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ADEUS A TODOS! Não lhes fico grato e muito menos sinto a obrigação de agradecer por terem arruinado Portugal e a Europa!  Durão Barroso deixa esta tarde, formalmente, a chefia da Comissão Europeia, dando lugar a Jean-Claude Juncker, que toma posse na quarta-feira de manhã

O que nos vale é que, felizmente, a democracia não obedece às regras dos neoliberais capitalistas e muito menos obedece à vontade dos representantes dos mercados capitalistas que enriquecem à custa da especulação encetada por via de um sistema político-empresarial que assenta na lógica das grandes praças financeiras e que se esquece que as pessoas não são só euros nem dólares.

 

Mas recuemos ao "obrigado" de Durão Barroso, que, após 10 anos de presidência da União Europeia, nos deixou com um sorrisinho cínico em português e também noutras línguas europeias: Pois se a política fosse um espectáculo e o eleitorado a assistência, Durão Barroso e o PSD/CDS (nacional e europeu) tinham era agora de devolver o dinheiro dos bilhetes que nos foram vendendo com recurso a publicidade enganosa, pedir desculpas à sua plateia e pagar uma multa por incumprimento do espetáculo e pela publicidade enganosa que utilizaram para enriquecer uns poucos e empobrecer uns milhões de portugueses e de eurocidadãos.

 

 

Se o país estava de "tanga", Portugal e a Europa estão cada vez pior.

 

 

O que é que as políticas de grande mercado financeiro e de excessiva austeridade melhoraram?

Ainda vem agora dizer-nos que esse rumo político-estratégico nacional e europeu tem de continuar!?

 

 

Se "os socialistas" haviam deixado Portugal de "tanga", o certo é que a presidência de Durão Barroso e estes (des)Governos nacional e europeu (PSD/CDS) deixaram o País e a Europa a nu.

 

 

A política e a estratégia que temos vindo a assistir na Europa e face aos países em maiores dificuldades não se pode denominar por solidariedade relativa a programas de emergência financeira.

Tem sido sim um roubo nacional e europeu, o qual tem sido encetado com recurso a muita publicidade enganosa!!! 

 

 

ADEUS DURÃO BARROS! ADEUS A ESSA ESTRATÉGIA POLÍTICO-FINANCEIRA NEOLIBERAL CAPITALISTA. 

NÃO SINTO FALTA NENHUMA E MUITO MENOS SINTO A OBRIGAÇÃO DE FICAR GRATO POR TEREM ARRUINADO PORTUGAL E A EUROPA!

 

 

Referiu ainda Durão Barros que "daqui por alguns dias vou-me embora". O problema é que não explicou para onde vai. 

Será que não sabe ir para casa e deixar os portugueses e todos os europeus em paz?

 

 

Segundo estava previsto, o render da guarda esperava uma imensa corte de 751 deputados, mais assessores, funcionários e tradutores, já para não falar de convidados e dirigentes europeus, mas o certo é que as bancadas dos eurodeputados estavam praticamente vazias, tendo sido muito pequeno o entusiasmo sentido nos poucos aplausos. Muitos dos aplausos provavelmente foram de alegria por ter chegado a hora de parte desta gente ir embora.

 

Parlamento Europeu deu o seu aval à primeira nomeação de Durão Barroso em 22 de julho de 2004, com 413 votos em 711 (251 contra e 44 abstenções, 3 nulos), tendo a sua equipa de Comissários sido aprovada pelo Parlamento Europeu só a 23 de novembro.

 

 

Despedida de Durão Barroso 2014 após 10 anos de

A segunda Comissão Barroso havia sido aprovada a 9 de setembro de 2010, por 488 votos a favor, 137 contra e 72 abstenções.

 

 

Juncker foi eleito no passado dia 15 de julho por 422 votos a favor, 250 contra e 47 abstenções. A sua Comissão foi eleita com 423 votos a favor, 209 contra e 67 abstenções. Note-se que PS, PSD e CDS votaram a favor desta Comissão, referindo os restantes eurodeputados portugueses "que se perdeu uma oportunidade para a renovação" (ver vídeo)

 

 

O novo Presidente da Comissão Europeia, liderada por Juncker, referiu que " a contenção orçamental e a austeridade não levam ao crescimento" - vamos a ver se as promessas, sorrisos e beijinhos realmente mudam o triste espetáculo europeu. (ver vídeo)

 

 

No entanto, Juncker começa por referir, no seu confuso e mal estruturado discurso de apresentação (será que mal estruturado propositadamente?), que "cumprir a disciplina orçamental deve estar previsto, que  a flexibilidade deve existir e que a reforma estrutural é fundamental", sendo que, "caso contrário, o mercado de trabalho da União Europeia não pode continuar a existir". 

 

 

O luxemburgues Juncker lembrou ainda que este executivo "vai estar mais preocupado com as questões sociais do que com as questões financeiras". Como eu gostaria de acreditar nestes executivos de matriz ideológica neoliberal capitalista e de insensibilidade social. Mas fiquemos atentos e esperemos para ver o novo espetáculo europeu neoliberal! 

 

 

Juncker "deseja que a União Europeia reencontre e esteja dotada de um outro triple A". "Queria que a Europa tivesse o triple A social"

 

 

Juncker lamentou ainda o facto de "não ter conseguido convencer mais governos a indicar mulheres para integrar a sua Comissão". Refere o Sr. Juncker que "teve de lutar muito para ver se os governos nacionais lhe propunham mulheres" (terá sido uma luta por questões políticas, religiosas ou de sexo?). "Mas a verdade seja dita, nove mulheres em vinte e oito comissãrio continua a ser ridículo". Ao menos temos por lá o Carlos Moedas, enviado pelo Governo PSD/CDS liderado por Passos Coelho e Paulo Portas. As grandes mulheres do PS ficaram de fora e mesmo assim votaram a favor.

 

 

Composição da próxima Comissão Europeia 2014-????:

Alemanha - Guenther Oettinger. Comissário para a Economia e Sociedade Digital.

Áustria - Johannes Hahn. Comissário para as negociações de alargamento, 56 anos.

Bélgica - Marianne Thyssen. Comissária para o Emprego e Assuntos Sociais.

Bulgária - Kristalina Georgieva. Comissária para a Ajuda Humanitária.

Croácia - Neven Mimica. Comissária para a Cooperação Internacional e Desenvolvimento.

Chipre - Christos Stylianides. Comissário para a Ajuda Humanitária e gestão de crise.

Dinamarca - Margrethe Vestager. Comissária para a Concorrência.

Eslováquia - Maros Sefocvic. Vice-presidente para a União Energética

Eslovénia -- Violeta Bulc. Comissária para os Transportes e Espaço.

Espanha - Miguel Arias Canete. Comissário para a Acção Climatérica e Energia.

Estónia -- Andrus Ansip. Vice-presidente para o Mercado Único Digital.

Finlândia -- Jyrki Katainen. Vice-presidente para o Emprego, Crescimento, Investimento e Competitividade.

França - Pierre Moscovici. Comissário para os Assuntos Económicos e Financeiros.

Grécia - Dimitris Avramopoulos. Comissário para a Migração, Assuntos Internos e Cidadania.

Holanda - Frans Timmermans. Primeiro vice-presidente, com responsabilidade por Melhor Regulação, Relações Inter-Institucionais, Lei e Direitos Fundamentais.

Hungria - Tibor Navracsics. Comissário para a Educação, Cultura, Juventude e Desporto.

Irlanda - Phil Hogan. Comissário para a Agricultura e Desenvolvimento Rural.

Itália - Federica Mogherini. Vice-presidente e Alta representante para a Política Externa e Política de Segurança.

Letónia - Valdis Dombrovskis. Vice-presidente para o Euro e o Diálogo Social.

Lituânia - Vytenis Andriukaitis. Comissário para a Saúde e Segurança Alimentar.

Luxemburgo -- Jean-Claude Juncker. Presidente da Comissão Europeia.

Malta - Karmenu Vella. Comissária para o Ambiente, Assuntos Marítimos e Pescas.

Polónia - Elzbieta Bienkowska. Comissária para o Mercado Interno, Indústria, Empreendorismo e PME.

Portugal -- Carlos Moedas. Comissário para Investigação, Ciência e Inovação.

Reino Unido - Jonathan Hill. Comissário para a Estabilidade Financeira, Serviços Financeiros e União dos Mercados de Capitais.

República Checa - Vera Jourova. Comissária para a Justiça, Consumidores e Igualdade de Género.

Roménia -- Corina Cretu. Comissária para a Política Regional.

Suécia - Cecilia Malmstrom. Comissária para o Comércio.

 

NOTAS:

29 de junho de 2004, Barroso anunciou a sua demissão, para assumir o cargo de 12º presidente da Comissão Europeia, remodelada e com mais poderes, sucedendo neste cargo a Romano Prodi, depois de o seu governo ter, durante bastante tempo, apoiado António Vitorino (socialista, da oposição) como candidato português para este cargo. Esta escolha foi feita por unanimidade pelos executivos dos 25 estados-membros da União nessa data, após uma reunião extraordinária doConselho Europeu.

Parlamento Europeu deu o seu aval a esta nomeação em 22 de julho de 2004, com 413 votos em 711 (251 contra e 44 abstenções, 3 nulos).[5] Deveria ser conduzido no cargo a 1 de novembro de 2004, para um mandato de cinco anos. No entanto, devido a não ter conseguido reunir os apoio necessários junto do Parlamento Europeu para a aprovação da lista de comissários, a 27 de outubro de 2004, Durão Barroso pediu que a votação fosse adiada para data posterior. Finalmente, a 23 de novembro a sua equipa comissarial foi aprovada pelo Parlamento Europeu.

A primeira Comissão Barroso

A Comissão deveria ter entrado em funções no dia 1 de novembro de 2004 mas, devido à oposição do Parlamento Europeu quanto à escolha de alguns comissários, Barroso viu-se obrigado a esperar. O nome de Rocco Buttiglione para Vice-Presidente e Comissário para a Justiça, Liberdade e Segurança foi trocado pelo de Franco FrattiniIngrida Udre, que foi proposta pela Letónia para a Fiscalidade e união alfendegária foi substituída pelo húngaro László Kovács que tinha sido originariamente proposto para a Energia.

Tido como próximo do liberalismo económico, foi muito criticado por parte da imprensa europeia de esquerda.[6]

Teve de afrontar em 2005 o «não» à Constituição Europeia de franceses e neerlandeses, que se expressaram em referendo.[7]Declara pouco depois destes votos negativos que não está pessimista e acredita no futuro da União[8] e continua a sua política de aproximação da Europa em relação aos cidadãos.

Apoiou a proposta de Nicolas Sarkozy de fazer um tratado modificado (Tratado de Lisboa) mas recusa a designação detratado simplificado.

A reeleição

 

Em 16 de setembro de 2009, Durão Barroso foi reeleito com a maioria absoluta dos votos no Parlamento Europeu.[2]

 

A segunda Comissão de Barroso havia sido aprovada a 9 de setembro de 2010, por 488 votos a favor, 137 contra e 72 abstenções.






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