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CRISE: O F(I)M(I) ESTÁ MAIS PRÓXIMO DO QUE IMAGINAMOS

por José Pereira (zedebaiao.com), em 18.07.14

Vivemos hoje num sistema nacional, europeu e internacional exausto e incauto. Andamos de novo entre banqueiros e dilapidadores privatizadores, ou seja, entre corruptos e excêntricos (des)governantes e gastadores. O Ministro da Defesa (José Pedro Aguiar-Branco) defendeu recentemente que "todas as empresas públicas ligadas à defesa e à segurança podem ser privatizavas". Afinal de contas o que é que mais há para privatizar? Em breve já pouco ou nada tem este "nosso?" país! Já podemos imaginar o cenário: quando os níveis de lucro estiverem em baixa, basta provocar uma guerra para voltar a aumentar os lucros e a subir as ações em bolsa. Não importa quem morra nem o tipo de aviões que se abatam. Ao que chegou a ganância e ambição destes excêntricos neoliberais capitalistas!!!Governo de Portugal Ministro da Defesa Aguiar-Branco Privatização de tudo da defesa e segurança

 

Atendendo a que este Governo está próximo do fim e tomando por base a situação nacional e europeia, devemos permanecer todos muito atentos, sendo que o primeiro caminho que a crise pode tomar é o despoletar de um caos nacional, europeu e mundial, agora por via de um choque violento e imprevisível. O estado de dilapidação do sistema social e económico nacional e europeu encontra-se já tão avançado que a sua coesão está à mercê de qualquer desastre em grande escala. Para perceber isso, basta observar a incapacidade dos nossos governantes e representantes, nacionais e europeus, para nos representar e socorrer enquanto eurocidadãos.

 

Todos conseguimos compreender, com alguma facilidade, que se é demasiado perigoso viver eternamente com dívidas superiores à nossa capacidade produtiva e/ou financeira, também devemos compreender que, se nos mantiverem eternamente sufocados em termos financeiros e produtivos, dificilmente conseguiremos sair do estado de pobreza em que nos encontramos e cairemos ao levar o primeiro safanão. Ora, só conseguiremos ultrapassar as dificuldades se investirmos e evoluirmos com os devidos cuidados e em condições minimamente sustentáveis. 

 

É certo que, apesar de eu ir aprofundando os estudos socioeducativos e socioeconómicos e investigando um pouco sobre liderança/governança e gestão/administração pública, só percebo de economia familiar e de bolso, mas sinto e constato, não só à minha volta, mas também nas instituições e nas famílias, gravissimas e insustentáveis situações sociais, laborais e económicas que, mais breve do que possam imaginar, farão colapsar não só o nosso país, mas também a vida de todos nós.

 

Que ninguém pense que está bem, até porque se a saúde e a vida não é garantida nem eterna, o mesmo sucede com o poder e com a suposta riqueza!

 

Sempre que regresso a casa, após mais um dia de trabalho em prol do apoio social e socioeducativo, vou angustiado com mais uma carrada de situações de fragilidade que me aparecem no dia a dia e para as quais já não consigo resposta socio-educativa, socio-económica e muito menos socio-laboral.

 

Por mais que critiquem os cidadãos e famílias que se vêem obrigadas a recorrer aos apoios socioeconómicos e socioeducativos, acreditem que a maioria não busca simplesmente esses apoios para se deitar a dormir ou sentar a fumar no café, como a maioria das pessoas dizem e generalizam.

 

A maioria destes cidadãos e famílias procuram uma simples e legitima oportunidade de trabalho para poderem seguir a vida individual e familiar condignamente!

 

Trabalho e convivo diretamente e diariamente com mais de 600 famílias economicamente carenciadas (muitas das quais já tiveram uma boa situação económica e familiar, mas hoje estão a entrar numa situação de pobreza extrema, de destruição familiar e sem fim à vista).

 

Acreditem que analiso uma a uma, ano após ano, e a situação é cada vez mais grave e preocupante. Não basta olhar para a realidade aparente que nos rodeia. Só quem trabalha nesta área consegue perceber concretamente o que se está a passar no interior de cada indivíduo e no seio de cada agregado familiar.

 

Vivemos hoje num sistema nacional, europeu e internacional exausto e incauto. Vivemos e convivemos com um sistema que nos esgota (a nós próprios e aos outros), e que por vezes nos rouba a humanidade, a sensibilidade e a solidariedade familiar e social.

 

Dizem-nos que a crise está perto do FIM. Será que trocaram as letras e voltaremos ao FMI e à austeridade da troika? O certo é que tudo não passa de um mero disfarce eleitoralista. Sim, a crise está perto, mas é do nosso fim:

  • Recentemente, aquando das eleiçoes europeias e dos arranjos nos altos lugares de poder europeu, vieram os suportes neoliberais capitalistas em reforço dos políticos submissos aos interesses financeiros (e não só), para disfarçar a exaustão do sistema económico-financeiro nacional, europeu e internacional;

  • Agora, e até às próximas eleições legislativas, de 2015, todos virão dizer que a situação dos bancos está estável, que o País está melhor, que nada de preocupante se passa no BES e na banca em geral, que a PT está ótima e a dizer OI, que a industria, a construção e o comércio estão a dar sinais de retoma, etc, etc, etc,... Continuarão a argumentar e a disfarçar com artimanhas estatísticas que o desemprego está a baixar, que até é possível baixar impostos (IRS/IRC e IVA) e mesmo que os salários e pensões vão ser repostos.

 

Acreditam nisso? Já olharam bem para o que se passa à nossa volta e por essa Europa fora? Por mais que eu gostasse que fosse verdade e não querendo viver numa sociedade derrotada pelo pessimismo, o facto é que a mim já não me enganam, pelo que devemos sempre agir e investir com muito cuidado!!!

 

Olhem bem à vossa volta e reflitam sobre o que se está a passar entre familiares, vizinhos e colegas de trabalho. Olhem bem para o que se está a passar nos bancos, nas empresas e nas instituições públicas!

 

A maioria do dicurso que nos tentam incutir é pura propaganda típica do famoso esquema ("think tank") de lavagem cerebral neoliberal capitalista, sendo que até os neoliberais capitalistas acabam a defender a intervenção do Estado para se salvaguardarem e depois voltarem a sugar todo um povo.

 

Continuamos a fazer de conta que existem políticos que dominam a arte ou ciência da organização, da direção, da governação e da administração da causa e da coisa pública.

 

Continuamos a sofrer, a pagar e a teimar em acreditar que os políticos se movem pura e simplesmente por todos nós e depois não somos minimamente exigentes para com os mesmos, aquando da prestação de contas.

 

Continuamos a querer acreditar que aqueles que vêm a seguir serão os salvadores e que vão mesmo ser melhores, mas voltamos a teimar em não ser exigentes connosco, e muito menos com os outros, aquando da prestação de contas.

 

Continuamos a facilitar e a permitir a promiscuidade entre a política de representação pública e os favorecimentos nos negócios privados. 

 

Continuamos a facilitar a desregulação comercial dos grandes grupos económicos e financeiros sem parar para pensar que, mais cedo ou mais tarde, os prejuízos recairão sobre nós próprios e sobre os nossos descendentes.

 

Continuamos e teimamos a fazer de conta que não vemos nem sabemos. Continuamos a aplaudir sem refletir. A calar ou a resignar para consentir.

 

No fundo, continuamos a permitir que nos usem, que de nós abusem e ainda a consentir que todo este sufoco seja passado para os nossos filhos e netos,...

 

Quando é que iremos parar para pensar, para agir e sobretudo para exigir? Sejamos exigentes connosco, com os nossos e sobretudo com os outros que têm a obrigação de nos representar devidamente e de gerir bem a causa e a coisa pública, ou seja, aquilo que é de nós todos e dos nossos descendentes.

 

Tenhamos sempre presente que o ser humano erra e parece naturalmente egoísta! Por isso, procuremos corrigir-nos e ajudar a corrigir.

 

Tenhamos sempre presente que, se no início os liberais defendiam a política económica do "laissez-faire" (deixa andar), até estes, mais tarde, viriam a converter-se à defesa da regulação dos mercados, sendo que não tinham previsto que a via liberal poderia vir a produzir indivíduos excessivamente poderosos e que tudo derrubariam por mero egoísmo capitalista, como era alertado por Friedman, ao referir que o objetivo principal não deveria ser o laissez-faire, mas sim a regulação pela concorrência do mercado, mercado este que, sem o devido e salutar controlo sobre a concorrência, iria desenvolver indivíduos e interesses particulares extremamente poderosos e destruidores de toda a economia. Note-se que a regulação não visa proteger só os cidadãos. Visa também a assunção da responsabilidade individual e social, a par da solidariedade e da sustentabilidade social e empresarial. O problema é que, face ao poder e domínio dos grandes grupos económicos a concorrência do mercado não se regula por si só. É necessário e urgente a intervenção de entidades reguladoras que defendam o interesse público e o bem comum.

 

Alibaba, IPO, China, Facebook, eBay, Jack Ma, google

 

É tempo para nos questionarmos sobre como é que um grupo de mulheres e homens excêntricos e neoliberais capitalistas poderão mudar a política nacional, europeia e mundial para o bem comum? Se elas e eles não mudam, teremos de ser nós a mudar e a força-los à mudança.

 

 

Acredita nesse neoliberalismo capitalista? 

 

Se não acredita, acredite pelo menos em si e reflita sobre os porquês de permitir e consentir que os seus/nossos líderes políticos introduzam o seu/nosso país, partido, movimento, instituição, associação,..., no seio dos movimentos e dos jogos de interesses neoliberais capitalistas? Eu já aqui havia escrito algo sobre esta temática, mas volto a insistr.

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