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EUROPEIAS 2014: Últimas sondagens consolidadas a nível europeu

por José Pereira (zedebaiao.com), em 22.05.14

Quem serão os maiores (i)responsáveis pela previsível estrondosa derrota da esquerda por toda a Europa? 

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A maior (i)responsabilidade destes resultados europeus e do perigoso rumo por que está a seguir a Europa foi e continua a ser dos dirigentes dos partidos de esquerda que nunca se entenderam em prol do que é necessário fazer não só pelos cidadãos de Portugal, mas por toda a Europa.

 

Enquanto uma determinada esquerda (S&D - PS) se foi alinhando com o rumo do centro-direita (PPE - PSD/CDS), outra preferiu manter-se nos populismos e demagogias de sempre que nunca contribuiram para a resolução do que quer que seja!

 

Porque é que em vez das birras de lugar (bem remunerado, nós sabemos e já aqui o referi) não se concentraram numa alternativa ideológica que caminhasse de encontro à resolução dos problemas e dificuldades dos Países e das pessoas em particular? Os portugueses, mais do que nunca, precisam que seja feito aquilo que é necessário e não aquilo que alguns grupos de pressão ou de interesses querem que se faça!

 

Porque é que ninguém tem coragem de enfrentar os lideres partidários no seio dos mesmos e forçar a que estes combatam os gigantes interesses político-financeiros que hoje dominam Portugal a Europa e o Mundo?

 

Porque é que os nossos líderes político-partidários andam hoje tão afastados da realidade das pessoas, do País, da Europa e do Mundo?

Não podemos permitir que Portugal e a Europa caminhem para o abismo!

Não somos nós que temos de mudar, são sim os dirigentes partidários e (des)governantes que desde sempre se alaparam no conforto dos lugares bem remunerados e da subserviência neoliberal capitalista que os alimenta chorudamente!

 

É hora de dizer BASTA! É hora de refletirmos devidamente sobre que dirigentes partidários temos e queremos ter para o presente e sobretudo para o futuro! 

 

Eu irei votar, mas votarei a pensar no contexto europeu e não nos lideres partidários nacionais e europeus que há muito nos abandonaram!

 

Se a percentagem de quem não vai votar for de novo superior a 50%, devemos refletir muito bem sobre a Cidadania e Democracia, sobre a educação cívica e política, sobre os partidos, sobre os dirigentes partidários e sobre o que andamos nós a fazer quer seja por dentro ou por fora dos partidos com que simpatizamos.

 

Se um vasto conjunto de partidos que temos hoje à nossa disposição não consegue servir a pelo menos 50% da população, então temos mesmo a obrigação de refletir profundamente, porque não vivemos em democracia participativa nem representativa. 

 

É hora de acordarmos!

 

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LIDERANÇA: Competências políticas e de governança

por José Pereira (zedebaiao.com), em 19.05.14
Veja aqui as competências de liderança e de governança que os cidadãos mais apreciam nos líderes politico-partidários. 
Um recente estudo da "electio2014" (19 de maio) tem vindo a demonstrar o leque de competências que os cidadãos mais apreciam num líder político. Tratando-se de um estudo de opinião, efetuado online, provavelmente reflete a opinião de uma maioria de jovens e menos jovens que hoje dominam as novas tecnologias de informação e que acompanham de perto a campanha eleitoral a nível europeu. No entanto, creio que os militantes e dirigentes partidários devem prestar um pouco de atenção a estes resultados, sendo que  os mesmos demonstram um conjunto de indicadores sobre a realidade dos Países e da Europa de amanhã. 
Para já, podemos retirar destes dados algumas ilações, sendo notório que se fosse a juventude e os cidadãos mais (in)formados a decidir, o rumo da Europa e os líderes que nos (des)governam seriam certamente outros, com outras competências de liderança e de governança e não os da tradicional rotatividade do centro do poder. 
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SONDAGENS ONLINE - 19/05/2014 
 
S&D

S&D - Group of the Progressive Alliance of Socialists and Democrats in the European Parliament

65%


ALDE/ADLE

ALDE/ADLE - Group of the Alliance of Liberals and Democrats for Europe

60%
Greens/EFA

GREENS/EFA - Group of the Greens/European Free Alliance

60%
GUE-NGL

GUE-NGL - Confederal Group of the European United Left - Nordic Green Left

53%
EPP

EPP - Group of the European People's Party (Christian Democrats)

51%
ECR

ECR - European Conservatives and Reformists Group

44%
EFD
EFD - 

Europe of Freedom and Democracy Group

 

38%

 

 

Veja aqui o posicionamento dos políticos/deputados VS a posicionamento dos cidadãos

posicionamento político eurodeputados e cidadãos europeus e portugueses

 

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Atendendo a que alinho o meu pensamento e a minha ação por uma base que se denomina "Declaração de Princípios e Valores Socialistas", sinto-me na obrigação de desassossegar por dentro dos partidos, para ver se conseguimos mudar algo por fora. Continuo a acreditar que sem termos a coragem, a capacidade e as competências cívicas e políticas para mudar por dentro dos partidos, pouco ou nada conseguiremos mudar por fora. De pouco serve pensarmos que virá um independente ou novo partido salvar tudo isto, porque não virá.

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A (i)responsabilidade é nossa, sim NOSSA, ou seja MINHA e SUA e NÃO DELES!

 

É com base nesta minha opção (acreditem que muito difícil, penalizadora e desgastante) de ação de desassossego que, ao ler o livro do Doutor Miguel Coelho (facebookperfil político, deputado), começo por fazer esta breve reflexão dirigida ao partido que deveria defender as linhas ideológicas com que me identifico (PS).

 

Como tem sido possível constatar, o rumo dos partidos e também do PS, anda desnorteado. Todos sabem que os cidadãos deixaram de acreditar nos partidos e nos políticos, mas praticamente nenhum dirigente de topo pensa nem planeia mudar ou alterar o que quer que seja. Quando se constata que 93,2% (PS) e 75,4% (PPD/PSD) dos elementos do Secretariado Nacional exercem simultâneamente cargos políticos remunerados e que se encaixam sucessivamente em lugares públicos ou privados de topo, é mais do que óbvio que tudo farão para manter a cartelização partidária, ou seja, o controlo sobre todas as estruturas, desde as secções de base, passando pelas concelhias e distritais até às estruturas de direção e governação nacional. 

 

Por estes dias, todos vão falar muito de Portugal e da Europa Social, da democratização por via da participação e da melhoria da representação, da necessidade de credibilização dos partidos e dos políticos, das questões e problemáticas sociais, de Portugal e da Europa dos Cidadãos,  da necessidade de regulação dos mercados e da criação de emprego para relançar a economia, do pluralismo e da diversidade,...

 

Mas acredite que a mudança nunca se fez por "memorando" ou "despacho". A mudança é um processo constante que depende de nós todos, sendo que não podemos continuar à espera que venha um salvador de Portugal, da Europa ou do Mundo fazer esse trabalho por nós.

 

É óbvio que o principal caminho é o da eurocidadania, da solidariedade e da responsabilidade e responsabilização individual, social, política, laboral e empresarial. O problema é que em Portugal e na Europa o sistema político-partidário do arco central do poder está "entrosado" (aquele ou aquilo que se introduz em alguma parte sem ter qualidade para tanto) pelos jogos de interesses que assentam na defesa dos grandes grupos empresariais e financeiros e que determinam o designo social, quando tudo isto deveria ocorrer e funcionar exatamente ao contrário, ou seja, o desígnio social é que deveria determinar o sistema empresarial e financeiro.

 

Como defendeu recentemente o Doutor Artur Miguel Claro da Fonseca Mora Coelho  (Os Partidos Políticos e o Recrutamento do Pessoal Dirigente em Portugal, 2014), “ o PS e o PPD/PSD, revelaram-se semelhantes”. No início o PS ainda se regia e “revia no quadro dos valores e do socialismo humanista”, mas depressa se direccionou para o modelo de “partido de quadros”. Situação esta que veio a demonstrar “uma maior insatisfação dos militantes socialistas quanto à sua participação na escolha dos dirigentes nacionais e regionais”

 

É ainda possível inferir que os partidos do arco do poder (PS e PPD/PSD) “são estruturas de militantes em processo de atomização” , ou seja, “estratificados entre militantes” de topo, que vão ocupando e controlando os cargos dirigentes em institutos e empresas  públicas e privadas e os militantes de base que se limitam a funcionar como meras massas de aplauso e de voto, sem a devida reflexão e, pior, sem qualquer poder de escolha, de participação/tomada de decisão regional, nacional ou europeia.

 

Os partidos alinharam-se pela denominada estratégia de “catch all” (que procuram abranger tudo e apanhar tudo, perdendo a ideologia e buscando a maximização dos espaços de controlo e de poder), situação que “terá favorecido a emergência de uma situação característica dos tipos de partido de cartel” (Cartelização partidária é o acordo político-empresarial estabelecido entre políticos de topo e grandes grupos empresarias, que se organizam numa espécie de sindicato que visa dominar os mercados e impor os preços, suprimindo ou criando impedimentos à devida regulação e à salutar concorrência/desenvolvimento socioeconómico).

 

Note-se que, no “PS, há uma quase total omnipresença das equipas dirigentes do Secretariado Nacional em cargos políticos remunerados (93,2%)". Nestes termos, como é que as bases e os valores da generalidade dos militantes socialistas e sociais democratas podem vingar? Como é que podem os cidadãos e militantes de base contrariar esta “Lei de Ferro “ dominada pelo circulo que integra a cúpula dos partidos?

 

Isto é Democracia? Pode ser algo a que chamam de estrutura organizacional “participativa e representativa”, mas NÃO É CERTAMENTE DEMOCRACIA PARTICIPADA NEM DEVIDAMENTE REPRESENTADA!

 

Mas nem tudo está perdido, sendo que dentro do PS ainda há cidadãos militantes de causas e valores (é certo que são mais os de base do que os de topo, mas que os há, disso não tenho dúvidas) os quais consideram que “as políticas sociais constituem o território que separa, impressivamente, o PS do PPD/PSD”.

 

 

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Pelas últimas sondagens, constata-se que os socialistas europeus (S&D) têm vindo a perder terreno/lugares. No dia 2 de abril previa-se que os socialistas tivessem o mesmo números de deputados (212 Socialistas "PS" e 212 Populares/Democratas Cristãos "PSD"). Serão as consequências das recentes derrotas socialistas em França? Ainda não sabemos, mas o certo é que tiveram um forte impacto sobre o eleitorado.

 

Estas sondagens demonstram, pela primeira vez, que o PPE ("PSD") passa significativamente para a frente dodos socialistas (S&D), encontramdo-se os Populares/Democratas Cristãos ("PSD") com 222 lugares previstos, contra 209 dos socialistas (S&D), sendo a diferença de 13 eurodeputados. É notório e preocupante o avanço da direita, sobretudo quando associado a um avanço da extrema direita, sendo que esta responsabilidade é dos partidos de esquerda que, em vez de direcionarem o rumo para políticas de esquerda preferem rumar à direita e gerar intrigas entre os próprios. Assim, dificilmente a Europa conseguirá mudar para melhor!

 

Esta alteração, ocorrida sobretudo ao longo das últimas duas semanas é fruto do resultado de um aumento significativo no apoio aos partidos do PPE na Polônia, provavelmente relacionado com a insegurança que a Europa não tem conseguido assegurar, nomeadamente no que respeita à crise na Ucrânia.

 

É certo que a recente derrota dos socialistas em França tiveram consequências. Não se dabe ainda é que frutos virá a ter as recentes mudanças ocorridas no Governo francês, sendo que este direcionou o rumo para a sua ala mais à direita e está a gerar instabilidade entre os prórpios socialistas e ataques entre os próprios partidos de esquerda, situação que poderá acabar por beneficiar a direita e sobretudo a extrema direita.

 

Os socialistas europeus (S&D) têm ainda vindo a perder ligeiramente terreno na Áustria, na Bulgária, na Hungria, na Polônia , na França e na Grécia. Relativamente a Portugal, ainda é cedo para sabermos, sendo que não se sabe o que esperar dos novos partidos que vão a eleições e que poderão vir a retirar lugares ao PS (S&D).

 

No entanto, a diferença entre os dois grandes grupos europarlamentares ainda é relativamente pequena e as campanhas eleitorais ainda nem sequer começaram.

 

Têm sido realizados estudos recentes, ainda não consolidados que indicam que o S&D ("PS") poderá ainda vir a sair vitorioso, sendo que há estudos a indicar a probabilidade de que o S&D ("PS") tem 25% de hipoteses de ficar acima do EPP ("PSD").

 

 

Relativamente aos restantes grupos europarlamentares, o ALDE (Democratas Liberais) permanece à frente do GUE (Esquerda Unitária/Verdes) ​​, mas estima-se que GUE tem uma probabilidade de 24% de ficar acima do ALDE. Será que os partidos mais à esquerda conseguirão retirar votos ao centro-esquerda e ficar à frente da extrema direita? O certo é que a extrema direita avança em diversos países, mas ainda é cedo para podermos retirar conclusões. As verdadeiras conclusões só serão retiradas nomdia das eleições.

 

Nesta última edição, as mais recentes previsões sugerem que Le Pen e Wilders conseguirão ter eurodeputados suficientes para formar um grupo parlamentar, com cerca de 38 deputados de sete Estados membros. Esta previsão baseia-se nos cinco outros partidos nacionais que têm sugerido vir a juntar-se ao FN francês e holandês PVV, bem como o FPÖ austríaco, o belga VB , o LN italiano , o eslovaco SNS , e o sueco SD.

 

 

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Europeias 2014: No comments

por José Pereira (zedebaiao.com), em 28.03.14

Já repararam em algumas das notícas que nos chegam pelo canal euronews? Algumas aparecem com a indicação"no comments".

Eu faço o mesmo. A ver vamos.

 

eleições europeias no comments pes ps socialista

 

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