e votar em quem a despreza e explora, dificilmente essas alternativas serão eleitas.

III - Causas
12. A causa deste descalabro reside na actuação de muita gente que ocupou cargos de responsabilidade no aparelho de Estado e que actuou nalgumas situações com irresponsabilidade e incompetência, e noutras com cupidez e ganância com o objectivo de enriquecer rápida e ilegitimamente à custa de negócios com o Estado em que os contribuintes saíram lesados.
13. A lenga-lenga que nos andam a impingir que a culpa não é deles, governantes, mas dumas entidades misteriosas e difusas que ninguém sabe bem o que são, chamadas "mercados financeiros", ou, "especuladores internacionais", ou ainda mais ignóbil, que a culpa é duma governante estrangeira, a Dra. Angela Merkel, que nunca teve quaisquer responsabilidades governativas em Portugal, não passa de propaganda reles destinada a ludibriar mais uma vez o eleitorado acéfalo que vota nos partidos a que pertencem.
O Estado português vive de dinheiro e tempo emprestados.
Isto vai acabar mal, e se calhar já não faltará muito.

Para os interessados aqui ficam as estatísticas do Banco de Portugal, para consulta. (O artigo em cima foi elaborado enviado por um leitor do blog, que me autorizou a sua publicação.)




 

 

>>>Entre 1956 e 1959 tira o Curso de Contabilidade (ISCAL).

>>>Entre 1960 e 1963, por via de um processo de equivalências, frequenta o Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras (actual ISEG), mas não conclui o curso.

>>> Anda por Moçambique até 1965, mas consta na sua biografia que se terá formado em Finanças em 1963.

>>> Logo que recém formado, torna-se bolseiro do Centro de Economia e Finanças da Fundação Calouste Gulbenkian, onde se dedica à investigação, a partir de 1967.

>>>Publica então um primeiro título, O Mercado Financeiro Português em 1966 (1967). Entretanto iniciara funções como assistente de Finanças Públicas, no ISCEF, onde leccionou até 1978. Mantendo a bolsa da Fundação Gulbenkian, parte com a família para a Grã-Bretanha, onde viria a doutorar-se em Economia Pública, na Universidade de York, em 1971.

>>> Entre 1967 e 1973 desenvolve a sua dissertação de doutoramento,  publicada logo de seguida com o título "A Contribution to the Theory of the Macroeconomic Effects of Public Debt" (1973).

>>>Regressado a Portugal, pouco antes do 25 de Abril, manteve-se como investigador na Fundação Gulbenkian, integrando depois o respectivo Centro de Economia Agrária.

>>> Em 1977 mudar-se-ia para o Banco de Portugal, assumindo o cargo de director do Departamento de Estatística e Estudos Económicos. Ao mesmo tempo passou a integrar, como vogal, a Comissão Instaladora da Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa. Pouco depois leccionaria também na Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa.

>>>Em 1979 prestou provas públicas para professor extraordinário de Economia Pública, na Universidade Nova de Lisboa, onde chegaria a professor catedrático.

Com a vitória da Aliança Democrática, coligação partidária entre o Partido Social Democrata (PPD/PSD), o Partido do Centro Democrático e Social (CDS) e o Partido Popular Monárquico (PPM), foi convidado a exercer funções como ministro das Finanças e do Plano (1980–1981) do VI Governo Constitucional, de chefiado por Francisco Sá Carneiro. Porém, após a morte do primeiro-ministro, recusa-se a integrar o governo de Francisco Pinto Balsemão, abdicando também do lugar de deputado para o qual tinha sido eleito. Em Fevereiro de 1981 é eleito, pela Assembleia da República, presidente do Conselho Nacional do Plano (órgão que antecedeu o Conselho Económico e Social), e que dava pareceres sobre as Grandes Opções do Plano.

Militante do Partido Social Democrata desde a sua fundação, foi ao VIII Congresso onde encabeçou uma lista candidata ao Conselho Nacional. No mesmo ano é eleito presidente da Assembleia Distrital da Área Metropolitana de Lisboa do PSD.

Na Primavera de 1985 foi nomeado membro da Comissão Instaladora do Centro Regional do Porto da Universidade Católica Portuguesa, pouco antes da política lhe ditar o afastamento do ensino (na Universidade Nova de Lisboa e na Universidade Católica Portuguesa), por uma década.

Depois da demissão de Carlos Alberto da Mota Pinto em 1985 (dos cargos de vice-primeiro-ministro e presidente do PSD) foi convocado um Congresso Nacional no Casino da Figueira da Foz. Inesperadamente, Mota Pinto morre, vítima de um ataque cardíaco, e o congresso parecia disputar-se entre João Salgueiro e Rui Machete. Porém, contra as previsões, foiCavaco Silva quem acabou eleito presidente do partido. O falhanço das negociações com o Partido Socialista levaram à rotura do Bloco Central, que havia sido constituído em 1983. Como consequência, Ramalho Eanes dissolveu o Parlamento. Nas eleições legislativas de 1985, que se seguiram, o PSD obteve o melhor resultado de sempre (29,8% dos votos) dando início a um governo minoritário (o X Governo, chefiado por Cavaco Silva).

 

Poderá consultar aqui a tese de Cavaco Silva

Espero que aprendamos,  mas não a endividar ainda mais o nosso país.

 

A Contribution to the Theory of the Macroeconomic Effects of Public Debt.
Author:  Cavaco Silva, A. A. 
Awarding Body:   University of York 
Awarded:   1973 

 

Title: A Contribution to the Theory of the Macroeconomic Effects of Public Debt. Author: Cavaco Silva, A. A. Awarding Body: University of York Current Institution: University of York Date of Award: 1973 Availability of Full Text:

Access through EThOS:

EThOS Persistent ID: uk.bl.ethos.450956  Supervisor: Not available Sponsor: Not available Qualification Name: Doctoral Thesis - University of York. Qualification Level: Doctoral Abstract:

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