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Veja aqui como ardem estes dois tipos de materiais usados como isolamento nos edifícios e até nos carrinhos de bebé, bem como nos bancos dos veículos, autocarros e barcos.

 

O sistema "capotto" e as fachadas isoladas e ventiladas, parecem muito bonitas, mas já alguém se questionou sobre a qualidade e especificidades da sua aplicação, bem como sobre a segurança que é requerida?

 

Há muito empreiteiro e biscateiro que não sabe o que faz, tal como há muitos autarcas que só querem é mostrar a cara do prédio ou bairro social, lavada para conseguir votos. Por outro lafo, os investidores e empreiteiros (incluindo os biscateiros) querem é (re)construir o mais rapido e mais barato possível para receber o máximo de retorno. 

 

Alerto que os bairros sociais portugueses, entre outros edifícios antigos, designadamente nos Centros Históricos, estão a ser forrados com um embelezamento muito perigoso e até criminoso.  Na gande maioria dos casos só fazem uma lavagem de cara, mas todo o corpo, ou seja, a estrutura e os cuidados de segurança,  são esquecidos. 

 

Por isso pergunto:

● Quem verifica e certifica a estrutura que passa a ficar escondida e a boa e segura aplicação dos materiais?

● Quem verifica e certifica os requisitos tecnicos e a segurança? 

● Quem tem a responsabilidade de verificar a estrutura antes de forrar o imóvel e de avisar o proprietário ou inquilino sobre os riscos estruturais e de incêndio? 

● Terão os cidadãos consciência dos riscos que correm? Se não são técnicos, não têm. Logo, alguma entidade tem essa responsabilidade.

 

Todos hoje sabemos e vemos que o "capotto" e gesso cartonado tapam tudo e deixam o imóvel muito bonito, mas é necessário verificar e (re)validar a estrutura do prédio, saber aplicar, que materiais aplicar e garantir todos os requisitos de segurança do imóvel e sobretudo contra derrocada e contra incêndio.  

 

Espero que, quem de direito, autarcas, empreiteiros, arquitectos, engenheiros e protecção civil, ...,  tomem os necessários e devidos cuidados, sendo que serão os responsáveis pelas futuras mortes.

 

Aqueles que andam por aí a aplicar estes materiais informem-se e qualifiquem-se devidamente, sob pena de também virem a responder pela negligência e pelas consequências causadas.

 

Sejam conscientes e avisem os proprietários sobre as estruturas que encontram e que vão cobrir/esconder. O perigo espreita e as consequências podem ser devastadoras, tal como observamos agora em Londres.

 

Tenho vindo a defender um modelo de Inspecção Periódica Obrigatória para a Habitação, tal como fazemos hoje com os nossos carros e motociclos, devendo os arquitectos e engenheiros,  juntamente com os bombeiros/protecção civil, desenvolver esse trabalho de modo continuado e de forma mais aprofundada e, sobretudo, sempre que se vende ou restaura um imóvel mais antigo.

 

Nenhum imóvel deveria poder ser reabilitado nem habitado sem a inspecção periódica obrigatória em dia.  E, à medida que os imóveis envelhecem, a inspecção deveria ser mais exigente e aprofundada, bem como realizada por períodos mais curtos, até que ocoresse uma nova reabilitação e certificação estrutural e de segurança global.

Tal como fazemos hoje com as viaturas, sempre que um imóvel não reunir os requisitos habitacionais ou comerciais determinados,  "abate-se" e, sempre que justificável,  apoia-se os proprietários mais carenciados em todo este processo de aquisição e/ou reabilitação do imóvel. Não é assim que ocorre o apoio ao abate de viaturas? Porque não fazer o mesmo com as habitações?  É que estas são mais importantes que os carros. 

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No vídeo que se segue demonstro, em primeiro lugar, como arde o conhecido "roofmate" ou espuma projetada e de seguida demonstro como arde o esferovite, normalmente utilizado no sistema "capotto".

 

●  "Esferovite": Sistema clássico do "capotto", baseado em placas de poliestireno expandido (EPS). Há quem teime em substituir o esferovite pelo roofmate, por este parecer mais resistente (muito errado). O roofmate arde com facilidade e o fumo é muito mais tóxico. Se o isolamento for dobrado nas portas e janelas e ficar ligado ao material combustível do interior, como por exemplo às madeiras ou plásticos das janelas e/ou ao isolamento interior, é caminho aberto para o fogo e o fumo tóxico entrarem com muita facilidade no interior da habitação.

 

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● Roofmate: Poliestireno Extrudido (XPS). Wallmate, Roofmate, Floormate Dow. É um produto mais sólido que o esferovite, mas muito mais combustível e de fumo muito mais tóxico.  A maioria das fachadas ventiladas, chão flutuante e chapas dos telhados contêm este tipo de material altamente combustível. 

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Poliuretano: O poliuretano é um produto sólido, com textura de espuma, e aparência entre a cortiça e o poliestireno expandido ("isopor"). É obtido a partir da reação química, que ocorre quase que instantaneamente, entre dois compostos químicos líquidos. Um dos compostos químicos é um ativador da reação (conhecido por MDI) e o outro é um composto químico conhecido como POLIOL. A espuma de poliuretano pode ser flexível ou rígida. A espuma flexível tem grande emprego na fabricação de produtos domésticos,  tais como: colchões, estofamentos, esponjas de limpeza, peças para a indústria automobilística,...etc. Já a espuma rígida, graças ao seu elevado poder isolante, encontra grande aplicação na indústria de refrigeração: refrigeradores domésticos, balcões frigoríficos de padarias e supermercados, camiões frigoríficos,...etc.

 

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Sabemos que a torre Grenfell, de Londres, foi equipada com revestimento de chapa e material isolante, pelo que se viu, altamente combustível.  Muito provavelmente, contendo um dos materiais aqui referidos.

 

Não sabemos a causa do incêndio,  mas dá para perceber alguns dos motivos de tão rápida propagação do incêndio e do fumo extremamente tóxico e mortal.

 

O especialista em segurança contra incêndios, Graham Fieldhouse, disse à BBC Londres que a propagação do incêndio demorou apenas 15 minutos para engolir o prédio, podendo dever-se à utilização e má aplicação de um dos materiais isolantes.

 

O especialista Graham Fieldhouse referiu-se às preocupações já levantadas aquando do incêndio ocorrido em 2009, dizendo que "isto é muito diferente dos incêndios normais que vemos dentro dos blocos, porque normalmente lidamos com o que é interno". "Mas a propagação externa do fogo, que parece ser o caso que aconteceu agora neste edifício, não é novidade, pois no anterior incendio do Lakanal ocorreu exatamene a mesma propagação externa e muito rápida".

 

O fogo e o fumo extremamente tóxico, pode ter subido rapidamente por trás do revestimento e espalhou-se rapidamente para o interior dos andares através da ligação dobrada para as janelas do edifício.

 

Por isso, há que ter muito cuidado com a aplicação dos materiais,  com a separação do exterior para o interior e usar  materiais isolantes das fachadas, incombustíveis.

 

Face a esta nova realidade de construção e reconstrução,  bem como ao facto de estarmos a assistir à reabilitação dos bairros sociais e dos edifícios antigos dos centros históricos com base neste tipo de materiais,  alerto e pergunto se alguém se aconselhou com os especialistas qualificados e se alguém está a proceder a necessária verificação e validação da segurança,  quer da estrutura agora escondida, como da aplicação dos materiais e respectiva segurança contra incêndio.

 

Veja aqui outras demonstrações:

https://www.apsei.org.pt › 2_LNEC
desenvolvimento do incêndio ("ensaios de reação ao fogo"). ... (ISO 9705: Room Corner Test). Os 3 níveis de ...
https://www.apsei.org.pt › media › recursos
02/07/2012 - priedades de resistência ao fogo, ... test for unprotected electric cables ... dos outros, garantindo o seu isolamento elétrico e a sua proteção ...
www.prociv.pt › SEGCINCENDEDIF
EN 1634-1 – Ensaios de resistência ao fogo para portas e sistemas de fecho ... III (Condições gerais de comportamento ao fogo, isolamento e proteção) e em.
 
www.crialazer.com › isolamentos
ISOCASA pertence à classe de resistência ao fogo B2 segundo a norma DIN 4102. Isolamento acústico. O valor de ...
 
www.vortex.com.br › notas › resistencia...
contra fogo ou choque. Teste de manutenção. A segunda razão mais importante para o teste de isolação é proteger e.
 
www.amorimisolamentos.com › o-processo
Resistência ao fogo. Euro classe “E” – EN 13501-1. Condutividade térmica. Resultado de testes entre 0,036/0,038 ...
 
www.rockwool.pt › edifícios+sustentáveis
Daí a importância de se limitar o número de objectos capazes de contribuírem para a propagação do fogo, mediante ...
www.seguranca-ja.com › as-normas-de-s...
... para responder a todas as suas exigências em termos de resistência ao fogo, isolamento acústico e térmico. ▻ ▽.
www.sauerland-spanplatte.net › servicos
As portas resistentes ao fogo precisam da aprovação das autoridades nacionais, que é normalmente concedida após ...
de FSN Oliveira - ‎2014 - ‎Citado por 1 - ‎Artigos relacionados
Palavras-chave: Resistência ao fogo. Alvenaria sem função estrutural. Blocos cerâmicos. Bocos betão. Blocos betão ...

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Sei que sabem o que é o prurido/comichão, mas saberão a causa ou o que é a CBP?
Eu só a descobri depois de alguns anos à procura de uma causa para tamanha comichão e cansaço, sempre diagnosticados como dermatite atópica e aliviados diariamente à base de anti-histaminicos.
Mas quem é que aguenta trabalhar anos seguidos com Atarax enfiado no corpo e na cabeça? O Atarax a mim deixa-me KO, apesar de haver outras alternativas mais suaves, como é o caso do Lergonix.
 
Colangite biliar primária
 
 
 

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A CBP (Colangite Biliar Primária) tem poucos sintomas, e estes são pouco específicos, o que pode atrasar o diagnóstico. Os mais comuns são a fadiga e o prurido (comichão), muitas vezes disgnosticados como dermatite atópica.

 
A prof.ª doutora Helena Cortez-Pinto, Especialista em Gastrenterologia, refere no site http://lr.rarissimas.pt que:
 
A Colangite Biliar Primária é uma doença rara do fígado que se caracteriza por um estado inflamatório crónico, sobretudo a nível dos pequenos canais biliares do fígado, levando a uma deficiência na formação de bílis. Se não forem tomadas medidas de tratamento, a doença tende a progredir para cirrose, e mais raramente para cancro do fígado.

 

Esta doença surge sobretudo em mulheres, com uma frequência de cerca de 9 mulheres em cada 10 doentes, e mais frequentemente na meia-idade, com maior incidência em pessoas entre os 40 e os 60 anos de idade.

 

Há mesmo homens com sorte, sendo que em 10 doentes só um é homem. 

 

Não existe cura para a doença. O principal objetivo do tratamento médico é a estabilização da doença, evitando a sua progressão para cirrose e cancro do fígado. Para além deste objetivo, pretende-se também reduzir os sintomas associados, nomeadamente a fadiga e o prurido.

 

Recomenda-se o tratamento para toda a vida, nos doentes com CBP. Até recentemente, o ácido urso-desoxicólico (UDCA) era a única medicação disponível para o tratamento da CBP, sabendo-se que os doentes que iniciam o tratamento com UDCA numa fase precoce da doença têm uma sobrevivência semelhante à da população geral.

 

O ácido obeticólico, um agonista do receptor farsenóide X (FXR), foi recentemente aprovado nos Estados Unidos e na Europa para o tratamento da CBP.

 

Autor: Prof. Doutora Helena Cortez-Pinto (2017).

Fonte: Texto elaborado especialmente para o Projeto Linha Rara.

Para obter informação complementar e/ou contactos de associações ligadas a esta patologia, contacte a Linha Rara:

300 505 700

linharara@rarissimas.pt

Coloque aqui a sua questão

  
 
 

HELENA CORTEZ-PINTO, MD, PHD
Departmento de Gastroenterologia, Hospital Universitário de Santa Maria - Lisboa
Laboratorio de Nutrição e Metabolismo, Faculdade de Medicina de Lisboa
Av. Prof. Egas Moniz, 1649-035 - Lisbon - Portugal

EMAIL: hlcortezpinto@netcabo.pt

 

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Patogénese e tratamento da colangite biliar primária

O Prof. Doutor Frederik Nevens - Departamento de Hepatologia do Hospital Universitário Gasthuisberg (Universidade de Leuven) fala-nos desta doença rara referindo e esclarecendo o seguinte:

 
A colangite biliar primária (CBP) é uma patologia rara que atinge o fígado e pouco conhecida em Portugal. Em entrevista à News Farma, o especialista do Departamento de Hepatologia do Hospital Universitário Gasthuisberg (Universidade de Leuven), na Bélgica, Prof. Doutor Frederik Nevens, explica no que consiste a doença e de que forma é feito o seu diagnóstico.

O também investigador principal do estudo POISE – ensaio de fase 3 sobre o uso de ácido obeticólico em doentes com CBP – destaca as metas para o tratamento desta patologia, ainda sem cura, e menciona as opções terapêuticas existentes atualmente.

News Farma (NF) | No que consiste a colangite biliar primária (CBP) e qual a sua etiologia?

Prof. Doutor Frederik Nevens (FN) | A CBP é uma doença hepática crónica que, quando não é tratada, pode evoluir para fibrose hepática, cirrose, insuficiência hepática e até mesmo morte, se o doente não for submetido a transplante hepático.
Ainda que seja uma patologia rara, é a doença hepática colestática mais comum e, geralmente, atinge mulheres no auge da vida, com idade entre os 35 e os 60 anos de idade.

NF | Esta doença era formalmente denominada por cirrose biliar primária. Quais foram as razões que levaram à alteração do nome de “cirrose” para “colangite”?

FN | Essa alteração aconteceu recentemente e deve-se ao facto de 80 a 85% dos doentes com CBP não terem nem nunca desenvolverem cirrose, devido aos avanços nas terapias.

NF | Qual a população com maior probabilidade de ter CBP?

FN | A CBP afeta mais mulheres do que homens, numa proporção de aproximadamente 10:1 e é tipicamente diagnosticada em pacientes entre os 35 e os 60 anos de idade. Aproximadamente uma em cada mil mulheres com mais de 40 anos são atingidas pela doença.
Uma abordagem baseada na população para a deteção de casos tem pouca viabilidade, uma vez que a CBP é uma doença rara.
Outro dado importante, é que esta doença tem sido observada mais frequentemente em populações do norte da Europa e da América do Norte.

NF | Embora a maioria dos doentes seja assintomática, a CBP pode originar algumas manifestações clínicas. Quais são?

FN | De facto, a maioria das pessoas com CBP não têm sintomas no momento do diagnóstico. Na verdade, muitos destes doentes só são diagnosticadas com CBP porque apresentam lesões hepáticas após testes de rotina ao fígado. Por sua vez, os doentes sintomáticos podem ter os sinais mais comuns de CBP: prurido e fadiga.
Alguns doentes progridem para descompensação, após um período de anos, e outros podem permanecer assintomáticos por décadas. Portanto, a progressão da CBP pode variar significativamente.

NF | Como é feito o diagnóstico de CBP?

FN | A CBP é diagnosticada com base em dois biomarcadores no sangue: fosfatase alcalina e anticorpos anti-mitocondriais. A biópsia do fígado, para a observação de características histológicas típicas, também é um método de diagnóstico, mas nem sempre é necessário na prática clínica padrão, uma vez que os resultados dos exames de sangue têm um alto grau de precisão.

NF | Uma vez que se trata de uma doença sem cura, quais são os objetivos do tratamento?

FN | Sabemos que quando controlada de forma inadequada, pode levar à necessidade de um transplante de fígado e à redução da expectativa de vida. O tempo médio estimado desde o diagnóstico até à morte é de aproximadamente 20 a 22 anos sem tratamento.
Os objetivos globais do tratamento são retardar a progressão da doença e reduzir o risco de desfechos adversos, como fibrose hepática, cirrose, insuficiência hepática e morte. Evitar o transplante de fígado é outro dos objetivos.
Mais especificamente, o tratamento visa reduzir a exposição do fígado a ácidos biliares tóxicos e gerenciar adequadamente biomarcadores das doenças. Por exemplo, estudos mostram que os pacientes que têm níveis anormalmente elevados de fosfatase alcalina têm maior risco de transplante de fígado e morte, enquanto que os doentes com níveis mais baixos têm melhores resultados clínicos associados.

NF | O ácido ursodesoxicólico é a principal forma de tratamento utilizada para retardar a progressão da doença. Porquê?

FN | O ácido ursodesoxicólico é um composto aprovado para o tratamento da CBP, considerado atualmente o standard of care destes doentes, a nível europeu.
O mecanismo primário do ácido ursodesoxicólico consiste na diluição da reserva de ácido biliar, substituindo/deslocando concentrações tóxicas de ácido biliar. Este composto tem também vários outros efeitos benéficos na colestase.

NF | Que limitações tem o uso de ácido ursodesoxicólico?

FN | Embora esta terapia tenha tido um impacto significativo nos resultados clínicos, cerca de 40% dos pacientes tratados têm uma resposta inadequada ou ausente, deixando-os com risco significativamente maior de um desfecho adverso (morte, requerimento de transplante de fígado ou outros complicações clínicas).

NF | A U.S. Food and Drug Administration (FDA) concedeu a aprovação acelerada do ácido obeticólico. No que consiste e de que forma pode ser utilizado?

FN | O ácido obeticólico é o primeiro agonista do recetor X farnesóide (FXR) oral aprovado pela FDA com indicação para o tratamento da CBP e a primeira nova terapia para pacientes com CBP, em quase 20 anos, nos Estados Unidos. A indicação é aprovada sob aprovação acelerada com base em um Redução da fosfatase alcalina (ALP) durante um seguimento de 2 anos. Durante estes 2 anos, não foi estabelecida uma melhoria na sobrevivência ou nos sintomas relacionados com a doença. A aprovação contínua para esta indicação pode estar subordinada à verificação e descrição do benefício clínico em ensaios de confirmação.
O FXR é um recetor que pode ser encontrado no núcleo das células hepáticas e intestinais e é um regulador chave das vias metabólicas dos ácidos biliares. O ácido obeticólico aumenta o fluxo biliar do fígado e suprime a produção de ácido biliar no fígado, reduzindo assim a exposição do fígado a níveis tóxicos de ácido biliar.

NF | A aprovação da FDA foi baseada nos resultados do ensaio POISE de fase 3. Quais foram os principais resultados, em termos de eficácia e segurança?

FN | O ensaio clínico POISE foi realizado em centros médicos dos Estados Unidos da América, Austrália, Áustria, Bélgica, Canadá, França, Alemanha, Itália, Países Baixos, Polónia, Espanha e Reino Unido. O POISE foi desenhado para se avaliar a segurança e a eficácia do ácido obeticólico e incluiu 216 doentes com CBP, que apresentavam resposta terapêutica inadequada ou intolerância ao ácido ursodesoxicólico.
Neste estudo, a administração de ácido obeticólico em combinação com o ácido ursodesoxicólico (ou como monoterapia em pacientes intolerantes) atingiu o endpoint primário baseado em fosfatase alcalina e bilirrubina, ambos biomarcadores estabelecidos de progressão da doença.
Tanto a dose de 5-10 mg de ácido obeticólico (46%), como a de 10 mg (47%), foram estatisticamente superiores ao placebo (10%) na obtenção do endpoint primário (p <0,001). Começando com 5 mg/dia e aumentando a dosagem para 10 mg, se necessário, foi a estratégia que tornou o tratamento mais tolerável na maioria dos doentes.
Além do POISE, o ácido obeticólico foi estudado em dois ensaios de Fase 2 e três estudos de extensão de segurança a longo prazo, abertos, para os estudos de Fase 2 e 3. O ácido obeticólico foi estudado tanto em combinação com o ácido ursodesoxicólico, como em monoterapia no pequeno número de doentes que são intolerantes ao ácido obeticólico.
Todos os estudos atingiram o endpoint primário, demonstrando uma redução significativa da fosfatase alcalina, em comparação com o placebo.

NF | Por que razão essa aprovação é tão importante para doentes com CBP?

FN | Considerando que 40% dos pacientes que recebem ácido ursodesoxicólico têm uma resposta inadequada ao tratamento, o que pode levar a um risco aumentado de insuficiência hepática, necessidade de transplante hepático e morte, há uma alta necessidade não satisfeita no PBC. Ao ser aprovado pelo EMA, ácido obeticholic será o primeiro novo tratamento que se torna disponível para os pacientes europeus com PBC em 20 anos.

NF | A aprovação do ácido obeticólico pode reduzir a prevalência de CBP e o número de transplantes de fígado?

FN | É muito cedo para especular sobre o impacto que a aprovação do ácido obeticólico pode ter sobre o número de transplantes de fígado. No entanto, sabemos que a CBP quando não é controlada de forma adequada pode levar à possibilidade de um transplante de fígado e à redução da expectativa de vida.

NF | O que ainda precisa ser feito, não apenas no que se refere ao tratamento, mas também ao diagnóstico?

FN | Há uma grande necessidade de educação contínua, através de publicações para doentes e para médicos. Precisamos de garantir que os doentes reconhecem sinais e sintomas, para que possam falar com o médico atempadamente. Por outro lado, a consciência clínica, especialmente entre os não especialistas, precisa de ser melhorada para garantir que oportunidades de diagnóstico não são perdidas. Necessitamos de garantir que esta doença tem um manejo adequado e que as opções de tratamento a longo prazo são discutidas com os doentes.

Patogénese e tratamento da colangite biliar primária
11/11/2016
Prof. Doutor Frederik Nevens - Departamento de Hepatologia do Hospital Universitário Gasthuisberg (Universidade de Leuven)
 
 

Colangite biliar primária – uma doença enigmática

Urge aumentar o conhecimento da sociedade sobre esta doença que é responsável por cerca de 9% dos transplantes de fígado realizados na Europa.

 

O passo a passo para diagnosticar a colangite biliar primária

Publicado em: 09/05/2016
Por: Fleury Medicina e Saúde​​​​​​​​

Edição: 2016 - Edição Nº 2
 

Estadiamento
As lesões histológicas da CBP classicamente dividem-se em quatro estágios. A doença não acomete o fígado de modo uniforme, sendo possível observar todos os estágios  simultaneamente. A tabela abaixo mostra o sistema mais utilizado: Scheuer (1967) e Ludwig (1978).


Estadiamento                         Scheuer---------------------------------------------Ludwig
I (Portal) Inflamação portal com lesão do ducto biliar, contendo ou não lesão ductal florida           Inflamação portal com lesão do ducto biliar, contendo ou não lesão ductal florida

 

II (Periportal)

 

Reação ductular (fibrose periportal presente)

         

Inflamação periportal (fibrose periportal presente)

 

III (Septal)

 

Fibrose em ponte (ductopenia normalmente presente)

         

Fibrose em ponte (ductopenia normalmente presente)

 

IV (Cirrose)

 

Cirrose biliar

         

Cirrose biliar


 
 

DERMATITE ATÓPICA – SINTOMAS, CAUSAS E TRATAMENTO

A dermatite atópica é uma lesão de pele que parece uma alergia, mas não é.

 
 

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Mas porque é que vêem nesta imagem um objeto de cariz sexual? 

Saibam que o significado de aparição está relacionado com a manifestação súbita de um ente, de um objecto, ou mesmo com a vsão de um fantasma.

3 Fs: Primeiro foi com o futebol, agora é com Fátima. O que é que irá acontecer com o Fado?

Recordo que o busto do Cristiano Ronaldo correu o mundo graças à arte da imperfeição. 

Pois, poderá ser que a Nossa Senhora de Fátima venha a correr o Mundo pela sua perfeição.

 

Nossa Senhora de Fátima.jpg

Resultado de imagem para papa francisco sobre a riqueza

 


 

 

 

 

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Saibam quanto custam as vacinas e conheça o Programa e Calendário Nacional de Vacinação 2017 (Pode aceder aqui ao Programa mais pormenorizado ( PDF - 3038 Kb )

Saibam que a vacina do sarampo, entre todas as outras consideradas cientificamente como essenciais, são gratuitas, contudo, algumas doses complementares só são aplicadas em grupos de risco,  tal como referido no Programa Nacional de Vacinação.

Mas também há mais algumas, que a esmagadora maioria dos pediatras aconselham,  e que se pagam bem caro, nem sempre acessíveis a toda as famílias,  sendo por isso os pais obrigados a fazer opções ( como por exemplo a vacina para a meningite B e a rotavirus. Cada dose chega a custar € 98,36 e podem ser necessárias 2, 3 ou 4 aplicações.

 

Mas esta é uma matéria que a ciência deve fundamentar e demonstrar o que é melhor para todos os nossos filhos e para benefício da Saúde Pública. Devemos por isso confiar nos médicos e técnicos de saúde,  estando sempre à alerta para outros interesses financeiros, que também infetam os médicos e os decisores políticos. 

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Aceda aqui ao Programa Nacional de Vacinação (PNV) que entrou em vigor a 1 de Janeiro de 2017 e que veio implementar algumas novidades, tais como reduzir a vacinação gratuita apenas para a proteção de grupos de risco.

Calendário de vacinação recomendado.jpg

Mas deixamos o alerta de que, segundo o plano de vacinação 2017, tudo indica que determinadas vacinas consideradas complemetares só estão previstas quando identificados grupos de risco.

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A vacinação contra a meningite B tem estado a ser avaliada e consta que só será gratuita  para crianças com défice de imunidade. Quanto às grávidas, estas passam a poder ser vacinadas contra a tosse convulsa, com vista à protecção dos seus filhos até aos dois meses de idade, altura em que estes receberão a vacina. A vacinação da grávida deverá ocorrer por volta da 20.ª semana de gestação.

 

Quase todos os pediatras aconselham a toma da vacina que protege contra a meningite B. Chama-se Bexsero® e não é comparticipada. Segundo a informação prestada pela DECO, cada dose custa € 98,36 e podem ser necessárias 2, 3 ou 4: dependendo da idade da criança.

A meningite B é uma doença rara, mas grave: em 2011 a incidência foi de 0,58 casos por cada 100 mil habitantes. Pode ser fatal em 5% dos casos, deixar sequelas neurológicas ou causar perda de audição, alterações cognitivas, cicatrizes cutâneas e amputações.

A vacina contra a meningite B é administrada na coxa dos bebés e no braço das crianças, adolescentes e adultos. Só se pode tomar depois dos 2 meses. De acordo com a idade, as doses variam:

• 2 a 5 meses: 3 doses + 1 reforço.
• 6 a 11 meses: 2 doses + 1 reforço.
• 12 a 23 meses: 2 doses + 1 reforço.
• 2 a 10 anos: 2 doses.
• A partir dos 11 anos, inclusive adultos: 2 doses.

A meningite provocou a morte de 40 pessoas em Portugal em 2015, o que traduz um agravamento de 17,6% face aos 34 casos registados em 2014, revelou o Instituto Nacional de Estatística.

 

Rotavírus (RV) é o agente causal mais frequente em todo o mundo. Estima-se que cerca de 600.000 a 870.000 crianças, por ano, devido a gastroenterite aguda (GEA) provocada por este vírus e que mais de 80% destas mortes ocorram em países em vias de desenvolvimento (1-3).

O rotavírus A é responsável por mais de 90% das gastroenterites por rotavírus nos humanos e é endémico em todo o mundo. A cada ano os rotavírus provocam milhões de casos de diarreia nos países em vias de desenvolvimento, quase 2 milhões necessitam de hospitalização e estima-se que haja 453 mil mortes de crianças menores de cinco anos devido a esta doença, 85% das quais vivem em países não desenvolvidos.

 

Devido à elevada mortalidade, a Organização Mundial de Saúde (OMS) recomendou a introdução da vacina, em duas doses, às seis e 10 semanas (na Europa faz-se aos quatro e aos 10 meses).

 

Cerca de 580 crianças morrem diariamente em África devido a infecções gastrointestinais provocadas pelo rotavirus, um número que contrasta com as 200 mortes anuais na Europa e as 20 a 40 nos Estados Unidos. 

 

Principais causas de morte em POrtugal.jpg

Top 5 dos medicamentos em que o Estado gasta mais dinheiro (com base nos dados de 2015)

1.            Medicamentos para tratamento do cancro – 234 milhões de euros

2.            Tratamento do VIH/Sida - 212 milhões de euros

3.            Antidiabéticos – 174 milhões de euros

4.            Doenças inflamatórias (como artrite reumatóide, artrite psoriática ou doença de Crohn)

5.            Doenças raras – 82,8 milhões de euros

 

Para efeitos de comparaçao, deixamos aqui alguma informação relativa a anos anteriores.

Quadros resumo:  

2015 - Download pdf  - Quadro resumo de apoio à prática clínica com informação relevante relativa às vacinas que não estão integradas no Programa Nacional de Vacinação elaborado pelas colegas Maria João Pinto e Mariana Afonso.

As colegas apresentam, de início, um resumo das "características" de cada vacina: pneumococo, rotavirus, varicela, hepatite A e influenza e, depois,  um "calendário tipo" para estas vacinas.

2015 - PNV & Vacinas extra-plano - Quadro resumo elaborado pela colega Brenda Domingues que integra o PNV com as vacinas extra-plano - Download pdf

 

Versões anteriores: 

2015 - Norma DGS com integração da vacina Pn13 no PNV - Programa Nacional de Vacinação. Introdução da vacina conjugada de 13 valências contra infeções por Streptococcus pneumoniae (Pn13) - Download pdf

 

2014 - Programa Nacional de Vacinação - Alteração do esquema da vacina contra infeções por vírus do Papiloma humano (HPV)

2012 - Programa Nacional de Vacinação 2012 - PNV 2012 (pdf) 

2008 - Link para Circular normativa PNV + Vacina HPV 2008

 

Fontes:

http://www.spp.pt/UserFiles/file/Comissao_de_Vacinas/RV-Recomendacoes_09_final.pdf

https://www.maemequer.pt/desenvolvimento-infantil/saude-infantil/dicionario-da-saude-do-bebe/o-que-e-o-rotavirus/

https://pt.wikipedia.org/wiki/Rotavirus

http://www.consumer.es/web/es/salud/2007/02/18/160053.php

http://www.who.int/immunization/topics/rotavirus/en/

http://www.dn.pt/ciencia/saude/interior/rotavirus-mata-580-criancas-por-dia-em-africa-1269631.html

https://pt.wikipedia.org/wiki/Meningite

https://www.saudecuf.pt/mais-saude/doencas-a-z/meningite

http://www.mgfamiliar.net

 

 

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Sim, isso é possível graças à aplicação MB Way, entre outras plataformas que podem ser úteis, mas também uma ratoeira para o gasto descontrolado do seu dinheiro. Quanto mais fácil for pagar, com maior facilidade será levado a gastar. MB cartão de c´redito e débito.jpg

 

Constatamos que os sistemas de pagamentos andam num autêntico reboliço, até porque o futuro passará por estas tecnologias e há apetitosas comissões que estas empresas podem ganhar com todas as nossas transacções. 

 

Com esta aplicação, a SIBS pretende demonstrar aos utilizadores que fazer levantamentos e transferências com o MB Way é tão simples como enviar um SMS: não é necessário cartão nem NIB/ IBAN e para fazer compras/pagamentos, basta saber o número de telemóvel do destinatário e o montante fica imediatamente disponível na conta do recebedor, mesmo entre bancos diferentes.

 

O MB Way é uma espécie de MULTIBANCO (MB) inserido no telemóvel, cuja tecnologia pode agora interagir com a caixa de MB que já conhece e dispensar o seu dinheiro sem necessitar de utilizar o cartão.

 

Este serviço é hoje considerado como o meio de pagamentos móvel mais moderno e completo em Portugal. Contava recentemente com cerca de 200.000 utilizadores, que já efetuam compras e operações financeiras imediatas (físicas e online), bem como a gerar cartões MB NET para efetuar compras mais seguras em sites nacionais e internacionais que aceitem marcas American Express, MasterCard e Visa.

 

Saiba que o MB NET é mais seguro para realizar compras, porque pode limitar o valor a disponibilizar por esse cartão tecnológico e assim evitar o roubo de valores maiores.

 

Descubra o 

Segundo a informação recolhida, a aplicação irá gerar um código de 10 dígitos que os utilizadores terão de introduzir na caixa de multibanco física, sendo esse código que irá permitir o levantamento do montante pretendido. Contudo, e por motivos de segurança, este código só será  válido durante um período de 30 minutos. Assim, se o utilizador não se deslocar à caixa física de multibanco para efetuar o respetivo levantamento dentro deste período, o código secreto será desativado. Se, depois d epassado esses 30 minutos, pretender proceder a um novo levantamento, bastará solicitar um novo código para poder fazer o levantamento desejado.

 

Mas será relevante informar que este tipo de levantamentos não obriga à instalação da aplicação no seu smartphone. Segundo explica a SIBS, no espaço informativo sobre a aplicação MB Way,”se não for cliente MB Way pode receber, via sms, o código gerado na app por um utilizador MB Way”

 

 

 

 

 

image mb net

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