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Tenham vergonha!!! Tenhamos todos vergonha na cara!!!

Relativamente à reposição das subvenções vitalícias dos políticos, quero deixar aqui bem claro que estes deputados a mim não me representam e creio não estarem a representar a vontade da esmagadora maioria dos portugueses. Continua a ser uma vergonha!

Pensões Políticos 2.jpg

 

Não me representam enquanto os mais fragilizados continuarem apenas a ter acesso a condições de vida e de direitos sociais miseráveis.

 

Não me representam por diversos motivos que passo a indicar, começando já por referir que o máximo de um acréscimo vitalício de pensão para o comum dos cidadãos idosos, doentes e mais fragilizados é de apenas 150€/mês, sendo que os recursos de uma pessoa idosa que pede o Complemento Solidário não pode sequer ultrapassar os 4.909€ por ano.

 

 

Mas se pensarmos nos apoios socioeducativos dos jovens, constatamos que um jovem estudante deslocado e com um agregado familiar a pagar renda de casa, deixa de poder aceder a bolsa de estudo se tiver um rendimento per capita de cerca de 6900€/ano. 

 

Veja-se que um dependente de 1.º grau, ou seja, um cidadão que não possa praticar, com autonomia, os atos indispensáveis à satisfação de necessidades básicas da vida quotidiana, não tem sequer qualquer direito social se tiver um rendimento mensal acima de 600€/mês.

 

Um comum português que tenha trabalhado arduamente e descontado durante décadas tem um limite máximo do subsídio de desemprego de 1.048,05/mês (2,5 x IAS) e não 2.000€ mais 85% de algo vitalício ou do que quer que seja que acumule com esse subsídio eterno dos pobres e já fragilizados polítcos.

 

As pensões dos políticos já custam 10,6 milhões de euros por ano e a Lei prevê que dupliquem quando os políticos atingirem os 60 anos de idade. É o custo anual para o Estado e para todos os portugueses que continuaremos a suportar com as cerca de 400 pensões vitalícias dos políticos, as quais acumulam com outros rendimentos e benesses.

 

Será esta a nobre missão da política e dos políticos? Ou seja, legislar primeiro em seu benefício e interesse pessoal e familiar?

 

Será isto o Estado Social e a justiça social previdente e providente que os portugueses consagraram na Constituição da República Portuguesa?

 

Corresponderá isto à missão e função de representação em prol do bem comum, da boa gestão da coisa e da causa pública, bem como do erário público que é fruto do contributo dos cidadãos em geral?

 

Que vergonha de gente é esta?

 

Esta gente não me representa pelas mais diversas razões e injustiças sociais e económicas, passando a indicar apenas algumas, face às quais os políticos e nossos "representantes" deveriam ter vergonha de legislar o que quer que seja, exclusivamente para seu próprio benefício ou interesse e ainda por cima face a rendimentos superiores aos 2.000€/mês que acumulam com outros rendimentos e benesses particulares, quando a maioria dos portugueses vive no limiar da pobreza.

 

1.º Há milhões de portugueses que nem sequer os 485€ de retribuição salarial mínima garantida levam para casa ao final do mês;

 

2.º Há milhões de reformados e pensionistas que não auferem sequer o correspondente ao Indexante dos Apoios Sociais (419,22€/mês), valor este que foi criado como indicador de acesso aos apoios sociais decorrentes do infortúnio ou da má governação nacional;

 

3.º  Há milhões de jovens e menos jovens desempregados e muito fragilizados que não encontram sequer as condições mínimas para aceder a uma vida laboral, familiar e educacional digna;

 

4.º Há milhões de jovens altamente qualificados e muito competentes que têm ainda pela frente toda uma vida instável e num regime laboral precário, que nem sequer 1000€ conseguem auferir por mês;

 

5.º Os trabalhadores de baixos e médios salários estão parados nas carreiras e nas retribuições há mais de uma década e não atingirão os 2.000€/mês durante toda a sua vida profissional;

 

6.º Os idosos, sozinhos, doentes e mais fragilizados, de baixas pensões/reformas, para além de verem o complemento solidário ser reduzido em 6,7% por este Orçamento de Estado, só têm acesso a este complemento solidário a partir dos 66 anos e ficam impossibilitados de aceder ao mesmo se não tiverem acesso à pensão social devido a terem rendimentos superiores a 167,69€/mês e os recursos da pessoa que pedir o CSI seja inferior a 4.909 Euros/ano. Num só mês a maioria dos deputados recebe mais do que estes idosos fragilizados recebem num ano inteiro.

Que justiça social é esta? O que é que os políticos fizeram de mais difícil do que qualquer idoso que trabalhou toda uma vida nas profissões mais duras que existem?

 

7.º O comum dos trabalhadores portugueses só conseguirá aceder a uma miserável pensão/reforma aos 66 anos e a maioria (mais de 1,5 milhões de idosos) não atinge sequer 500€ de reforma por mês, quanto mais valores acima dos 2000€/mês para acumular à taxa de 85%.

Pensões Portugueses.jpg

 

8.º O comum dos cidadãos que trabalhe no duro e desconte durante 20 anos, recebe cerca de 274,79€ de reforma. Os operários que trabalharem no duro e descontarem mais de 30 anos recebem em média uma pensão/reforma de 379,04€;

À pensão de velhice no regime geral, só são garantidos os seguintes valores de acordo com a carreira contributiva do pensionista:
 

Carreira contributiva

Valor

  Menos de 15 anos 259,36 EUR
  De 15 a 20 anos 274,79 EUR
  De 21 a 30 anos 303,23 EUR
  Igual ou superior a 31anos 379,04 EUR

 

 

9.º O montante mensal da pensão social de velhice é de 199,53€/mês, ou seja, uma miséria vergonhosa.

 

Idade

Pensão social

de velhice

CES Duodécimo do subsídio de Natal

Montante mensal

(pensão social + CES + duodécimo do subsídio de Natal)

Montante a receber em julho

(montante mensal + subsídio de férias)

Até aos 70 anos 199,53 EUR 17,54 EUR 18,09EUR 235,16 EUR 452,23 EUR
A partir dos 70 anos 199,53 EUR 35,06 EUR 19,55 EUR 254,14 EUR 488,73 EUR

 

Nas situações de alteração do montante por motivo de idade, o novo valor do complemento extraordinário de solidariedade é devido a partir do mês seguinte àquele em que o beneficiário tiver completado 70 anos.

 

10.º Os portugueses mais fragilizados (viúvos e em solidão) perdem o subsídio de assistência à 3.ª pessoa a partir de um rendimento de 187,18€/mês (44,65% do IAS);

 

11.º O valor do Indexante dos Apoios Sociais (IAS), ou seja, o máximo que possa ser considerado para a atribuição de qualquer direito social aos mais fragilizados está nos 419,22€/mês e não nos 2.000€/mês, mais  85% das subvenções vitalícias ou do que quer que seja.

 

Mas haveria muitos mais a resolver antes de pensar no umbigo dos senhores políticos. Deixo apenas algumas referências com que nos podemos cruzar facilmente na internet e que nos deveriam fazer refletir. 

 

 

Espantosamente eles legislaram e continuam a legislar para que ESTE VALOR DUPLIQUE AOS 60 ANOS!!! 

Ou seja se retirássemos aos deputados, esta regalia abusiva que apenas foi criada para enriquecimento das elites - as subvenções vitalícias - teríamos milhares de portugueses a viver com alguma dignidade, após décadas de trabalho.

No entanto este é um país de contrastes ofensivos, e temos 383 deputados que ao fim de 8 anos de serviço, ficam a ganhar de forma vitalícia, entre 2000 a 3000 mil euros, que duplica aos 60 anos.
Uma despesa anual crescente, de 9,1 milhões de euros, que desfalca e desequilibra a CGA, e que se arrastará durante largos e largos anos.
Existem reformados que começam a receber estas pensões chorudas, aos 42 anos (Veja-se o caso a Presidente da Assembleia da República). Enquanto que a lógica do equilíbrio da Segurança Social, assenta precisamente no contrário - descontar muitos anos e receber poucos. 
Assunção Esteves, na imagem, é um desses exemplos, vejam aqui as contas do que ela descontou e do que vai receber.
Desta forma a CGA jamais conseguirá suportar o desfalque dos privilegiados que não descontando quase nada, recebem durante décadas, reformas de luxo. 
Já não basta a passagem por altos cargos do Estado, longe de ser uma desvantagem para quem os desempenha é, pelo contrário, um trampolim para projectar uma vida profissional milionária. Mas eles acham pouco e decidem auto brindar-se com regalias e mais regalias. 



ARTIGO COMPLETO:

http://apodrecetuga.blogspot.com/2012/04/reformas-de-luxo-estao-ao-rubro.html#ixzz3Jdt3WOrT

 

"Lei prevê aumento de 100% no valor da subvenção vitalícia, quando o político beneficiado chegar aos 60 anos." fonte

"Artigo 25.º - (Cálculo da subvenção mensal vitalícia)
1 - A subvenção mensal vitalícia referida no n.º 1 do artigo anterior é calculada à razão de 4% do vencimento base correspondente à data da cessação de funções do cargo em cujo desempenho o seu titular mais tempo tiver permanecido, por ano de exercício, até ao limite de 80%."
2 - Quando o beneficiário da subvenção perfaça 60 anos de idade ou se encontre incapacitado, a percentagem referida no número anterior passará a ser de 8%." FONTE

Temos que aguentar e sustentar estes luxos que descaradamente afrontam os interesses do povo e da nação. Benesses obtidas por leis, leis que servem cada vez mais os interesses dos políticos, ávidos de dinheiro e poder.
Agora já são milhões de euros, e duplicará!!!



ARTIGO COMPLETO:

http://apodrecetuga.blogspot.com/2011/10/subvencao-vitalicia-duplica-aos-60-anos.html#ixzz3JdpJtyTZ

 
Pensões dos políticos custam 80 milhões de euros em 10 anos

Último relatório da CGA mostra que Estado gastou mais 3,5 milhões de euros com 383 deputados do que com os 22 311 pensionistas que ganham até 217 euros. Gastos com este "privilégio" têm aumentado todos os anos. Em 2011, regista-se valor mais elevado de sempre com este tipo de reformas: 9,1 milhões de euros.

Enquanto um funcionário público trabalha em média 30 anos para ter acesso à reforma, os políticos que até 2005 estiveram oito ou doze anos no cargo ganharam  direito a uma pensão para toda a vida.

 

Quem disse que fazer política em Portugal não dava lucro, enganou-se. Até 2005 os políticos com mais de 12 anos de “serviço” podiam pedir uma reforma… para a vida!

Foi a 10 de Outubro de 2005 que a “mama” acabou. Foi revogada a Lei 4/85 com a Lei 52-A/2005 que indicava que qualquer político podia pedir a subvenção vitalícia e acompanhar a pensão com cargos, por exemplo, em empresas privadas como o BANIf que foi denunciado ontem e teve muitos antigos políticos.
Qualquer pensão é, já de si, maior do que o ordenado mínimo em Portugal.

 

Pensões Políticos 1.jpg

 


O Expresso apresentou alguns exemplos: António Bagão Félix recebe 1000EUR e foi Ministro da Segurança Social e do Trabalho e Ministro das Finanças, recebendo a pensão mais baixa. Já uma das subvenções mais altas pertence a Carlos Melancia, que ganha 9150EUR e é neste momento empresário hoteleiro.

 

Miguel Relvas pode voltar a receber 2800EUR por mês

Miguel Relvas recebia por ano 14.000EUR provenientes da sua subvenção vitalícia. Poderá vir a requerer novamente o pagamento mensal de 2800EUR, uma vez que teve que suspender o mesmo quando regressou à política e que há poucos dias teve a sua carreira acabada em desgraça e tendo esses anos de política sido à custa de uma mentira (ou lapso) na legislatura de 1985-1987.

 

Continua a aumentar o pagamento das subvenções

Mesmo depois de ter acabado a “história” das subvenções polícias e de mais nenhum político “novo” poder entrar, ao longo dos anos após 2005, continuaram a ser solicitadas tendo em conta que haviam ainda mandatos que não teriam acabado.

Polémica com as Subvenções Vitalícias

As subvenções vitalícias, embora existentes há já alguns anos, só em 2011 é que foram alvo de polémica na sequência das medidas deausteridade impostas pelo XIX Governo Constitucional. Esta polémica tem por base a manutenção das subvenções sem qualquer redução quando o valor da reforma do cidadão comum é reduzida em duas prestações e em valor percentual mensal.

Em Outubro de 2011, o Diário de Notícias publicou uma lista de beneficiários Link para a cache do Busca Tretas que acumulavam a subvenção com os rendimentos de uma vida ainda activa em cargo de gestão de topo. Em Janeiro de 2011, o mesmo jornal havia publicado um artigo Link para a cache do Busca Tretas onde revelava alguns nomes. Alguns desses nomes foram:

O artigo de Janeiro, que passou despercebido talvez por então não estarem em vigor certas medidas de austeridade, apresenta um dado bastante relevante do peso desta subvenção:

  • Pensões dos políticos custam 80 milhões de euros em 10 anos Link para a cache do Busca Tretas

    • Data: 2011.01.11
    • Fonte: DN
    • Autor: Rui Pedro Antunes
    • Último relatório da CGA mostra que Estado gastou mais 3,5 milhões de euros com 383 deputados do que com os 22 311 pensionistas que ganham até 217 euros. Gastos com este "privilégio" têm aumentado todos os anos. Em 2011, regista-se valor mais elevado de sempre com este tipo de reformas: 9,1 milhões de euros. Enquanto um funcionário público trabalha em média 30 anos para ter acesso à reforma, os políticos que até 2005 estiveram oito ou doze anos no cargo ganharam direito a uma pensão para toda a vida.

Na sequência desta polémica, as várias forcas politicas e o Governo reagiram com propostas de alteração e algumas condenações da situação, tendo a voz mais critica sido de Francisco Louçã com o exemplo dos membros Bloco de Esquerda não usufruírem desta subvenção.

Como exemplos de hipocrisia e arrogância tivemos as declarações de Ângelo Correia e Manuel Dias Loureiro que, apesar de estarem activos e bem remunerados, consideram a subvenção como um direito adquirido que não abrem mão. Ver como referência as contradições sobre os direitos adquiridos de Ângelo Correia.

O site Tretas publicou vários gráficos, que reproduzimos:

 

Subvencao Vitalicia Evolucao Beneficiarios Um tacho para a vida: a subvenção vitalícia dos políticos em Portugal

 

 

Subvencao Vitalicia Evolucao Custo Global Um tacho para a vida: a subvenção vitalícia dos políticos em Portugal

 

 

Outros visados pelas reformas vitalícias

Em Junho de 2012 o Tugaleaks falou o caso de Eduardo Catroga, que recebe cerca de 9693EUR de reforma, é professor catedrático e na altura tinha um alto cargo na EDP. Já Já Duarte Lima, envolvido nas malhas do tribunal, recebe cerca de 2200EUR, e como se tal não fosse suficiente, anda a vender quadros da sua colecção pessoal para pagar dívidas.

 

Ao todo são pelo menos 397 beneficiários de uma lei extinta, a maioria a trabalhar nos ector privado.

 

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