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Seguro mete o PS no mercado dos capitais. VIVAM OS CAPITÃES DE ABRIL

por José Pereira (zedebaiao.com), em 16.01.14

O capitalismo para sempre pela via instrutória do "think tank" da escola neoliberal austriaca": Como se sabe, o neoliberalismo teve origem na Áustria, onde a escola económica neoliberal se esforça, dia a dia, por via das técnicas de "think tank", por (in)formar e disseminar as bases do pensamento de Ludwing Von Mises, tal como está a fazer agora o "The Economist" com estes eventos, nos quais procuram introduzir até os líderes socialistas mal (in)formados, logo que sabem que estes possam vir a chegar ao poder/governo. 

 

Não nos esqueçamos que os princípios e valores do PS foram muito bem determinados no passado, não pelos capitais, mas sim pelos capitães de Abril.

 

Note-se que este evento é desenvolvivo por entidades defensoras da direita neolibertal e dos mercados das grandes praças financeiras.

Os socialistas têm vindo a exigir um novo enquadramento europeu, baseado na regulação dos mercados e não na continua e descontrolada liberalização só favorável às grandes praças financeiras.

 

O rumo que urge seguir em Portugal e na Europa é pela via dos "mercados sociais", ou seja, pela via da Europa dos Cidadãos.

 

Nos somos seres humanos sociais e não mercadoria nem capitais.

 

"Capitalismo para Sempre", defendem eles: Lembra-se de quando toda a gente nas empresas usava fato? Muitas vezes, às riscas? Lembra-se de quando os executivos competiam para ver quem usava a gravata mais cara? Esses tempos obscuros - ou melhor, cinzentos - pertencem ao passado. As empresas descobriram o funk. A cor. A necessidade vital de estar sempre um passo à frente da vanguarda. Ser funky - ou seja, estar na crista da onda, perceber o que motiva as pessoas e que padrões se ocultam por detrás de cada nova tendência - é a única maneira de escapar à extinção. Kjell Nordström e Jonas Ridderstråle ajudaram a encher as empresas de todo o mundo de cor e criatividade. Através dos seus best-sellers internacionais, Funky Business e Karaoke Capitalism, revolucionaram a forma como se pensa - e se vive - a empresa. Mas, como o funk tem de ser constantemente renovado, remasterizado e reinventado, escreveram Capitalismo para Sempre, um manual infalível do sistema operativo da criatividade e da inovação. Vivemos numa época de constantes mudanças e crises; o único sítio seguro para as empresas é… estar muito mais à frente. Capitalismo para Sempre aponta-lhe o caminho.

 

 

VIVA O PS

VIVAM OS VALORES DE ABRIL 

 

PS; Seguro; Capitalismo; Socialismo; Europa; Sistema Politico-Empresarial; Sistema Politico-Social
Já agora, deixo umas notas soltas sobre o neoliberalismo:

Como é que um grupo de homens apelidados de excêntricos e neoliberais capitalistas poderão mudar a política europeia e mundial para o bem comum? Acredita nesses homens? Se não acredita, porque é que aceita que os seus líderes políticos introduzam os seu partido no seio destes movimentos liberalizadores e desreguladores?

 

Daniel Stedman Jones ("Master of the Universe: Hayek, Friedman, and the Birth of Neolibel Politics") procurou enfrentar a narrativa deste problema, sendo que a sua resposta conseguiu ser mais requintada do que a maioria dos que se haviam debruçado sobre o problema do neoliberalismo até então.

 

Como se sabe, o neoliberalismo teve origem na Áustria, onde a escola económica neoliberal se esforça, dia a dia, por via das técnicas de "Think tank", por (in)formar e disseminar as bases do pensamento de Ludwing Von Mises, tal como está a fazer agora o "The Economist" com estes eventos, nos quais procuram introduzir até os líderes socialistas, logo que sabem que estes possam vir a chegar ao poder/governo. 

 

Na década de 40, três homens começaram uma batalha solitária contra as novas políticas coletivas, dando assim origem ao neoliberalismo.

  • Karl Popper, filósofo e ex-comunista, criticou pensadores de Platão a Marx que valorizavam o coletivo sobre o individual. 
  • Ludwig von Mises, um economista e ex-esquerdista, defendia que a burocracia não continha os meios para conter-se e muito menos para conseguir a regulação dos mercados financeiros. 
  • Friedrich Hayek defendia que o planeamento e regulação a nível central era impossível, reforçando que nenhuma pessoa, por mais inteligente que fosse, não conseguiria saber  o que as pessoas queriam e precisavam. Os senhores do capital e dos mercados é que sabem o que as pessoas querem e precisam, sendo para isso que desenvolvem estes eventos à boa maneira do "think tank" neoliberal capitalista da escola económica austríaca.

 

 

Note-se que até Popper procurou atrair o maior número possível de pessoas para esta linha de pensamento, até mesmo os socialistas, tendo mais tarde vindo a detetar falhas na ideologia do mercado, comparando-a a uma religião.

 

Mas o senhor Stedman Jones acabau até por brincar com estas disputas professorais, tendo afirmado que nunca nos devemos esquecer da palavra "neoliberal" nem do seu verdadeiro significado, sendo necessário derrubar os pugilistas originais e seus seguidores que são contra a regulação estatal. 

 

Milton Friedman, um economista de Chicago, proferiu a palavra "neoliberal" num ensaio de 1951, intitulado "O neoliberalismo e as suas perspectivas". Ele defendia nesse ensaio o "caminho do meio" entre o inimigo do coletivismo e os excessos do liberalismo do século XIX. 

 

O problema é que os neoliberais não conseguiram perceber que o laissez-faire poderia vir a produzir indivíduos excessivamente poderoso, como era alertado por Friedman, ao referir que o objetivo principal não deveria ser o laissez-faire, mas sim a regulação pela concorrência do mercado, o qual, sem controlo, iria desenvolver indivíduos e interesses particulares extremamente poderosos: esta via, segundo ele, visava proteger os cidadãos e não deixar os mercados descontrolados. O problema é que, face ao poder e domínio dos grandes grupos económicos a concorrência do mercado não se regula.

 

Friedman referia que procurava um novo liberalismo, afirmando-se como o seguidor de Adam Smith, o defensor do indivíduo do século XVIII. Mas a linha entre Smith e Friedman não é uma linha reta, como o Sr. Stedman Jones muito bem descreve. 

 

Smith afirmava que uma das principais funções do Estado deveria visar a construção de obras públicas e moldar instituições que, de outra forma, acabariam por falhar devido às pressões dos mercados (veja-se, por exemplo o que as privatizações e os interesses privados têm feito à saúde ou à educação).  Smith, por esta via, estava a seguir linha de pensamento de Franklin Roosevelt. Smith acreditava que o Estado deve financiar escolas, pontes e estradas. Friedman era mais defensor de que esse era trabalho para o setor privado.

 

Os neoliberais, tal como Friedman, viam a liberdade económica como a salvaguarda de todas as liberdades, afirmando que um Estado demasiado forte e regulador trilharia o caminho para a tirania. Smith, por outro lado, não era democrata. Era menos movido pela liberdade política, sendo que ele temia que o sufrágio das massas levaria à instabilidade. Mises afirmava que Smith era um homem do seu tempo e sem opiniões válidas para garantir o racionamento do petróleo. Dizia Mises que fazer a leitura de Smith sem estudar economia, era como ler Euclides sem estudar matemática.

 

Hayek chegou mesmo a escrever que o liberalismo estava a tornar-se num termo muito confuso, uma vez que tinha significados diferentes. Falar de iberalismo na Inglaterra de Victória é diferente de falar de liberalismo nos Estados Unidos de Roosevelt. Mas até o próprio Hayek recusava que lhe chamassem de liberalizador (também este ultramoderno) ou  conservador (sendo que ele próprio ansiava pela mudança). 

 

Friedman também não gostava de ser rotulado como "neoliberal", talvez porque o liberalismo veio a estar associado às guerras culturais sombrias da década de 1960. Dizia ele que era apenas defensor do "laissez-faire".

 

Mas como é que estes ideais se tornam no denominado "mainstream", ou seja, em correntes principais de pensamento? 

 

Praticando o que estão a desenvolver nestes eventos, para os quais convidam líderes políticos (mal formados) que possam vir a chegar a governantes e depois servir aos senhores dos mercados do capital!

 

O Sr. Stedman Jones, refere que isto é como um jogo de rugby. Os grupos de reflexão passam os ideais para os jornalistas e estes para os políticos, recorrendo às técnicas do "think-tank", graças às quais correm todo o mundo até conseguir marcar ideologicamente o máximo de líderes políticos possíveis, mesmo os socialistas. 

 

Com recurso a este tipo de palestras e publicações, estes senhores neoliberais capitalistas propagam teorias que na maioria das vezes são reprovadas e combatidas nas universidades, convertendo assim os "jogadores" mal formados, mas mais avançados na liderança (líderes políticos mal (in)formados) para o ingresso neste movimento liberalizador. Se não os convencem pela ideologia, prometem-lhes um vargo altamente remunerado, para já ou para depois de sairem do Governo. Praticam isto como uma religião e não como uma ciência.

 

Veja aqui quem são estes grupos, o que visam e o que defendem:

Veja aqui quem são os ilustres líderes convidados (repare quantos são de esquerda): 
Mas afinal quem é o Mr Daniel Franklin do "The Economist"?

Nota da sua biografia

Daniel Franklin tem sido, desde 2003, o editor da publicação anual The Economist, a qual é utilizada como instrumento "think tank" de (in)formação neoliberal dos líderes para os mercados das grandes praças capitalistas. A partir de maio de 2010, ele também foi editor de negócios do The Economist, responsável pela cobertura do jornal de negócios, finanças e ciência.  No seu relatório especializado (2008) sobre a responsabilidade social refere que esta é "apenas um bom negócio".   

Veja-se o programa dos eventos que estão a desenvolver em Portugal

09:00 09:10

ENTREVISTA KEYNOTE: O roteiro para a reforma

Pedro Passos Coelho, primeiro-ministro do Governo de Portugal
 
09:50

APRESENTAÇÃO: tendências macro-econômicas e da economia global

Irene Mia, Diretor Regional, América Latina e Caribe, País Publishing , Economist Intelligence Unit
 
10:20 10:50

Pausa Networking e refresco

 
11:20 12:10

APRESENTAÇÃO: O sector bancário Português e da Zona Euro

Luis Mira Amaral, Presidente da Comissão Executiva , Banco BIC
 
12:30

APRESENTAÇÃO: Europeu de construção em um contexto de crise

Miguel Poiares Maduro, Ministro de Estado e Desenvolvimento Regional , Governo de Portugal
 
13:00 14:20

ENTREVISTA: Uma perspectiva global da empresa

António Pires de Lima, Ministro da Economia , Governo de Portugal
 
14:45 15:35

Pausa Networking e refresco

 
16:00

Indústria de painéis DESTAQUE: Desencadeando o setor de energia

Artur Trindade, secretário de Estado da Energia , Governo de Portugal
 
16:45 17:30

Discurso de encerramento da presidente, seguido por uma recepção de bebidas redes

Merril Stevenson, editor de negócios europeu , The Economist
Leituras sobre o tema:

 

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