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Esclarecimento sobre o uso não profissional de Produtos Fitofarmacêuticos (sulfatos, herbicidas,...) 

Sulfatar.jpg

Os utilizadores não profissionais («Utilizador não profissional»: o público em geral a quem é permitido manusear e aplicar produtos fitofarmacêuticos em ambiente doméstico), não necessitam de formação e podem adquirir produtos que estão identificados no sítio da DGAV em Produtos Fitofarmacêuticos: Lista dos Produtos Fitofarmacêuticos Autorizados para uso Não Profissional.

Caso pretendam utilizar produtos de uso profissional (que dispõem da frase: “Este produto destina-se a ser utilizado por agricultores e outros aplicadores de produtos fitofarmacêuticos.”), então terão que ter formação obrigatória que os habilitem para obtenção de cartão de aplicador e neste caso aplica-se a Lei 26/2013.

Ainda, para melhor esclarecimento, informamos que a Lei n.º 26/2013 de 11 de abril, regula as atividades de distribuição, venda e aplicação de produtos fitofarmacêuticos para uso profissional e resulta da transposição da Diretiva n.º 2009/128/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 21 de outubro. Esta Diretiva tem por objetivo uma utilização sustentável dos pesticidas, através da redução dos riscos e efeitos da sua utilização na saúde humana e no ambiente, promovendo o recurso à proteção integrada e a técnicas alternativas, designadamente não químicas, aos produtos fitofarmacêuticos.
De acordo com a Lei 26/2013 e relativamente à obrigatoriedade da formação, esta dependerá dos produtos fitofarmacêuticos em questão.
Os produtos fitofarmacêuticos dividem-se em 2 grupos:

  • Produtos fitofarmacêuticos de uso profissional, que são todos aqueles que dispõem da frase: “Este produto destina-se a ser utilizado por agricultores e outros aplicadores de produtos fitofarmacêuticos.” Todos aqueles que pretendam aplicar produtos fitofarmacêuticos de uso profissional, devem dispor de certificado da ação de formação em Aplicação de produtos fitofarmacêuticos, até 26 de novembro de 2015.
  • Produtos fitofarmacêuticos de uso não profissional – A utilização destes produtos aplica-se em ambiente doméstico – plantas de interior, hortas e jardins familiares. Neste caso a formação não é obrigatória.

No caso de utilizador de produtos fitofarmacêuticos de uso profissional a formação é obrigatória.

Veja mais informações aqui

 

"Vamos aplicar o sulfato nas videiras"... Era assim que os meus avós e pais me diziam. Mas hoje vou aplicar o sulfato nos nossos autarcas e dirigentes das associações de agricultores, para as quais sempre muito contribuíram os nossos pais e avós.
 
Caros amigos, ninguém questiona as autarquias e seus juristas, as direções das associações de agricultores e seus juristas, sobre as controversas ações de formação que andaram e andam por aí a ser impingidas ao comum dos lavradores?
 
Ao contrário do que as empresas de formação e as lojas de venda destes produtos têm anunciado, esta formação só é obrigatória por lei para a aquisição de produtos profissionais, sendo que os demais agricultores podem solicitar os produtos (sulfatos, herbicidas…) não profissionais e aplicá-los sem que tenham que possuir qualquer tipo de formação. O alerta foi dado pelo Ministério da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Regional (MAFDR). Isto acontece com a conivência das autarquias e com o apoio das produtoras dos fitofármacos, que pretendem colocar apenas no mercado os produtos de ‘uso profissional’, embalagens industriais em que o IVA é taxado a 6%. Os de uso não profissional são vendidos em dose individual mas com IVA a 23%, o que não interessa às farmacêuticas.
 
Não compete a estes senhores ler a legislação e interpreta-la ou esclarecer-se? Não estão as autarquias e associações dotadas de juristas?
 
Não se pode vir agora só culpar o legislador (a Lei é da Assembleia da República e o DL do Governo), sendo que este veio regulamentar claramente o "aplicador profissional".
 
Veja-se que o enquadramento da regime especial e transitório relativo à formação dos aplicadores de produtos fitofarmacêuticos (vulgarmente conhecidos como pesticidas e herbicidas) é claro ao referir que se destina para uso profissional. O enquadramento do Decreto-Lei n.º 254/2015, de 30 de dezembro, é bem claro ao abordar quer a questão do utilizador profissional, como ao referir-se às anteriores habilitações, ainda em vigor por efeito do disposto no n.º 1 do artigo 68.º da Lei n.º 26/2013, de 11 de abril, habilitações estas que estavam a chegar ao termo do seu prazo de validade.
 
Ora, creio que as autarquias e associações de agricultores deveriam estar ao corrente, não só dos termos destas habilitações profissionais anteriores, mas também ao corrente das ações de formação que andaram a impingir aos pobres agricultores por todos os concelhos, sendo por isso que deveriam ler a legislação antes de pactuarem com os maus modelos de formação, com o seu indevido aproveitamento e mau funcionamento, termos em que estavam e ainda estão a funcionar.
 
A Lei n.º 26/2013, de 11 de abril, que regula a atividade de distribuição, venda e aplicação de produtos fitofarmacêuticos para uso profissional, define, na alínea e) do seu artigo 3.º, o conceito de «aplicador» e instituiu a obrigação de criação de uma formação específica que o habilite ao
uso profissional de fitofármacos. Ora, esta interpretação é clara no que respeita à sua aplicação apenas aos aplicadores profissionais.
 
O n.º 2 do artigo 18.º da referida Lei, determinou, por sua vez, o cancelamento, das habilitações profissionais concedidas para efeitos de aplicação de produtos fitofarmacêuticos, com efeitos contados da data de 26 de novembro de 2015, no âmbito da legislação revogada pelo artigo 70.º da mesma Lei, tendo chegado ao fim o prazo de validade ds anteriores habilitações, por efeito do disposto no n.º 1 do artigo 68.º da Lei n.º 26/2013, de 11 de abril.
 
Ora, se todo este contexto vai de encontro às anteriores habilitações profissionais, porque raio é que foram logo interpretar que era obrigatório para o comum dos agricultores, se esses nunca tiveram qualquer habilitação profissional anteriormente validada?
 
Decreto-Lei n.º 254/2015, de 30 de dezembro
 
Lei n.º 26/2013, de 11 de abril
 
 
Mas se pretender aprofundar o assunto sobre as origens desta legislação e aceder aos diversos pareceres, pode acompanhar o assunto aqui:
Proposta de Lei 82/XII
 
Regula as atividades de distribuição, venda e aplicação de produtos fitofarmacêuticos para uso profissional e de adjuvantes de produtos fitofarmacêuticos e define os procedimentos de monitorização à utilização dos produtos fitofarmacêuticos, transpondo a Diretiva n.º 2009/128/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 21 de outubro, que estabelece um quadro de ação a nível comunitário para uma utilização sustentável dos pesticidas. [formato DOC] [formato PDF]

Anexos
Parecer da DGC [formato DOC] [formato PDF]

Parecer da UGC [formato PDF]

Parecer da ACRA [formato PDF]

Parecer da DECO [formato PDF]
Autoria
Autor: Governo

2012-07-05 |  Entrada
 
 
2012-07-11 |  Admissão
 
 
2012-07-11 |  Audição promovida pelo PAR para a ALRAA
 
 
2012-07-11 |  Audição promovida pelo PAR para a ALRAM
 
 
2012-07-11 |  Audição promovida pelo PAR para o Governo da RAA
 
 
2012-07-11 |  Audição promovida pelo PAR para o Governo da RAM
 
 
2012-07-11 |  Publicação
 
2012-07-11 |  Baixa comissão distribuição inicial generalidade
 
Comissão de Agricultura e Mar - Comissão competente
     
2012-07-12 |  Anúncio
 
 
2012-07-12 |  Discussão generalidade
 
2012-07-13 |  Votação na generalidade
 
Votação na Reunião Plenária nº. 134
Aprovado
A Favor: PSD, PS, CDS-PP
Abstenção: PCP, BE, PEV


2012-07-13 |  Baixa comissão especialidade
 
Comissão de Agricultura e Mar - Comissão competente


Votação na Reunião da Comissão nº. 99 em 2013-01-29
Aprovado
     
2012-07-30 |  Parecer da ALRAM
 
Texto do Parecer [formato PDF]
 
2012-07-31 |  Parecer da ALRAA
 
Texto do Parecer [formato PDF]
 
2012-08-07 |  Parecer do Governo da RAM
 
Texto do Parecer [formato PDF]
 
2013-02-15 |  Votação final global
 
Votação na Reunião Plenária nº. 55, Texto Final apresentado pela Comissão de Agricultura e Mar relativo à Proposta de Lei n.º 82/XII/1.ª (GOV)
Aprovado
Contra: PCP, PEV
A Favor: PSD, PS, CDS-PP, BE


Intervenções:
João Ramos (PCP)
2013-02-26 |  Envio à Comissão para fixação da Redação final
 
 
2013-03-08 |  Decreto (Publicação)
 
Decreto da Assembleia 126/XII
Título: Regula as atividades de distribuição, venda e aplicação de produtos fitofarmacêuticos para uso profissional e de adjuvantes de produtos fitofarmacêuticos e define os procedimentos de monitorização à utilização dos produtos fitofarmacêuticos, transpondo a Diretiva n.º 2009/128/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 21 de outubro, que estabelece um quadro de ação a nível comunitário para uma utilização sustentável dos pesticidas e revogando a Lei n.º 10/93, de 6 de abril, e o Decreto-Lei n.º 173/2005, de 21 de outubro
Versão: 1
[DAR II série A Nº.96/XII/2 2013.03.08 (pág. 2-44)]
2013-03-14 |  Envio para promulgação
 
 
2013-04-02 |  Promulgação
 
 
2013-04-04 |  Referenda
 
 
2013-04-05 |  Envio INCM
 
 
2013-04-11 |  Lei (Publicação DR)
 
Lei 26/2013
Título: Regula as atividades de distribuição, venda e aplicação de produtos fitofarmacêuticos para uso profissional e de adjuvantes de produtos fitofarmacêuticos e define os procedimentos de monitorização à utilização dos produtos fitofarmacêuticos, transpondo a Diretiva n.º 2009/128/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 21 de outubro, que estabelece um quadro de ação a nível comunitário para uma utilização sustentável dos pesticidas, e revogando a Lei n.º 10/93, de 6 de abril, e o Decreto-Lei n.º 173/2005, de 21 de outubro
[DR I série Nº.71/XII/2 2013.04.11]
 

 

 

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A Agência Executiva para as Pequenas e Médias Empresas lançou um contrato de serviços que visa fornecer um programa de formação às organizações intermediárias de desenvolvimento empresarial, com vista a incluir a inovação orientada para a conceção nos seus serviços às PME.

 
 
 

Estudo sobre a repercussão dos custos adicionais

Data limite: 2015-06-02

A Direção-Geral da Concorrência lançou um concurso para a realização de um estudo sobre a repercussão dos custos adicionais que irá fornecer à Comissão uma perspetiva global atualizada das teorias económicas, dos métodos econométricos e conhecimentos empíricos mais recentes

 
   
 
 

 Prestação de serviços de desenvolvimento Web

Data limite: 2015-06-09

A Agência dos Direitos Fundamentais da União Europeia lançou um concurso para a prestação de serviços de desenvolvimento Web, incluindo análise, conceção, desenvolvimento de software e gestão de projetos.

 
   
 

Mais oportunidades de negócio

 
   
 

Candidaturas em destaque

 

PDR 2020: Ação 3.2.2 - Pequenos investimentos na exploração agrícola

Data limite: 2015-05-31

Visa melhorar as condições de vida, de trabalho e de produção dos agricultores.

 
 
 

POISE - Programa Operacional Inclusão Social e Emprego: Capacitação Institucional das organizações da economia social membros do Conselho Nacional para a Economia Social (CNES)

Data limite: 2015-07-15

No âmbito da presente candidatura pretende-se reforçar a capacitação institucional dos Parceiros do CNES.

 
   
 
 

Compete 2020: Inovação Produtiva - Regime Contratual de Investimento

Data limite: 2015-12-31

Visa conceder apoios financeiros a projetos que contribuam para o aumento do investimento produtivo em atividades inovadoras, promovendo o incremento da produção transacionável e internacionalizável e a alteração do perfil produtivo do tecido económico

 
   
 
 

AAL - Viver ativamente e de forma independente em casa

Data limite: 2015-05-28

Visa financiar projetos baseados nas TIC de forma a propoprcionar aos idosos um dia a dia independente por mais tempo e  ativo, no sentido de ficarem no comando das suas próprias vidas e participar na sociedade como eles próprios entenderem.

 
   
 

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Apoio à Mobilidade Geográfica no Mercado de Trabalho

Este programa entrou em vigor a 19 de abril de 2015

Esta medida visa atribuir apoios à mobilidade geográfica dos recursos humanos, com o propósito de promover e facilitar a integração no mercado de trabalho, implicando a mobilidade geográfica.

 
 

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Indicador de Clima Empresarial - abril 2015 [en] (PDF 454KB)

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Em abril, o ICE da zona euro aumentou ligeiramente (0,09 pontos para +0,32). As expetativas de produção passada melhoraram significativamente, contrastando com as carteiras global e de exportação de encomendas que apenas registaram uma leve melhoria. A avaliação das existências de produtos acabados manteve-se praticamente inalterada enquanto as expectativas de produção se deterioraram.

 
 

Biblioteca Jacques Delors

Bibliografia selecionada

The programming period 2014-2020 (PDF 473KB) : Guidance document on evaluation plans : Terms of Reference for Impact Evaluations Guidance on Quality Management of External Evaluations / European Commission. Directorate General Regional and Urban Policy Policy. - [Brussels] : European Commission, 2014. - 32 p.

The Transatlantic Trade and Investment Partnership (TTIP) (PDF 7,76 MB) : The top 10 myths about TTIP : Separating fact from fiction / European Commission. Directorate-General for Trade. - Luxembourg : Publications Office of the European Union, 2015. - 19 p.

 
 
 

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Atualização do Plano de Avisos de Candidaturas do PORTUGAL 2020 (ADC)
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Comissão aprova novos programas de promoção de produtos agrícolas (RAPID)

CR apoia DLBC na Implementação da Agenda Territorial da União Europeia 2020 (TERRA VIVA)
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Mais Consultas públicas por domínio de intervenção (eurocid.pt)

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Mais Projetos (eurocid.pt)
 
V&iac ute;deos
EASME - Executive Agency for SMEs (2'09") [en] (Comissão Europeia)

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Papel IFD apoio ao financiamento das empresas portuguesas (Fundação AEP) - 14 maio, Porto

Sessão dedicada às Parcerias Europeias de Inovação, incluindo Cidades e Comunidades Inteligentes (GPPQ) - 28 maio, Lisboa
International Partner Search Meeting (CIEC) - 28 e 29 maio, Budapeste, Hungria

A Relevância da Função dos Actuários para a Gestão do Risco no Sector Financeiro em Especial nos Sectores de Seguros e de Fundos de Pensões (CIRSF) - 1 junho, Lisboa
Europa Criativa Presente no FIGAC 2015 (CIEC) - 2 e 3 junho, Viana do Castelo

13th Experts' Forum on New Developments in European State Aid Law (Lexxion) - 10 a 12 Junho, Bruxelas

 

        

  

FONTE: Newsletter Empresas e empreendedores n.º 31

 

 

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Se eu com 7 ou 8 anos não tinha medo destes bois será que vai ser agora que vou ter medo de uns “boys” que nem sequer sabem que a terra tem cheiro, fruto do processo de fertilização com bosta?

 

assessoria, agricultura, política,  liderança,  ps

Nem que eu tenha de voltar a pegar na vara e a chamar os bois, mas não baixo os braços nem vou atrás dos novos boys que nem sequer sabem assessorar a terra.

 

Se até no arado o meu avô me ensinou a pegar para lavrar a terra, porque é que hoje não devo continuar a lavrar, seja com o arado, com uma caneta ou com um computador?

 

Vamos lá a lavrar esta terra e este País, sendo que não podemos voltar a andar descalços, agora atrás dos “boys”.

 

Há cada assessor na agricultura.

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De ano para ano, constato que as árvores presidenciais só pegam com gravata, mas só com muitas gravatas a acompanhar. Como dizia o meu avo, que entendia de agricultura, deve ser para ajudar a fermentar o excremento.

 

A ser assim, desejo a todos um feliz dia das árvores engravatadas e bons dias de sol primaveril.

cavaco silva, dia da árvore,  presidente da república


Sua Excelência Sr. Presidente da República, hoje assisti à triste figura que fez com uma enorme comitiva de engravatados, apenas e só, para plantar ou olhar para uma árvore. Agora imagine quantas gravatas necessitariamos para lavrar ou plantar Portugal.

Assim, e se me permitir, para a próxima, entregue esse dinheiro a uma instituição ou a uma família carenciada e convide-me que eu nesse dia vou com Sua Excelência e planto umas dúzias de árvores onde o Sr. Presidente escolher, em menos tempo e gratuitamente. Terei todo o gosto em trabalhar enquanto o Senhor e a sua esposa ficam a ver, mas por favor não leve consigo essa enorme comitiva de engravatados que, para além de não saberem sequer plantar nada, ainda nos gastam dinheiro. 


Obrigado e boa Primavera para todos.


Que todas as árvores possam crescer e que todos os passarinhos possam ter um galho para poderem ter um ninho. 


Muito grato pela atenção. 
Um grande abraço nortenho, de neto e filho de lavradores. 
José Pereira

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BAIÃO, SINTO-TE "TÃO PERTO E TÃO LONGE"

por José Pereira (zedebaiao.com), em 21.03.14

LAMECHAS DE UM BAIONENSE QUE APRECIA BONS PRODUTOS AGRÍCOLAS E QUE SENTE A SAUDADE E A DIFICULDADE DA SUA GENTE E DA SUA TERRA

baião, agricultura, adega,cooperativismo,associativismo

 

Sei e sinto que demonstro demasiado a minha sensibilidade e emoções por Baião a Nossa Terra, bem como pela gente do nosso Município de Baião.

Eu sou apenas um filho da terra, não só do concelho, mas mesmo da terra que se produz, onde ainda hoje gosto de caminhar descalço sobre a terra lavrada em altura primaveril e onde os passarinhos saltitam felizes na apanha de minhocas.

 

Ao ler esta semana o Jornal "O Comércio de Baião", constatei que a Associação Comercial e Industrial de Baião anunciou no jornal local um pedido de reunião com os Sócios ou Dirigentes da Cooperativa Agricola de Baião. É de louvar. Cheguei a interpretar que este esforço estaria a ser feito em prol da Adega, mas afinal é com a Cooperativa Agrícola. Assim, espero e desejo que o mesmo venha a suceder com a Adega Cooperativa de Baião (Gôve), pelo que lhes desejo sorte e bons frutos associativos e cooperativos.

Cooperativa Agrícola de Baião e Adega Cooperativa do Gôve

 

 

Como é do conhecimento dos meus caros amigos, tenho vindo a a despertar e a desassossegar, há muito, sobre a questão do abandono da Adega Cooperativa de Baião (fica no Gôve mas é de Baião) e ainda sobre a ex-Escola Primária de Quintela - Gôve (esta sim, é e sempre foi do Gôve). Tendo até lançado para debate um conjunto de ideias/projetos que ficaram registados no "Movimento Pela Freguesia Do Gôve", onde era defendido que se juntasse a ex-Escola com a Adega e ali se desenvolvesse um conjunto de projetos em "CoWork" (espaços partilhados de trabalho, de investigação e de desenvolvimento) ou ainda uma Escola Profissional dirigida para a agricultura, comércio e alavancagem de novos produtos/produções agrícolas e comerciais, sendo que há espaço e condições para isso e para muito mais. Haja é visão e vontade.

 

No entanto, em vez de debaterem com toda a gente da nossa terra e com todos os parceiros sociais o que possa melhor servir a nossa terra e a nossa gente, há mas é meia dúzia de pessoas que se sentem donos de Baião e que depressa se aprontam para entregar as infra-estruturas por jogos de interesses particulares de quintas ou quintinhas ou, pior, para jogar, servir ou calar interesses político-partidários.

 

Lamento ter de dizer publicamente que o PS Baião nunca debateu esta temática com os seus militantes e muito menos com a gente do Gôve, onde fica localizada a Escola e a Adega.

 

No entanto, há um ou dois senhores que se acham donos do que é de todo um povo e fazem as promessas e entregas de instalações mesmo antes de qualquer debate ou tomada de decisão ponderada. Sentem-se os novos donos e senhores das instalações da nossa terra e da nossa gente. Felizmente não mandam na cabeça de todos e ainda há cidadãos e militantes que dizem NÃO!!! E que se esforçam para, pelo menos, lançar o debate, sendo estes os únicos  instrumentos que têm à sua disposição.

 

Lamento que nunca tivesse havido capacidade política para gerir como deve ser e "diplomaticamente" este e outros assuntos que são sobretudo do interesse dos pequenos produtores/agricultores que não sabem nem conseguem defender-se e que são usados e explorados por um novo regime senhorial e de subserviência político-partidária que está a avançar na nossa terra e sobre a nossa gente.

 

Lamento dizer isto publicamente, mas é o que sinto e constato.

Lembrem-se que sempre houve, há e haverá gente para além de uma meia dúzia de senhores e de interesses. Baião é muito mais do que meia dúzia de pessoas ou interesses.

 

Louvo a iniciativa do Sr. Presidente da Associação Comercial e Industrial de Baião, por estar a encetar esforços para desbloquear a situação relativa à agricultura, sendo que espero alguém possa ajudar a desbloquear estes processos e a alavancar o desenvolvimento agrícola e vitivinicola, entre outras culturas, em Baião. Espero que não seja mais um jogo de interesses meramente comerciais, financeiros ou de mero jogo de fundos comunitários, sendo que há gente "pobre" e "pequena" que precisa de ser defendida e apoiada. Espero que consiga fazer o que os políticos não conseguiram e que, pelo menos, desta vez seja para servir sobretudo ao interesse geral da população e com especial atenção sobre os pequenos agricultores /produtores/comerciantes que são quem mais dificuldades atravessa e sem grandes condições e capacidades para se defenderem. São eles quem mais necessita das Associações e Cooperativas, bem como do empenhamento do poder local.

 

Lembrem-se que a maioria dessa gente necessita da terra para se alimentar e sobreviver e um dia poderão necessitar ainda mais os seus filhos e netos.

 

POR FAVOR NÃO LHES VOLTEM A ROUBAR O SUSTENTO NEM LHES RETIREM O POUCO QUE TÊM!

 

QUEREM UM EXEMPLO? RECORDO SÓ ESTA NOTÍCIA, MAS PODERIA REFERIR OUTRAS: "A COOPERATIVA AGRÍCOLA DE FELGUEIRAS PAGOU MAIS DE 1 MILHÃO DE EUROS AOS AGRICULTORES ANTES DO NATAL".

 

E QUE É FEITO DOS MILHÕES DE EUROS QUE SÃO PROVENIENTES DOS LITROS DE VINHO DOS NOSSOS PEQUENOS PRODUTORES DE BAIÃO?

 

VOLTARAM PARA OS SENHORES DAS QUINTAS E QUINTINHAS À CUSTA DA ESTRATÉGIA DE ABANDONO DA NOSSA ADEGA COOPERATIVA?

 

SERÁ QUE OS POLÍTICOS DA NOSSA TERRA SE TÊM ESFORÇADO POR GERIR DEVIDAMENTE OS INTERESSES COMUNS DE TODOS E SOBRETUDO EM (IN)FORMAR E DEFENDER OS MAIS PEQUENOS E MAIS FRAGILIZADOS? CLARO QUE NÃO!!! NÃO!!!NÃO E NÃO!!!

 

Entretêm é o povo com festas e festarolas que visam apenas o protagonismo ou enriquecimento de meia dúzia de senhores que se acham donos de Baião.

 

BAIÃO É TODA UMA TERRA E TODA UMA GENTE E NÃO APENAS MEIA DÚZIA DE INDIVIDUALIDADES OU SENHORES.

 

SINTO TUDO ISTO E MUITO MAIS SOBRETUDO PELO SUOR QUE VI E SENTI ESCORRER PELA CARA DOS MEUS AVÓS E PAIS.

 

Tantas "dornas" (vasilhas) de uvas para ali transportei a chamar os bois dos meus avós e mais tarde em cima de tratores a que nos agarrávamos no percurso para a escola primária só para "roubar" uma uvas - era a fome! (ESPERO QUE NÃO VOLTE!

 

Custa-me mesmo muito ver que aquilo que se construiu com enorme esforço e que tanto ajudou os pequenos agricultores e vitivinicultores, hoje sejam espaços a ficar dotados ao abandono e só a pensar no lucro de um ou outro tipo privado ou das quintas e quintinhas que estão a voltar ao regime senhorial e a fazer o trabalhador agrícola o novo escravo.

 

Longe vão os tempos em que se falava no porto dos produtos agrícolas de Baião e do bom vinho verde que todos reconheciam. Quando eu vim trabalhar para o Porto e estudar para o ensino superior, se falasse que era de Baião, diziam-me logo - "TERRA DE BOM VINHO, BOA LARANJA, BOM FUMEIRO, BOA GENTE E BONS PRODUTOS AGRÍCOLAS".

 

Hoje conhecem (ouvem falar) de Baião, é certo, mas não pelos valores mais sustentáveis de um concelho. Conhecem ou ouvem falar da nossa terra e de algumas pessoas não pelo que sustenta a nossa terra e nossa gente, mas pelo protagonismo político e por muita festa popular que passa na TV a qual só entretém e ilude o povo humilde, mas que verdadeiramente pouco ou nada resolve. Basta olhar para as dificuldades e constrangimentos com que se debate a nossa terra e a nossa gente.

 

Ao menos ainda se vai reconhecendo o salpicão e o anho assado no forno, mas isso não alimenta a maioria do povo de Baião nem torna uma terra sustentável para todos, apenas dá uns trocos a uns restaurantes da Vila de Campêlo. Poderão ainda falar nos grandes hoteis, mas espero que não derrubem mais postos de trabalho nem o turismo de habitação em espaço rural que poderiam empregar muito mais gente e dinamizar todo o concelho. Não deixem que o melhor vá pelo rio abaixo!

 

Como eu gostava de ver o Concelho e todas as mais-valias devidamente cuidadas e rentabilizadas em prol da nossa terra e da nossa gente, mas só olham para outros jogos de interesse ou de protagonismo.

 

Hoje Baião é mais festa e protagonismo central do que toda uma terra e uma gente.

 

É com tristeza que digo isto da minha terra. Mas é o que sinto e constato.

 

Enquanto uns se projetam para dali sair eu procuro sempre voltar e sentir.

 

Sinto a minha terra e a minha gente, tal como sinto as enormes dificuldades desta gente que lá deixei e que lá é obrigada a sobreviver. SIM, A SOBREVIVER, A TER DE TRABALHAR FORA OU A EMIGRAR!!!

 

Um lamechas baionense.

 

José Pereira (Zé de Pedreda - Gôve - Baião)

 

 

 

O QUE É O COOPERATIVISMO:
O cooperativismo preconiza a colaboração ou associação de pessoas ou grupos com os mesmos interesses, a fim de obter vantagens comuns para as suas atividades agrícolas, vitivinícolas, habitacionais, comerciais ou económicas, entre outras. O "associativismo cooperativo" tem por fundamento o progresso social da cooperação e da comunidade local, sobretudo por via do auxílio mútuo, segundo o qual, aqueles que se encontram na mesma situação desvantajosa de competição, conseguem, pela entreajuda e pela soma de esforços, garantir uma cultura preços justos e sustentáveis, capazes de poderem garantir uma vida digna para todos. Como fator socioeconómico, o cooperativismo atua no sentido de reduzir os custos de produção, de obter melhores condições de produção, de prazos, de preços, de manutenção, de edificação de instalações de uso comum,entre outros que visam interferir no sistema em vigor, de modo a alcançar soluções alternativas que melhor sustentem a atividade e melhor defendam o interesse comum.

 

VEJA AQUI OS NÚMEROS E VALORES DO COOPERATIVISMO EM PORTUGAL:
http://www.cases.pt/0_content/actividades/aic-2012/AIC%202012_O%20sector%20cooperativol%20em%20Portugalv3_BRAGA_24%2003.pdf

 

 

 

 

 

 

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