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PS: RESULTADOS ELEITORAIS

por José Pereira (zedebaiao.com), em 29.09.14

 

 

Neste espaço (https://www.psprimarias2014.pt/#resultados) são apresentados os resultados provisórios por estrutura organizacional federativa do Partido Socialista (PS).

 

Agora, o foco da missão e da estratégia deve ser Portugal.

 

No entanto, há ainda um partido para reorganizar e credibilizar por via da pluralidade que é característica do PS.

Espero que esta reorganização não deixe de parte a matriz ideológica que está bem determinada desde a fundação do PS. Inovar e renovar não implica que se abandone a matriz ideológica com que os socialistas se identificam e pela qual sempre lutaram e trabalharam. Mas é necessário e urgente renovar e inovar com respeito pelo passado e a pensar no futuro.


 Os socialistas são ideologicamente de esquerda democrática.


Quanto ao processo eleitoral, estejamos cientes de que a arrogância política, o insulto ou o ataque pessoal baixo, não se esbatem com outro ataque igual.

 

Ganhar ou perder é um resultado normal em democracia. Mas saber aceitar e respeitar os resultados é um dom das mulheres e homens democratas.

 

Viver em democracia e aceitar os resultados não é, nem deve ser, um conformismo disfarçado. É legítimo que se lute por aquilo em que se acredita. Todos temos e devemos continuar a ter convergências e divergências, sendo isso óptimo para a democracia, para o PS e acima de tudo para o País.

 

Saibamos conviver em democracia e acabemos com os insultos e ataques baixos, sendo que estes nos levam a retaliar ou a defender nos mesmos termos. Mas para isso é necessário liderar, gerir ou governar com seriedade e empenhamento.

 

O processo eleitoral e as ambições, legitimas ou exageradas, por vezes descontrolam a nossa maneira de ser e acabam por nos fazer perder a razão, mas, agora que estamos mais serenos, continuemos a ter e a conviver num partido plural de ideias, de opiniões, de projetos e mesmo de legítimas aspirações, mas sem atropelos, sem afastamentos ou expulsões e sem excessivas ambições pessoais.

 

A missão deve estar sempre focada para o interesse comum e para Portugal, mas nunca para o nosso umbigo. Devemos saber trabalhar pelo que as pessoas precisam e não pelo que algumas pessoas querem.

 

Eu estarei sempre nessa luta.

 

Mas recordo que, apesar da maior quota de responsabilidade residir agora do lado de quem ganhou, sendo que é a quem compete, em primeiro lugar, dar o exemplo e trabalhar para servir o nosso país, o certo é que aqueles que perdem também têm uma boa quota parte sobre a responsabilidade do que venha a ser feito.

 

Por isso, saibamos viver e conviver em democracia, mas sem os eternos conformismos inconformados.

Calar e consentir para depois apunhalar é pior do que desassossegar.

 

Resultados eleitorais das eleições primárias do Partido Socialista (PS) 2014 com José Seguro e António Costa

 

 

 

 

Resultados eleitorais das eleições primárias do Partido Socialista (PS) 2014 com José Seguro e António Costa

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PS: António Costa vence eleições primárias do PS

por José Pereira (zedebaiao.com), em 26.09.14
Segundo a última sondagem,divulgada hoje pelo jornal Expresso, o resultado indica uma vitória folgada de António Costa. Os resultados demonstram que António Costa irá vencer as eleições primárias do PS com 50,4% dos votos, contra 33% de votos para Seguro.
PS António Costa vence eleições primárias do PS
http://downloads.expresso.pt/expressoonline/infografias/PrimariasPS_1_svg/imgs/1.svg

Neste fim-de-semana ficará assim decidido quem será o próximo líder do Partido Socialista e, consequentemente, o próximo candidato pelo PS a primeiro-ministro.

Ao todo serão cerca de 240 mil pessoas a votar, correspondendo a cerca de150 mil simpatizantes e 90 mil militantes.

Confrontando estes dados com o número de militantes que se encontravam regularmente inscritos e que foram votar nas últimas eleições federativas internas do PS, facilmente se pode concluir que houve um gigante arrebanhamento por mero interesse eleitoral. Se assim não fosse os militantes mantinham-se regulares e com participação activa. Mas o facto é que a militância partidária é ainda muito débil.

FICHA TECNICA
Entrevistas telefónicas realizadas por entrevistadores selecionados e supervisionados.

O universo é a população com 18 anos ou mais, residente em Portugal Continental e habitando lares com telefone da rede fixa.

A amostra foi estratificada por região: Norte - 20%; A.M. do Porto - 13,3%; Centro - 30,3%; A.M. de Lisboa - 26,9% e Sul - 9,5%, num total de 1001 entrevistas validadas.

Foram efetuadas 1248 tentativas de entrevistas e, destas, 247 (19,8%) não aceitaram colaborar no estudo de opinião. A escolha do lar foi aleatória nas listas telefónicas e entrevistado, em cada agregado familiar, o elemento que fez anos há menos tempo, e desta forma aleatória resultou, em termos de sexo: feminino - 52%; masculino - 48% e, no que concerne à faixa etária, dos 18 aos 30 anos - 16,6%; dos 31 aos 59 - 51,4%; com 60 anos ou mais - 32%.

O erro máximo da amostra é de 3,10%, para um grau de probabilidade de 95%.

Um exemplar deste estudo de opinião está depositado na Entidade Reguladora para a Comunicação Social.

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"Que fazer, que dizer, que pensar"...?
Seguro, Passos, Costa, Eleições, socialista, ps e psd

Creio que a linearidade da sua trama romanesca não passa de mera aparência, ou seja, de um mero namoro citadino disfarçado de provinciano e de mero capitalismo disfarçado de socialismo.

Na sua obra, "A Cidade e as Serras", Eça ensina-nos a ser observadores críticos e a nunca nos deixarmos iludir pela aparência.

Depois de ouvir os argumentos político-estratégicos províncianos de José Seguro sobre os da cidade e os das serras, para além de me recordar de Eça de Queirós e de Baião A Nossa Terra, vem-me à lembrança a seguinte questão:
1- Pedro Passos Coelho não é de Lisboa, sendo que nasce em Coimbra, cresce em Vila Real, faz o percurso político por Lisboa e sem nunca ter exercido outra profissão chega a líder da JSD, depois do PSD e assim atinge o lugar de excelente Primeiro Ministro desgovernante;

2 - José Seguro não é de Lisboa, nasce em Penamacor, faz o seu percurso político por Lisboa e sem nunca ter exercido outra profissão chega a lider da JS, depois a SG do PS e, tal como Passos Coelho, estava a contar chegar a Primeiro Ministro (des)governante(?)

Estando os portugueses perante semelhante perfil curicular e de tão humildes e dedicados trabalhadores, face ao argumento político provinciano entre "a cidade e as serras, permitam-me que pergunte com sentido reflexivo e crítico, o seguinte:
-Qual dos dois trabalhou mais até hoje ou mais obra fez durante os seus 30 anos de percursos políticos?
-Qual dos dois dará um melhor Primeiro Ministro e (des)governante?
-Qual dos dois é o mais experiente em termos políticos e em termos de trabalho profissional, social, académico ou científico?
-Será que o Primeiro Ministro e os governantes vão ser melhores só porque nasceram no interior, foram viver para Lisboa, comandaram toda a vida as "jotas" partidárias e pouco ou nada fizeram em termos profissionais?

É este o melhor argumento político que José Seguro tem para apresentar aos socialistas e aos portugueses em geral? É com este programa que vai unir o PS e governar devidamente Portugal?

Lembremo-nos de que somos todos cidadãos potugueses e que mesmo todos unidos seremos poucos para conseguir enfrentar os problemas que hoje se vivem aqui ao nosso lado, na Europa e no Mundo.

Eça de Queirós não teria escrito melhor trama romanesca.
Entre "A Cidade e as Serras" TRABALHEM, PARA SABEREM O QUE CUSTA A VIDA DE QUEM SOBREVIVE DO TRABALHO ÁRDUO E NÃO DE UMA DOCE CARREIRA POLITICA.

Lá vai navegando o "Rabelo" Zé de Baião
"Que desassossego se sinto, que desconforto se penso, que inutilidade se quero",...
José Pereira
www.zedebaiao.com

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Veja aqui o texto da "Moção Mobilizar Portugal" - PS: António Costa

por José Pereira (zedebaiao.com), em 12.08.14

Será que o PS é hoje um "roteiro para o vazio"? Se os atuais dirigentes do PS o dizem, é porque não conhecem o partido em que estão inseridos ou devem andar algures por outros partidos ou planetas. Terão andado durante 3 anos a desenhar "roteiros para o vazio"?

Pode consultar aqui o texto da Moção de António Costa

 

 

ps josé seguro antónio costa moção candidatura primárias partido socialista

Segundo consta no Notícias ao Minuto, Eurico Brilhante Dias terá referido no seu facebook que as propostas de António Costa são um "roteiro para o vazio".

Será que um dirigente do PS estará a dizer que o PS é um vazio ou que a direção do PS andou durante 3 anos a desenhar um "roteiro para o vazio"?

 

O candidato à liderança do PS, António Costa, apresentou esta terça-feira a sua moção política para as eleições socialistas. Quem já reagiu foi o também socialista Eurico Brilhante Dias que usou a sua página no Facebook para apelidar a moção de “roteiro para o vazio”, lamentando ainda que Costa não tenha apresentado uma ideia nova, “nem mesmo uma nova que seja má”.

 

Será que as ideias dos socialistas (aquelas que dizem ser iguais ou idêncticas às avançadas pela atual Direção Nacional e pelos socialistas em geral), serão todas um "roteiro para o vazio"?

 

Terão andado os socialistas apenas a desenhar um "roteiro para o vazio", durante os últimos 3 anos em que o PS e Seguro se manteve a liderar o maior partido da oposição (PS)? 

 

POLÍTICA

Propostas de Costa são um roteiro para o vazio

DR

 

16:23 - 12 de Agosto de 2014 | Por Patrícia Martins Carvalho

"O membro do secretariado nacional do Partido Socialista, Eurico Brilhante Dias, não gostou da moção política que António Costa apresentou esta terça-feira.
Na sua página do Facebook, Eurico Brilhante Dias descreveu o conjunto de propostas do autarca de Lisboa como sendo um “roteiro para o vazio” que, na sua opinião, “não soma” e “não mobiliza”.

“Não consigo deixar de me surpreender com a falta de conteúdo programático do documento hoje apresentado pelo meu camarada Costa”, começou por escrever o socialista, acrescentando que “dois meses e meio depois, esta coisa das ideias parece que atrapalha”.

“Nem uma nova. Nem mesmo uma nova que seja má. Esgotou-se. Só sobra o copy paste”, sublinhou.

Eurico Brilhante Dias terminou o seu texto lamentando que, desta forma, o “debate não melhore” e que esta seja “mais uma oportunidade perdida”.

António Costa apresentou hoje a moção que reúne as suas propostas para o futuro, sendo que estas passam pelo aumento do salário mínimo, por um quadro fiscal de “excecionalidade”, pela estabilização da legislação laboral, pela reativação da negociação coletiva e também por um programa de reformas a tempo parcial."

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PS SOLOIPSISTA NÃO

por José Pereira (zedebaiao.com), em 25.07.14

É isto que sinto, é isto que penso, por isso vou deixa-lo aqui escrito

4 PONTOS QUE AINDA HOJE ME LEVAM A NÃO ALINHAR COM ALGUNS MODELOS DE LIDERANÇA POLÍTICA DISTRITAL E NACIONAL:


1 – O FALSO UNANIMISMO E O ETERNO COMODISMO INCONFORMADO
Já dizia Mário Socares que "UM POLÍTICO ASSUME-SE" - O unanimismo é característico da literatura de meados do século XX (Ex.s: Jules Romains em termos literários ou James M. Buchanan e Gordon Tullock - "The Calculus of Consent" (1962), havendo a tendência de traduzir a diversidade dos pensamentos e sentimentos, bem como a diversidade das impressões das vastas tendências sociopolíticas em algo muito generalista, que depois ninguém entende em termos programáticos e, ainda pior, em termos ideológicos. Os italianos definiam o unanimismo político como a tendência para ir ao encontro do consentimento unânime, sem antes se esclarecerem as diferenças/especificidades. Assim, ao não se consultar o coletivo, o objetivo do unanimismo político visa quase sempre a perduração dos mesmos no poder, do que a tendência para a expressão e devida representação do coletivo. Acresce ainda o facto de que a regra ou orientação para a candidatura ou para o voto unânime, tem servido apenas aos que já integram o sistema e a quem interessa continuar a concordar com a mesma. O mesmo sucede com os acordos de mercado económico-financeiro, sempre com o objetivo de favorecer o sistema político-empresarial já instalado.

 

2 – NÃO COMPREENDO UM MODO DE ESTAR POLÍTICO-IDEOLÓGICO SEM PREMISSAS
Sempre gostei de me esforçar por separar a familiaridade, a simpatia e mesmo a vizinhança, da política. O que é isso de “lealdade sem premissas”? Não se confunda lealdade político-partidária com jogos de lugares. Até a filiação partidária implica, para além da lealdade partidária, um determinado grau de compromisso, não para com os interesses pessoais/lugares dos candidatos, mas para com os ideais do partido e para com as pessoas/localidades/regiões/país.

 

3 – ABERTURA SOLIPSISTA (“solo ipse”)
A crença no “somente eu existo” e no “eu é que sou o melhor” é oriunda da corrente filosófica que reduz a consciência do todo à consciência do próprio, ou seja, ao seu “eu só” (solo ipse). Estes indivíduos acreditam que toda a existência externa é mera ilusão, tendo a visão de que para além do “eu” só existe a sua única experiência, julgando os solipsistas que são as suas e únicas experiências que configuram todo o mundo exterior.

 

4 – UM PARTIDO QUALIFICADO, INCLUSIVO E SEM SECTARISMOS (“contra os do Terreiro do Paço”!?)
Obama também costuma fazer bons discursos sobre o “Estado da União”, tal como Santo António também fez um excelente sermão dirigido aos peixes, tal como poderia ser dirigido aos "carneirinhos" que só servem para votar, para bater palmas e nem uma palavra dizer. Mas quanto a isto nem vou argumentar, bastará olhar para o que está a suceder no seio de PS e encetado pela actual liderança.
Deixo só duas breves notas:

 

  • Quanto à qualificação: Será que os melhores são os que estiveram nas listas do PSD durante 12 anos, a lutar e a votar sucessivamente contra nós? Inserir nas listas do PS, em lugares de topo, alguns dos sujeitos do PSD que lutaram contra nós durante 12 anos na Assembleia, será que dá expulsão dos nossos dirigentes? Ou será que o eleitoralismo os qualifica? É que ao contrário os militantes são expulsos.

 

  • Impedir cidadãos militantes de observar, comentar ou de participar livremente no desenrolar da política do município que dirigem será que é sinónimo de democratização ou de inclusão?

 

José Luís Carneiro eleições distrital PS Porto

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