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n'O RABELO | VW, UMM e o carro de bois. (Por José Pereira)

por José Pereira (zedebaiao.com), em 31.08.17

Quando não conseguirmos andar de volkswagen, poderemos sempre tentar andar de UMM (União Metalo-Mecânica). Não podemos é arriscar voltar ao carro de bois.

ZE tecnologias_2017 (1).jpg

A INDÚSTRIA DAS MULTINACIONAIS ESTRANGEIRAS PAROU?

PORQUE É QUE NÃO PARAM AS NOSSAS?

PORQUE AS NOSSAS, HÁ MUITO  QUE FORAM DESTRUÍDAS OU ABSORVIDAS!!!

O domínio do desenvolvimento tecnológico e científico pelas grandes empresas multinacionais, que hoje suporta a indústria e o comércio moderno, já afundou à muito a base sobre a qual a burguesia assentou e desenvolveu o seu próprio regime de produção e de apropriação. Não é por acaso que as grandes empresas de desenvolvimento tecnológico pagam viagens a políticos e governantes. E podem crer que não é para irem lá aprender o modelo de negócio, para o colocar ao serviço da nossa economia.

 

Já dizia o Eça de Queirós que "aqui importa-se tudo... e tudo vem em caixotes pelo paquete". Mas será que o comércio e a industria "não foram feitos para nós"? Teremos alguma incapacidade intelectual ou científica? É que a rede também nos liga ao Mundo e liga todo o mundo a nós.

 

Não podemos ser bons para os de fora, nem só lá fora!
Dizia Fernando Pessoa que "o comércio é uma distribuição, centrífuga ou centrípeta", ou seja,  uma força em movimento circular, que puxa o corpo para o centro da trajetória. Por isso, estamos à espera de que? De ficar sempre do lado de fora da trajetória?

 

Dizia Marx que "os comunistas têm sido acusados de querer abolir a propriedade adquirida pessoalmente, fruto do próprio trabalho e do mérito pessoal", contudo, no que toca à propriedade dos pequenos e médios empresários, não é preciso aboli-la, porque umas poucas grandes empresas multinacionais, há muito que estão a arrasar tudo. E ninguém acusa os neoliberais capitalistas.

 

Inibir ou mesmo "proibir um grande povo de fazer tudo o que pode com cada parte do seu trabalho e da sua produção ou de empregar o seu capital e indústria do modo que julgar mais vantajoso para si mesmo, é uma violação manifesta dos mais sagrados direitos da humanidade.” (Adam Smith)


Henry Ford dizia que "o verdadeiro objetivo da indústria não é o lucro e que o empresário deve sempre propor-se a produzir bens e serviços úteis à sociedade". Por isso, quando não conseguirmos andar de VW, poderemos sempre tentar andar num UMM (União Metalo-Mecânica), ou mesmo num segway e drone português.

 

Transportando para a atualidade o pensamento de Juscelino Kubitschek, poderíamos dizer que seria bom transferir para o nosso território as bases do desenvolvimento científico e tecnológico e fazer da indústria e do comércio moderno o centro dinâmico das atividades económicas. Contudo, teimamos em continuar a exportar os jovens e menos jovens mais qualificados e excelentemente preparados pelas nossas Universidades e Politécnicos.

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BCE censura Portugal.jpg

No artigo do boletim económico (ver artigo) publicado pelo BCE é feito um balanço sobre o desempenho dos países da Europa, em matéria de reformas estruturais. 

O artigo incide sobre cinco grupos de medidas que foram divididas numa escala com cinco níveis: “sem progressos”, “progressos limitados”, “alguns progressos”, “progressos substanciais” e “progressos totais”.

Contudo, as grandes preocupações dos avaliadores recaem sobre as medidas que dizem respeito às políticas que interessam aos mercados financeiros e não propriamente às políticas sociais e económicas que dizem respeito a todas as pessoas.

 

De acordo com a avaliação da Comissão, a implementação das reformas do já conhecido "modelo de mercado" é particularmente fraca, quando comparada com outras, como por exemplo, as reformas de âmbito social e laboral.

Apelam por isso:

  1. que se aposte na redução das barreiras que impedem as novas empresas de entrarem nas indústrias da energia, transportes, comunicações, entre outras;
  2. que o país se abra a profissões ainda "fechadas", como por exemplo a precariedade ou a UBER;
  3. que melhore o enquadramento legal, a fim de promover a concorrência.

 

Dizem que estas exigências visam "alcançar um crescimento mais forte da produtividade e fomentar o investimento.

Mas será essa a Europa que os cidadãos europeus querem ver implementada?

Não sei se sobreviveremos neste mercado regido pelos lobbies financeiros instalados junto do poder político em Bruxelas.

 

O BCE (ou seja, os representantes dos grandes interesses financeiros) mostra-se chocado com o facto dos países “vulneráveis” não se terem concentrado, durante o ano de 2016, num esforço que dizem pretender ser "reformista". Mas quais são as reformas de que depende o sucesso da Europa? Será que este rumo político-financeiro sustentará a Europa unida e coesa? Duvido muito!.

 

O certo é que, “de modo geral, os estados-membros da UE tomaram medidas insuficientes para implementar as reformas que respondem às recomendações específicas feitas para cada país”. 

Será que essas recomendações são as que fazem mais sentido?

Teremos de perceber antes do capitalismo ou o populismo e a demagocia vencerem.

BCE censura Portugal_2.jpg

 

 

Portugal

Recomendação da Comissão pdf - 129 KB [129 KB] Deutsch (de) English (en) français (fr)

Recomendação do Conselho

Relatório por país de 2016 pdf - 2 MB [2 MB] English (en)

Programa nacional de reformas pdf - 3 MB [3 MB]

Programa de estabilidade pdf - 3 MB [3 MB]

Informações sobre medidas previstas e medidas já adotadas pdf - 493 KB [493 KB]
Síntese do programa nacional de reformas pdf - 383 KB [383 KB] English (en)

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Irei insistir e desassossegar as vezes que sejam necessárias.  

emigração_portugueses explorados no Luxemburgo.j

 

 

 

 

Todos aqueles que se dizem nossos representantes, que pouco ou nada fazem e que pouco ou nada representam,  mas que por cá e por lá ganham centenas de milhares de euros em lugares bem confortáveis e acomodados,  não nos venham dizer, como faz o sr. Passos e o sr. Silva, que de nada sabiam ou que isto é mera pré-campanha eleitoral, até porque as problemáticas decorrentes das políticas neoliberais, da austeridade irresponsável e insensível, do desemprego e da emigração forçada,..., já são velhas na Europa e do conhecimento de todos. 

 

Será que já se esqueceram do que aconteceu por cá e por essa Europa fora com os cidadãos emigrantes do Leste da Europa?

  

É esse presente e futuro que pretendemos para os portugueses e para a Europa dos cidadãos?

Onde pára a Europa dos Cidadãos, da coesão,  da solidariedade e da responsabilidade social e empresarial?

  

Isto não é a Europa dos Cidadãos.

 

Isto é a Europa das máfias,  dos interesses financeiros instalados,  de umas centenas de eurodeputados interesseiros, entre outros serviçais alapados, que tudo corrompem, exploram e destroem. 

 

Pobre país e pobre Europa que encaminham para a destruição. Agora até já falam na Europa dos exércitos, das guerras e dos mercenários que pretendem criar para imporem o neoliberalismo capitalista, sem se preocuparem minimamente com os humanos cidadãos. 

 

A Europa já está destruída. Isto não é a Europa e muito menos social democracia. Isto é uma organização politico-empresarial ao serviço de  meia dúzia de gigantes privilegiados e das grandes praças financeiras que já nem europeias são. 

 

Senhores eurodeputados, governantes, deputados, dirigentes políticos e sindicais... SERÁ QUE AINDA NÃO TÊM VERGONHA NA CARA?

SERÁ QUE SE SENTEM NOSSOS REPRESENTANTES?

 

É PARA ISTO QUE SERVE A EUROPA?

 

SERVE O QUE E A QUEM?

 

SERÁ QUE SÓ SERVE PARA PAGAR 200 OU 300 MIL EUROS POR ANO A CADA EURODEPUTADO ENTRE OUTROS LUGARES E MORDOMIAS DE ETERNOS ALAPADOS?

 

Tenham vergonha na cara!

Toda esta gente, mais ou menos qualificada, forçada à emigração e tantas vezes explorada, também são seres humanos e eurocidadãos.

 

É toda esta gente que lhes paga os chorudos salários e mordomias e ainda lhes presta os serviços mais duros que a esmagadora maioria dos políticos e governantes nunca fizeram na vida, não querem, nem sabem fazer.

 

Não venham dizer que desconhecem este e outros assuntos e problemáticas sociais, nem nos venham com as conversas da treta,  como faz o sr. Passos Coelho e o sr. Silva, porque este grave problema nacional e europeu é do do vosso conhecimento e do domínio público.

LEVANTEM O RABINHO DA CADEIRA. SENDO QUE NEM PARA TRABALHAR NAS OBRAS SERVEM.

 

Há muito que se sabe que há trabalhadores portugueses (entre outros emigrantes) que estão a ser explorados e mesmo escravizados por esta Europa fora, sendo que todos os eurodeputados, deputados, governantes, dirigentes políticos e dirigentes sindicais têm conhecimento disto e de muito pior, mas pouco ou nada fazem.

 

Se fosse para defender uma determinada classe alta de lugares ou de interesses, movimentavam-se por tudo quanto é canto e até muitas conferências e comunicações políticas, nacionais e europeias, fariam.

  

Mas pelos pobres trabalhadores, já fragilizados e forçados a emigrar para sustentar as suas famílias e não verem penhoradas as suas casas, nenhum governante ou dirigente partidário levanta o rabinho da cadeira para colocar os "nossos" representantes a fazer o que lhes compete,  que é representar e defender todo um povo e a Europa do trabalho, da justiça social e laboral e dos cidadãos solidários e livres. 

 

Salários dos eurodeputados variam entre 618% e 2.051% acima da média do salário de cada país

por zedebaiao, em 01.04.14
 

Vejam aqui (http://www.rtp.pt/play/p1047/e153532/sexta-as-9-ii) quanto nos custa esta e muita mais gente que nem chegamos a conhecer, bem como todo um sistema político-financeiro instalado. Reflitam sobre quanto vai ganhar por essa europa fora um Enfermeiro, um Engenheiro, um médico, um pedreio, uma doméstica, ou qualquer outro técnico superior altamente qualificado. 

 

deputados europeus, enfermeiros, médicos,  advogados, engenheiros,  europa, emprego

Será que o político é melhor e mais qualificado do que qualquer técnico superior altamente qualificado que seevê obrigado a ir trabalhar por essa Europa fora? Não,  não é certamente! Está é ao serviço de uma estrutura e de um sistema que visa explorar a maioria da população em prol de gigantes grupos empresariais e financeiros, sendo que, em vez do sistema político assentar nas pessoas e na eurocidadania, assenta no jogo de interesses do dinheiro.

 

Não sejam cegos!  SEJAM EXIGENTES PARA O BEM DE TODOS!

A maioria dos portugueses e sobretudo desta juventude está a passar por gigantes dificuldades. Por isso, os políticos têm a obrigação de estar ao serviço da gigante problemática social e não do gigante interesse financeiro e empresarial.

ACORDEM QUE JÁ SÃO MAIS DE UM MILHÃO DE DESEMPREGADOS! A CAUSA, OS VALORES E O VOLUNTARISMO ANDAM MUITO DISTANTES DOS DIRIGENTES POLÍTICOS. DEIXEM SE SER MASSA PARA CANHÃO DIRIGENTE! SEJAM MASSA PARA VOSSA DEFESA!

 

Recordam-se das respostas dadas recentemente por alguns políticos e comentadores que, quando questionados sobre o aumento da pobreza em Portugal,  responderam "era inevitável, não há outra solução, a pobreza vai aumentar com os cortes que se anunciam e se o TC chumbar o que tem em mãos, ainda vai ser pior". 

 

Pois bem, face a estas respostas, que hoje começam a ser transversais a todos os alapados neoliberais e capitalistas (da esquerda à direita), creio que este tema merece um debate muito sério a nível nacional e europeu e a começar já pelos salários dos (euro)deputados, sendo que são estes os principais (i)responsáveis perante a situação social e económica de cada Estado-Membro. 

 

 

vitor gaspar, salários eurodeputados europeias 2014

  

Do estudo que se segue e falando de pobreza, poderemos concluir que, no final do mandato de cada eurodeputado, este terá arrecadado cerca de 1,2 milhões de euros a fazer 5 anos de sacrifícios pelos 20% de pobres existentes na população portuguesa.

 

A maioria de nós, em Portugal, se auferir 485€/mês, terá de trabalhar 32 anos para conseguir ganhar/pagar o salário anual de um só eurodeputado ( 219.391,00€/ano). Se auferisse em média o valor do salário médio português (905€/mês), teria de trabalhar cerca de 20 anos para conseguir ganhar/pagar o salário médio anual de um eurodeputado.

 

Segundo uma pesquisa realizada no ano passado, veio a concluir-se quanto ganham os eurodeputados, sendo de destacar que estes auferem salários que variam entre os 618% e os 2.051% acima do valor médio que o comum dos cidadãos de cada Estado-Membro recebe mensalmente.

 

No caso de Portugal, os eurodeputados encontram-se a ganhar 1.084% a mais dos que a média a que o comum dos portugueses tem acesso. Constatando-se que os eurodeputados portugueses ganham em média £15.471 libras por mês (18.565€/mês), sendo que a este salário ainda acrescem outras regalias e subsídios (cabeleireiro, combustível, provisões para atendimentos e viagens).

 

Afinal de contas os (euro)deputados encontram-se na política para combater as desigualdades sociais e económicas, ou seja, para servir uma causa e o interesse público/bem-comum ou simplesmente para determinar os seus salários e fazerem uma vida desafogada à custa de todo um povo?

 

Afinal de contas Portugal e a Europa está em crise ou com dinheiro a mais em Bruxelas? É que esse dinheiro faz imensa falta aos portugueses!

 

É que, por cá, os pobres aumentam de dia para dia e a pobreza já atinge 20% da população!

 

Será que o povo tem de continuar  a sustentar tudo isto e mais alguma coisa a criar? Agora ainda vêm com Bancos de Fomento para criar mais uns postos de mordomias altamente remunerados. Onde irá parar a Europa, a Democracia e a percentagem da pobreza?

 

Já sei que vão dizer que a Democracia tem custos (eu sei e aceito isso), mas os custos não têm de ser desta ordem de grandeza e deveriam ter um peso de empenhamento, de voluntarismo, de solidariedade e de responsabilidade social muito superior ao interesse empresarial e financeiro. Afinal de contas todos dizem que estão na política e nos lugares de governação para nos servir e não para se servirem. Se assim é, porque não começar com o exemplo de cima para baixo e começar já a demonstrar essa causa pública, bem como esse voluntarismo humano e cívico que deveria ser a marca de cada político/governante?

 

salário dos eurodeputados europeias 2014

  

Mas os valores não se resumem apenas ao que consta na imagem, sendo que todos os eurodeputados têm acesso a um conjunto de regalias (cabeleireiro, combustível, subsídios para atendimentos e viagens), tendo-se concluído que, em média, os salários dos eurodeputados nos custam cerca de £137 milhões de libras (164 milhões de euros/mês (libra=1,2€)), sem se incluir os respetivos subsídios.

 

Este estudo veio demonstrar que os eurodeputados recebem em média £182.826,00 ( 219.391,00€/ano), incluindo os subsídios e viagens. Este valor é  20 vezes maior do que o salário médio português (905€ X12=10.860€) e quase dez vezes maior do que o salário médio da UE, que rondará as £18.617 (22.340€) por ano. Em termos percentuais, também é 695% maior do que o salário médio do Reino Unido, que ronda as £23.000 libras (27.600€), sendo que está cerca de 8 vezes acima da média salarial do Reino Unido. 

 

A maior discrepância nos rendimentos corresponde à Bulgária (£8500  libras (10.200€) por mês), sendo que, apesar de corresponder  à maior percentagem relativa à média dos salários no próprio País (2.051%), quando comparado com o salário médio dos eurodeputado, este correspondendo a menos de uma vigésima parte do salário médio dos eurodeputados. Mas, mesmo parecendo pouco, note-se que um cidadão comum da Bulgária teria de trabalhar cerca de 108 anos para conseguir pagar/ganhar o salário médio anual de um eurodeputado.

 

A maioria de nós, em Portugal, se auferir 485€, terá de trabalhar 32 anos para conseguir ganhar/pagar o salário médio anual de um só eurodeputado. Se auferisse em média o valor do salário médio português (905€/mês), teria de trabalhar cerca de 20 anos para conseguir ganhar/pagar o salário médio anual de um eurodeputado.


Poderemos concluir que, no final do mandato de cada eurodeputado, este terá arrecadado cerca de 1,2 milhões de euros a fazer 5 anos de sacrifícios pelos 20% de pobres existentes na população portuguesa.

  

salário dos eurodeputados deputados parlamento europeu

 

 

Quem é que, por estes valores, não estaria disponível a sacrificar a vida durante 5 anos de trabalho político em prol dos pobrezinhos? Não haverá voluntários em Portugal e na Europa com capacidade e compatência para fazer bom trabalho cívico e político?

 

Depois temos ainda políticos e comentadores da direita à esquerda que andam constantemente a afirmar que a pobreza é inevitável. 

 

Só a morte é que é fatal! Nada é inevitável, sejamos é corajosos e não nos deixemos roubar! Já vamos com 20% de população atingida pela pobreza. Será que pretendemos ser mais 1 a acrescentar a essa pobreza.

 

Eu não me resigno a discursos de fatalismos.

 

Basta de tanto silêncio e de 40 anos de conformismo ou comodismo! É necessário responder com um determinado grau de rebeldia responsável.

 

Portugal é de todos os portugueses e a Europa é de todos os eurocidadãos.

 

 

Ontem, estes dois comentaristas (não comentadores) deram mais uma prova do seu veneno ultra-liberal que os segue. O primeiro na RTP-Informação, teve pela frente alguém que o colocou em sentido  (Carvalho da Silva) e até o obrigou a fazer cara de mauzinho com caretas e tudo. O segundo, na sua habitual e sem contraditório sessão de propaganda liberal na TVI. A ambos foi-lhes perguntado como é Portugal ter atingido 20% de pobreza. Os ditos, na sua arrogância de tipos bem-de-vida responderam o mesmo: "era inevitável, não há outra solução, a pobreza vai aumentar com os cortes que se anunciam e se o TC chumbar o que tem em mãos, ainda vai ser pior" Quer dizer, para estes dois macacos (sem ofensa para os ditos), para "salvar"  o capitalismo vigente, o povo tem de continuar com fome e se aumentar tanto melhor. Uns verdadeiros crápulas estes dois.
Para estes e muitos outros políticos e comentadores, é necessário salvaguardar lugares bem remunerados e os interesses capitalistas instalados, sendo por isso que, para estes senhores, a pobreza "é inevitável, não há outra solução, a pobreza vai aumentar com os cortes que se anunciam e se o TC chumbar o que tem em mãos, ainda vai ser pior".
 

Que seja "inevitáel" para eles e não para o comum dos cidadãos!

 

 

MIGUEL PORTAS DEIXOU UM EXEMPLO E UM RECADO A TODOS OS (EURO)DEPUTADOS QUE TAMBÉM SÃO MORTAIS, MAS PARECE QUE TODOS SE RECUSAM A SEGUI-LO. O DINHEIRO FALA MAIS ALTO DO QUE A CO-RESPONSABILIDADE ECONÓMICA E SOCIAL. FALTA VOLUNTARISMO AO POLÍTICOS DE HOJE!

Miguel Portas teve a coragem de criticar a ostentação gratuita, que concedeu aumentos aos rendimentos dos (euro)deputados, enquanto continuam a sacrificar todo um povo e a arruinar a Europa. Enquanto a pobreza aumenta, os (euro)deputados decidem melhorar a vida da sua classe e manter um jogo central de interesses instalados que se resume a um sistema político-empresarial instaldo e transversal a todos os partidos.

 

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CRISE: O F(I)M(I) ESTÁ MAIS PRÓXIMO DO QUE IMAGINAMOS

por José Pereira (zedebaiao.com), em 18.07.14

Vivemos hoje num sistema nacional, europeu e internacional exausto e incauto. Andamos de novo entre banqueiros e dilapidadores privatizadores, ou seja, entre corruptos e excêntricos (des)governantes e gastadores. O Ministro da Defesa (José Pedro Aguiar-Branco) defendeu recentemente que "todas as empresas públicas ligadas à defesa e à segurança podem ser privatizavas". Afinal de contas o que é que mais há para privatizar? Em breve já pouco ou nada tem este "nosso?" país! Já podemos imaginar o cenário: quando os níveis de lucro estiverem em baixa, basta provocar uma guerra para voltar a aumentar os lucros e a subir as ações em bolsa. Não importa quem morra nem o tipo de aviões que se abatam. Ao que chegou a ganância e ambição destes excêntricos neoliberais capitalistas!!!Governo de Portugal Ministro da Defesa Aguiar-Branco Privatização de tudo da defesa e segurança

 

Atendendo a que este Governo está próximo do fim e tomando por base a situação nacional e europeia, devemos permanecer todos muito atentos, sendo que o primeiro caminho que a crise pode tomar é o despoletar de um caos nacional, europeu e mundial, agora por via de um choque violento e imprevisível. O estado de dilapidação do sistema social e económico nacional e europeu encontra-se já tão avançado que a sua coesão está à mercê de qualquer desastre em grande escala. Para perceber isso, basta observar a incapacidade dos nossos governantes e representantes, nacionais e europeus, para nos representar e socorrer enquanto eurocidadãos.

 

Todos conseguimos compreender, com alguma facilidade, que se é demasiado perigoso viver eternamente com dívidas superiores à nossa capacidade produtiva e/ou financeira, também devemos compreender que, se nos mantiverem eternamente sufocados em termos financeiros e produtivos, dificilmente conseguiremos sair do estado de pobreza em que nos encontramos e cairemos ao levar o primeiro safanão. Ora, só conseguiremos ultrapassar as dificuldades se investirmos e evoluirmos com os devidos cuidados e em condições minimamente sustentáveis. 

 

É certo que, apesar de eu ir aprofundando os estudos socioeducativos e socioeconómicos e investigando um pouco sobre liderança/governança e gestão/administração pública, só percebo de economia familiar e de bolso, mas sinto e constato, não só à minha volta, mas também nas instituições e nas famílias, gravissimas e insustentáveis situações sociais, laborais e económicas que, mais breve do que possam imaginar, farão colapsar não só o nosso país, mas também a vida de todos nós.

 

Que ninguém pense que está bem, até porque se a saúde e a vida não é garantida nem eterna, o mesmo sucede com o poder e com a suposta riqueza!

 

Sempre que regresso a casa, após mais um dia de trabalho em prol do apoio social e socioeducativo, vou angustiado com mais uma carrada de situações de fragilidade que me aparecem no dia a dia e para as quais já não consigo resposta socio-educativa, socio-económica e muito menos socio-laboral.

 

Por mais que critiquem os cidadãos e famílias que se vêem obrigadas a recorrer aos apoios socioeconómicos e socioeducativos, acreditem que a maioria não busca simplesmente esses apoios para se deitar a dormir ou sentar a fumar no café, como a maioria das pessoas dizem e generalizam.

 

A maioria destes cidadãos e famílias procuram uma simples e legitima oportunidade de trabalho para poderem seguir a vida individual e familiar condignamente!

 

Trabalho e convivo diretamente e diariamente com mais de 600 famílias economicamente carenciadas (muitas das quais já tiveram uma boa situação económica e familiar, mas hoje estão a entrar numa situação de pobreza extrema, de destruição familiar e sem fim à vista).

 

Acreditem que analiso uma a uma, ano após ano, e a situação é cada vez mais grave e preocupante. Não basta olhar para a realidade aparente que nos rodeia. Só quem trabalha nesta área consegue perceber concretamente o que se está a passar no interior de cada indivíduo e no seio de cada agregado familiar.

 

Vivemos hoje num sistema nacional, europeu e internacional exausto e incauto. Vivemos e convivemos com um sistema que nos esgota (a nós próprios e aos outros), e que por vezes nos rouba a humanidade, a sensibilidade e a solidariedade familiar e social.

 

Dizem-nos que a crise está perto do FIM. Será que trocaram as letras e voltaremos ao FMI e à austeridade da troika? O certo é que tudo não passa de um mero disfarce eleitoralista. Sim, a crise está perto, mas é do nosso fim:

  • Recentemente, aquando das eleiçoes europeias e dos arranjos nos altos lugares de poder europeu, vieram os suportes neoliberais capitalistas em reforço dos políticos submissos aos interesses financeiros (e não só), para disfarçar a exaustão do sistema económico-financeiro nacional, europeu e internacional;

  • Agora, e até às próximas eleições legislativas, de 2015, todos virão dizer que a situação dos bancos está estável, que o País está melhor, que nada de preocupante se passa no BES e na banca em geral, que a PT está ótima e a dizer OI, que a industria, a construção e o comércio estão a dar sinais de retoma, etc, etc, etc,... Continuarão a argumentar e a disfarçar com artimanhas estatísticas que o desemprego está a baixar, que até é possível baixar impostos (IRS/IRC e IVA) e mesmo que os salários e pensões vão ser repostos.

 

Acreditam nisso? Já olharam bem para o que se passa à nossa volta e por essa Europa fora? Por mais que eu gostasse que fosse verdade e não querendo viver numa sociedade derrotada pelo pessimismo, o facto é que a mim já não me enganam, pelo que devemos sempre agir e investir com muito cuidado!!!

 

Olhem bem à vossa volta e reflitam sobre o que se está a passar entre familiares, vizinhos e colegas de trabalho. Olhem bem para o que se está a passar nos bancos, nas empresas e nas instituições públicas!

 

A maioria do dicurso que nos tentam incutir é pura propaganda típica do famoso esquema ("think tank") de lavagem cerebral neoliberal capitalista, sendo que até os neoliberais capitalistas acabam a defender a intervenção do Estado para se salvaguardarem e depois voltarem a sugar todo um povo.

 

Continuamos a fazer de conta que existem políticos que dominam a arte ou ciência da organização, da direção, da governação e da administração da causa e da coisa pública.

 

Continuamos a sofrer, a pagar e a teimar em acreditar que os políticos se movem pura e simplesmente por todos nós e depois não somos minimamente exigentes para com os mesmos, aquando da prestação de contas.

 

Continuamos a querer acreditar que aqueles que vêm a seguir serão os salvadores e que vão mesmo ser melhores, mas voltamos a teimar em não ser exigentes connosco, e muito menos com os outros, aquando da prestação de contas.

 

Continuamos a facilitar e a permitir a promiscuidade entre a política de representação pública e os favorecimentos nos negócios privados. 

 

Continuamos a facilitar a desregulação comercial dos grandes grupos económicos e financeiros sem parar para pensar que, mais cedo ou mais tarde, os prejuízos recairão sobre nós próprios e sobre os nossos descendentes.

 

Continuamos e teimamos a fazer de conta que não vemos nem sabemos. Continuamos a aplaudir sem refletir. A calar ou a resignar para consentir.

 

No fundo, continuamos a permitir que nos usem, que de nós abusem e ainda a consentir que todo este sufoco seja passado para os nossos filhos e netos,...

 

Quando é que iremos parar para pensar, para agir e sobretudo para exigir? Sejamos exigentes connosco, com os nossos e sobretudo com os outros que têm a obrigação de nos representar devidamente e de gerir bem a causa e a coisa pública, ou seja, aquilo que é de nós todos e dos nossos descendentes.

 

Tenhamos sempre presente que o ser humano erra e parece naturalmente egoísta! Por isso, procuremos corrigir-nos e ajudar a corrigir.

 

Tenhamos sempre presente que, se no início os liberais defendiam a política económica do "laissez-faire" (deixa andar), até estes, mais tarde, viriam a converter-se à defesa da regulação dos mercados, sendo que não tinham previsto que a via liberal poderia vir a produzir indivíduos excessivamente poderosos e que tudo derrubariam por mero egoísmo capitalista, como era alertado por Friedman, ao referir que o objetivo principal não deveria ser o laissez-faire, mas sim a regulação pela concorrência do mercado, mercado este que, sem o devido e salutar controlo sobre a concorrência, iria desenvolver indivíduos e interesses particulares extremamente poderosos e destruidores de toda a economia. Note-se que a regulação não visa proteger só os cidadãos. Visa também a assunção da responsabilidade individual e social, a par da solidariedade e da sustentabilidade social e empresarial. O problema é que, face ao poder e domínio dos grandes grupos económicos a concorrência do mercado não se regula por si só. É necessário e urgente a intervenção de entidades reguladoras que defendam o interesse público e o bem comum.

 

Alibaba, IPO, China, Facebook, eBay, Jack Ma, google

 

É tempo para nos questionarmos sobre como é que um grupo de mulheres e homens excêntricos e neoliberais capitalistas poderão mudar a política nacional, europeia e mundial para o bem comum? Se elas e eles não mudam, teremos de ser nós a mudar e a força-los à mudança.

 

 

Acredita nesse neoliberalismo capitalista? 

 

Se não acredita, acredite pelo menos em si e reflita sobre os porquês de permitir e consentir que os seus/nossos líderes políticos introduzam o seu/nosso país, partido, movimento, instituição, associação,..., no seio dos movimentos e dos jogos de interesses neoliberais capitalistas? Eu já aqui havia escrito algo sobre esta temática, mas volto a insistr.

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ALIBABA: Do ataque ao comércio tradicional até ao domínio mundial

por José Pereira (zedebaiao.com), em 13.05.14

Continuemos a fazer de conta que existem políticos que dominam a arte ou ciência da organização, da direção, da governação e da administração da causa e da coisa pública. Continuemos a facilitar a desregulação comercial dos grandes grupos económicos e financeiros que um dia veremos onde iremos parar!  Os neoliberais não conseguiram perceber que o laissez-faire poderia vir a produzir indivíduos excessivamente poderosos, como era alertado por Friedman, ao referir que o objetivo principal não deveria ser o laissez-faire, mas sim a regulação pela concorrência do mercado, o qual, sem controlo, iria desenvolver indivíduos e interesses particulares extremamente poderosos: esta via, segundo ele, visava proteger os cidadãos e não deixar os mercados descontrolados. O problema é que, face ao poder e domínio dos grandes grupos económicos a concorrência do mercado não se regula. 

Alibaba, IPO, China, Facebook, eBay, Jack Ma, google

 

Como é que um grupo de homens apelidados de excêntricos e neoliberais capitalistas poderão mudar a política europeia e mundial para o bem comum? Acredita nesses homens? Se não acredita, porque é que aceita que os seus líderes políticos introduzam os seu partido no seio destes movimentos liberalizadores e desreguladores? Eu já aqui havia escrito algo sobre esta temática.

 

Nunca consegui compreender porque é que os comerciantes tradicionais foram abandonando as suas/nossas lojas e os chineses, marroquinos e indianos as foram rentabilizando. Se eles começaram a importar os produtos e a conseguir rentabilidade, nós também teríamos a obrigação de conseguir, até porque já cá estávamos e as lojas eram "nossa" propriedade.

 

Fomos adormecendo à sombra de uma vida de ilusões e os nossos políticos e (des)governantes foram-se envolvendo e sustentando com outros negócios de milhões.

 

Preparem-se que o Alibaba e os 40 ladrões da China vão tomar conta dos mercados mundiais.

 

Grupo Alibaba, que para muitos faz lembrar dos 40 ladrões e que os capitalistas fabricam como negócio, é comandada por Jack Ma, que, em 1999, era apenas um simples professor de inglês em Hangzhou, perto da cidade de Shangai.

 

Este senhor visualizou ou serviu de visualização para a potencialidade do e-commerce, oriunda da China, sendo que as suas vendas só no ano passado chegaram aos 5,7 mil milhões de dólares, sendo maior que a eBay e a Amazon juntos.

 

Referiu recentemente o Sr. Jack Ma que pretende ultrapassar o Google e o Facebook e acreditem que vai conseguir, sendo que continuamos a importar os negócios da China sem a devida regulação, situação que acabará por matar todo o mercado europeu. O comércio tradicional já está morto e a seguir serão atingidos mesmo aqueles que julgam ser os poderosos a nível nacional, mas que não são nada face ao poder de globalização comercial chinês, apoiado pelos nossos políticos e (des)governantes que se alimentam à custa da exploração de todo um povo e das benesses conseguidas pela subserviência ao gigantes grupos económicos e financeiros.

 

Jack Ma já é visto como o maior filantropo da China e começa agora a ser vendido como um tubarão na Europa e na América, sendo comparado com Andrew Carnegie nos Estados Unidos, que atuou no final do século XIX e início do século XX. "Na China é uma verdadeira celebridade, maior que Steven Jobs, Bill Gates ou Mark Zuckerberg e sem nunca ter escrito uma linha de código na vida".

 

Segundo um expressivo artigo publicado no Economist e hoje revendido no Económico à boa maneira das técnicas "think tank" (Academias de transmissão de pensamento ideológico de direita), as pesquisas dos analistas sugerem que a sua empresa poderia valer hoje 150 mil milhões de dólares. Consta que a receita do Alibaba terá subido mais de 50% nos últimos nove meses de 2013 e a sua margem de lucro estará hoje com um crescimento superior a 40%.

 

Por isso, comprem, comprem ilusões e deixem-se estar a viver com tostões. Não exijam a devida regulação dos mercados. Deixem-se estar sentados à espera que o sistema capitalista neoliberal venha colocar em funcionamento a concorrência justa e leal. 

 

Na década de 40, três homens começaram uma batalha solitária contra as novas políticas coletivas, dando assim origem ao neoliberalismo.

  • Karl Popper, filósofo e ex-comunista, criticou pensadores de Platão a Marx que valorizavam o coletivo sobre o individual. 
  • Ludwig von Mises, um economista e ex-esquerdista, defendia que a burocracia não continha os meios para conter-se e muito menos para conseguir a regulação dos mercados financeiros. 
  • Friedrich Hayek defendia que o planeamento e regulação a nível central era impossível, reforçando que nenhuma pessoa, por mais inteligente que fosse, não conseguiria saber  o que as pessoas queriam e precisavam. Os senhores do capital e dos mercados é que sabem o que as pessoas querem e precisam, sendo para isso que desenvolvem estes eventos à boa maneira do "think tank" neoliberal capitalista da escola económica austríaca.

Note-se que até Popper procurou atrair o maior número possível de pessoas para esta linha de pensamento, até mesmo os socialistas, tendo mais tarde vindo a detetar falhas na ideologia do mercado, comparando-a a uma religião.

 

Mas o senhor Stedman Jones acabau até por brincar com estas disputas professorais, tendo afirmado que nunca nos devemos esquecer da palavra "neoliberal" nem do seu verdadeiro significado, sendo necessário derrubar os pugilistas originais e seus seguidores que são contra a regulação estatal. 

 

Milton Friedman, um economista de Chicago, proferiu a palavra "neoliberal" num ensaio de 1951, intitulado "O neoliberalismo e as suas perspectivas". Ele defendia nesse ensaio o "caminho do meio" entre o inimigo do coletivismo e os excessos do liberalismo do século XIX. 

 

O problema é que os neoliberais não conseguiram perceber que o laissez-faire poderia vir a produzir indivíduos excessivamente poderosos, como era alertado por Friedman, ao referir que o objetivo principal não deveria ser o laissez-faire, mas sim a regulação pela concorrência do mercado, o qual, sem controlo, iria desenvolver indivíduos e interesses particulares extremamente poderosos: esta via, segundo ele, visava proteger os cidadãos e não deixar os mercados descontrolados. O problema é que, face ao poder e domínio dos grandes grupos económicos a concorrência do mercado não se regula.

 

Saibamos dizer aos dirigentes de matriz ideológica socialistas, bem alto e de viva voz, que não aceitamos novos alinhamentos de centro-direita, nem votaremos em candidatos a deputados que defendem e têm apoiado um alinhamento à direita, só por se tratar do caminho mais fácil.

Os socialistas, e portugueses em geral, só poderão aceitar votar nas listas do PS depois dos seus líderes afastarem os políticos de pensamento ideológico favorável ao alinhamento à direita liberal e se comprometerem com um rumo de viragem à esquerda, devendo clarificar muito bem que medidas dos últimos Governos e desta Europa pretendem  manter ou revogar num futuro próximo. 

 

 

 

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