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Eleições Europeias 2014: Sondagens atualizadas por país

por José Pereira (zedebaiao.com), em 21.02.14

Acompanhe aqui o que as mais recentes sondagens europeias revelam sobre os possíveis resultados das próximos eleições europeias que decorrerão já em maio de 2014. Confira aqui as atualizações regulares, incluindo os mais recentes dados nacionais de votação para cada Estado membro. 

Acompanhe as previsões sobre que partido vai ganhar o maior número de eurodeputados e, assim, estar numa posição favorável para poder influenciar a nomeação do próximo presidente da Comissão Europeia.


Ainda se mantém tudo em aberto.
 

 

sondagens eleições europeias

 

Mas será que o Partido Popular Europeu (grupo do PSD/CDS-PP) vai voltar a conseguir consolidar a sua posição como o maior partido no Parlamento Europeu? 

 

Será que os partidos de extrema direita conseguirão garantir o número de deputados suficientes para formar um novo grupo parlamentar no Parlamento Europeu? A caminhar como estamos a caminhar por toda a Europa, tudo indica que sim, mas ainda estamos a três meses da data das eleições europeias.

 

A tarefa mais difícil parace continuar a residir do lado da esquerda que apresenta grandes dificuldades em conseguir uma maioria que lhes permita determinar o rumo da Europa.

 

eleições europeias
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Na sétima legislatura que ainda se encontra a decorrer, os grupos políticos são os seguintes:

 QUEM VAI GANHAR AS ELEIÇÕES PARA O PE?

 

leia mais »

 

 

 

http://www.pollwatch2014.eu/#country 

 

 

 

 

WHO WILL WIN THE EP ELECTIONS ?

20 Feb 2014

by: Votewatch

Socialists ahead of EPP in a more polarized parliament

Socialists ahead of EPP in a more polarized parliament

by Kevin Cunningham, Simon Hix and Michael Marsh

Corrected figures, 20 February

The centre-left Socialists & Democrats (S&D) are slightly ahead of the centre-right European People’s Party (EPP) in the race to be the largest group in next European Parliament. Today PollWatch2014’s forecasting model predicts that in the May 2014 elections S&D will win 217 seats while EPP will win 200.

The next European Parliament will also be considerably more polarised than the current one: with fewer seats for the centrist groups and more seats for the radical left, radical right, and anti-Europeans. The combined seat-share of the three centrist groups – EPP, S&D and the Alliance of Liberals and Democrats for Europe (ALDE) – is likely to be down to 65% (from 72% currently), while 29% of the seats are likely to be won by parties that are either critical of or radically opposed to the EU: in the centre-right/anti-federalist European Conservative and Reformists (ECR), the Eurosceptic Europe of Freedom and Democracy (EFD), the radical left EUL/NGL, and the non-attached (NI) members.

On the battle to be the largest group, while the difference between S&D and EPP in our forecast might seem quite large, we remain cautious about the group that is likely to be the largest in the European parliament. There are two reasons for this. First, support for these two larger groups depends significantly on the fortunes of a small number of large parties in Germany, France and Italy, the support for which has varied considerably. Changes in support for parties in these countries will greatly affect the overall make-up of the European Parliament. Second, with 12 weeks until the election on 22-25 May, European election opinion polls will not fully reflect final voting intentions which will depend on the nature of the campaign fought over the next 12 weeks. As such, the accuracy and relevance of the polls are likely to develop as we get closer to the election.

Our forecasting model combines two elements: (1) where European election polls have been taken in a member state, we simply take the standing of parties in these polls; but (2) for member states where only national election polls have been taken so far, we apply a statistical model of how these national election poll standings in the past have translated into European election outcomes. In 2009, this approach correctly predicted 720 of the then 736 seats won by each political group (a 98% success rate), and 660 of the seats won by each national party (a 90% success rate).

However, both elements of our method have a level of uncertainty. Using standard ways to estimate this uncertainty, the “confidence interval” around the current standing of S&D and EPP with 12 weeks until the election is about +/- 25 seats each. Also, given the situation of Socialists in France, Germany and Italy, the uncertainty is probably slightly larger for the Socialists than for the EPP and may also be lop-sided – where our current estimate is towards the upper end of the interval. Given these factors, the Socialists are likely will win between 190 and 230 seats while the EPP are likely to win between 180 and 225 seats. Put this way, there is a reasonable chance (approximately 40%) that the EPP might end up being larger than the Socialists come May.

The forecast that the next European Parliament will be far more polarised than the current one is more certain. What is not yet clear in this regard, though, is where all the MEPs from new political parties will sit and whether new political groups will form. We have assumed at this stage that the MEPs from parties who are not currently affiliated to a European party or group will sit as “non-attached” members. For example, we do not yet know where the Italian Five Star Movement (M5S) will sit, and we expect it to win 18 seats, or the Czech Action of Dissatisfied Citizens (ANO), who we expect to win 9 seats. As we get closer to the elections, we may be able to assign more of these new parties to groups.

There has also been media coverage of a possible new group on the radical right, formed by the French FN, Dutch PVV, Austrian FPÖ, Belgian VB, Italian LN, Swedish SD, and perhaps some other parties. In our first forecast we have left the MEPs from these parties in the groups in which they currently sit. But, if these parties were to form a new group, we are currently predicting that they will win 37 MEPs from 6 member states – which would meet one of the two legal thresholds for forming a group (of at least 25 MEPs from at least 7 member states).

If a new radical right group forms there would be 4 political forces to the right of the EPP: the conservative ECR, the Eurosceptic EFD, the new radical right group, and the remaining non-attached members (many of whom are on the extreme right, such as Jobbik from Hungary and Golden Dawn from Greece). Such a large number of MEPs and groups to the right of the EPP could transform politics inside the European Parliament, as it would force the centrist groups to work together in a “grand coalition” – starting with the choice of the next President of the European Commission. A large populist Eurosceptic bloc of MEPs could also influence the policy agenda of the next European Parliament, as this bloc would probably be opposed to deeper Economic and Monetary Union, fully open free movement of people, and a free trade agreement between the EU and the United States.

Here are the summary tables of the make-up of current European Parliament, broken down by each member state, and our current forecast of the make-up of the Parliament after the 2014 elections.

Prediction summary table 19 Feb CORR

—–

Between now and the European Parliament elections in May, PollWatch2014.eu will produce a series of forecasts of the number of seats each national party and European political group will win in the elections. Our first set of forecasts are published today and our next set will be published in two weeks.

- See more at: http://www.pollwatch2014.eu/pollwatch_blog#sthash.3EnfbKzs.dpuf 

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Referam os órgãos e membros da União Europeia que todos somos parceiros e que a Ucrânia é um parceiro da Europa Oriental. Seremos mesmo "parceiros"? Os capitalistas costumam apelidar-se por "companheiros". Será que são nossos "camaradas"?

 

SERÃO MESMO OS PARCEIROS DA EUROPA ORIENTAL? 

 

 

Ucrânia, Europa

   

Participam na política da «Parceria Oriental» da UE seis Estados pós-soviéticos, entre os quais três países vizinhos diretos da UE — Ucrânia, Moldávia e Bielorrússia — e os três países do Cáucaso Meridional — Geórgia, Arménia e Azerbaijão. Com início em 2009, a Parceria foi criada para apoiar os esforços envidados no contexto das reformas políticas, sociais e económicas nesses países, a fim de reforçar a democratização e a boa governação, a segurança energética, a proteção do ambiente e o desenvolvimento económico e social. No caso dos países que cooperam estreitamente com a UE, existe a possibilidade de negociação de um Acordo de Associação, que inclui frequentemente a criação de uma Zona de Comércio Livre Aprofundada e Abrangente.

 

Acontecimentos recentes demonstraram as dificuldades envolvidas neste processo, com alguns países a aproximarem-se mais da UE, ao contrário de outros. Surgiram ainda fortes divisões internas, com cidadãos contra a orientação europeia dos seus países.

 

 


UCRÂNIA
Apesar de a UE e a Ucrânia terem concluído as negociações relativas a um Acordo de Associação, a Ucrânia tem de satisfazer «expectativas essenciais» para que este acordo seja assinado e ratificado. Entre estas contam-se a aprovação de reformas eleitorais, a abordagem
das irregularidades verificadas durante as últimas eleições, o combate à justiça seletiva e o aceleramento das reformas fundamentais estabelecidas na «Agenda de Associação», um quadro acordado mutuamente.


Os progressos realizados nestes domínios não têm sido sólidos. Em novembro de 2013, apenas alguns dias antes da Cimeira da Parceria Oriental em Vilnius, na Lituânia, o presidente ucraniano Viktor Yanukovych anunciou que o seu governo iria adiar o trabalho com vista ao Acordo de
Associação (AA). Apesar dos protestos públicos generalizados na Ucrânia em que se exigia que o presidente Yanukovych realizasse as reformas finais exigidas pelos líderes da UE, as reformas foram paralisadas e o acordo não foi assinado na reunião.


Uma série de questões diz respeito à UE. A missão internacional de observação eleitoral considerou que as últimas eleições parlamentares na Ucrânia, realizadas em 28 de outubro de 2012, se caracterizaram por uma falta de condições equitativas. Outro grande motivo de
preocupação, nomeadamente para o Parlamento, é a «justiça seletiva» aplicada aos líderes da oposição, incluindo, nomeadamente, a antiga primeira-ministra Yulia Tymoshenko, atualmente detida, que foi impedida de concorrer às eleições. Em 2012, o presidente do Parlamento Europeu,
Martin Schulz, nomeou uma missão de acompanhamento composta pelo antigo presidente do Parlamento Pat Cox e pelo antigo presidente polaco Aleksander Kwasniewski.


Os parceiros internacionais da Ucrânia dificultaram as escolhas do país. A Rússia incentivou a Ucrânia a aderir aos seus projetos de União Aduaneira e União Euroasiática, juntamente com outros países da Comunidade de Estados Independentes (CEI). Como recompensa pela sua
adesão, a Rússia ofereceu à Ucrânia gás a custos relativamente baixos — uma oferta atrativaFichas técnicas sobre a União Europeia - 2014 2
tendo em conta as atuais dificuldades económicas da Ucrânia e a sua dependência dos recursos energéticos provenientes da Rússia. No entanto, essa situação seria incompatível com a Zona de Comércio Livre Aprofundada e Abrangente (ZCLAA)[1] que a Ucrânia negociou com a UE. Em
agosto de 2013, a Rússia passou para medidas mais coercivas, bloqueando todas as importações da Ucrânia para a Rússia durante uma semana.

 

Posições do Parlamento Europeu
O Parlamento adotou uma série de resoluções relativas à Ucrânia. A maior parte incide no apoio do Parlamento ao Acordo de Associação UE-Ucrânia, manifestando, contudo, fortes preocupações face aos casos de justiça seletiva e de irregularidades durante as eleições de 2012.
Numa resolução adotada em outubro de 2013, o Parlamento continuou a apoiar o Acordo de Associação, subordinado às reformas da Ucrânia.

 

Cooperação interparlamentar 

Os membros do Parlamento Europeu e do Parlamento ucraniano (o Rada) reúnem-se, duas vezes por ano, no âmbito da Comissão Parlamentar de Cooperação UE-Ucrânia (CPC), a fim de proceder a uma troca de pontos de vista sobre questões atuais. Em 2012, essas reuniões incidiram

sobre as futuras eleições na Ucrânia, os casos de justiça seletiva, o gás de xisto e a reforma da administração regional e local.

 

Observação eleitoral
O Parlamento foi convidado a observar as últimas eleições nacionais na Ucrânia. Em 2012, a Missão Internacional de Observação Eleitoral incluiu a delegação de observação do Parlamento, o Gabinete para as Instituições Democráticas e os Direitos do Homem da Organização para
a Segurança e a Cooperação na Europa (OSCE/ODIHR), a Assembleia Parlamentar da OSCE, a Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa (PACE) e a Assembleia Parlamentar da NATO.

 

FONTE: http://www.europarl.europa.eu/ftu/pdf/pt/FTU_6.5.5.pdf 

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Facebook: Porque não tens um botão para dizer "OBRIGADO"

por José Pereira (zedebaiao.com), em 20.02.14

Já todos clicamos em "gosto" e em "não gosto", tal como já partilhamos dezenas, centenas, milhares e mesmo milhões de frases, imagens ou vídeos como este que agora partilho. No entanto, como aprendi a dizer sempre obrigado às pessoas que me davam ou comigo partilhavam algo. Agora que reconheço que também partilharam comigo algo com que sempre aprendi, já que o facebook me pergunta, todos os dias, em que penso, eu aproveito para perguntar porque é que o facebook não tem um local para clicar em "OBRIGADO", de modo a podermos agradecer a quem conosco partilha ideias, sentimentos, desassossegos, reflexões, entre muitos outros conteúdos?

 

Será pelo facto do acto de AGRADECER não se poder limitar a um simples clique, sendo que tanta gente clica em "gosto" ou "não gosto" sem sequer ler e refletir cobre a mensagem que alguém publica?

 

Aprendamos a ver o significado da mensagem e a agradecer sempre pela partilha. Eu agradeço a todos com quem aprendo e que comigo partilham algo, seja presencialmente ou à distãncia.

 

Um abraço

 

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Por força da Lei n.º 8/2014, de 20 de fevereiro foram suspensos, temporariamente, os novos critérios para atribuição do título enfermeiro, termos estes que vêm obrigar os recém licenciados em enfermagem a um Exercício Profissional Tutelado (EPT), antes de poderem aceder ao título de Enfermeiro. Mas note-se que esta suspensão só vigora até à entrada em vigor do Estatuto da Ordem dos Enfermeiros revisto em conformidade com o disposto na Lei n.º 2/2013, de 10 de janeiro.

enfermagem, ordem dos enfermeiros, exercício profissional tutelado, profissões, cursos superiores

 

Assim, determina a Lei n.º 8/2014, de 20 de fevereiro que "o regime previsto no n.º 2 do artigo 4.º da Lei n.º 111/2009, de 16 de setembro, é aplicável aos alunos que concluam o curso de licenciatura em Enfermagem até à entrada em vigor do Estatuto da Ordem dos Enfermeiros revisto em conformidade com o disposto na Lei n.º 2/2013, de 10 de janeiro".

 

Esta tem sido uma temática que tem dividido Faculdades e Ordens, sendo que os 4 anos de formação superior já incluem longos Estágios e Práticas Integradas que muito têm valorizado os nossos jovens enfermeiros em Portugal e além fronteiras. Veja-se o elevado números de agência que têm vindo em busca da contratação dos nossos jovens enfermeiros e como falam excelentemente bem sobre o seu profissionalismo por esta Europa e por este Mundo fora. Porque será que querem agora bloquear o ingresso destes jovens no mercado de trabalho? Será para defender uma classe já instalada? Veja-se o que veio a acontecer com outros profissionais, os quais para poderem aceder a um cartão (título) da Órdem tiveram que trabalhar gratuitamente ou simular que estavam a trabalhar e a descontar para a Segurança Social! 

 

Será que um dia vão exigir de todos os profissionais no ativo o mesmo que hoje se está a tentar exigir aos professores - Exames sucessivos para aceder à profissão ou para renovar o título que dá acesso à continuidade na profissão?

 

Será que do percurso académico e da vida profissional faz parte reflexão sobre a perda de determinadas capacidades, habilidades ou qualidades, face às quais as entidades empregadoras, bem como as entidades formativas e de reconhecimento profissional deveriam defender e saber aplicar o devido ajustamento? Será que os ordenantes, os formadores ou os profissionais de hoje se lembrarão que serão os profissionais envelhecidos de amanhã?

 

 

Será que também vão exigir exames e demonstração profissional tutelada sobre todos os profissionais que já se encontram ao serviço e que até podem estar já muito mais desatualizados sendo que, face à rápida evolução da ciência e da tecnologia, provavelmente até estarão mais mal formados, mais mal preparados e muito mais desatualizados do que estes jovens recém licenciados, mestrados ou dourorados? Outros pela longa história de vida e laboral até poderão estar bem mais preparados, pelo que, em tudo e para tudo, deve haver o devido respeito e equilíbrio socioprofissional. 

  

Não terá tudo o seu equilíbrio e a mútua aprendizagem, entre novos e velhos, entre mais experientes e menos experientes e entre mais formados e menos formados?

 

Não seria de igual modo legítimo perguntar porque é que não há a Ordem dos Pedreiros, dos Agricultores, dos Cozinheiros, das Domésticas, dos Auxiliares, dos Administrativos, dos Pischeleiros, dos Electricistas e de outros que tais, profissionais de que tanto necessitamos e que tanta falta nos fazem? Não deverão todos estes profissionais ser devidamente qualificados, reconhecidos e bem remunerados, já que são tanto, ou mais,  necessários e devidamente qualificados nas suas respetivas áreas?

Experimentem colocar a maioria dos portugueses a mudar uma tomada da luz ou a assentar um tijolo ou um azulejo e verão o resultado. Será que precisamos de inventar uma Ordem para os que não se conseguem adptar ou para os que não conseguem aceder ao trabalho que nunca ninguém se lembra de adequar à realidade de cada pessoa?

 

Quer a Universidade Formativa, quer a Universidade da Vida têm o seu valor. Por isso, em vez de andarem mutuamente a auto-destruir, devem é cooperar, não só para certificar, mas sobretudo para melhor formar e melhor qualificar ao longo da vida.

 

Não deveria também começar a existir uma Ordem para determinar o acesso à profissão de Empresário, de político ou de governante? 

 

Preocupemo-nos mas é com o devido equilíbrio empresarial, formativo e laboral.

 

 

Legislação:

 

Lei n.º 8/2014, de 20 de fevereiro - Altera os termos da aplicação do regime transitório de atribuição do título enfermeiro (primeira alteração à Lei n.º 111/2009, de 16 de setembro, que procede à primeira alteração ao Estatuto da Ordem dos Enfermeiros, aprovado pelo Decreto -Lei n.º 104/98, de 21 de abril) - http://dre.pt/pdf1sdip/2014/02/03600/0151101511.pdf 

 

 

Decreto-Lei n.o 104/98, de 21 de Abril - Cria a Ordem dos Enfermeiros - http://dre.pt/pdf1sdip/1998/04/093A00/17391757.pdf 

 

Lei n.º 111/2009, de 16 de Setembro - Procede à primeira alteração ao Estatuto da Ordem dos Enfermeiros, aprovado pelo Decreto -Lei n.º 104/98, de 21 de Abril - http://dre.pt/pdfgratis/2009/09/18000.pdf 

 

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De onde vêm e para onde vão as notas "Bin Laden" de 500€

por José Pereira (zedebaiao.com), em 20.02.14

Se a economia paralela continua a aumentar e se o Banco de Portugal não requisitou nem registou essas ditas notas de 500€ que andam por aí a circular, de onde vem e para onde vai esse dinheiro em notas tão elevadas?

 

Creio que não é o cidadão comum que, na fuga à fatura do mecânico ou lá da mercearia local, está a pagar com notas de 500€.

 

Porque é que ninguém investiga a série e a origem das notas de 500€?

 

Já sei que vão dizer que não há funcionários públicos formados em informática nem especializados em economia ou em notas de 500€. Só há funcionáriosm públicos especializados em salários de 500€. 

corrupção, crime, economia paralela, banco de portugal, banco europeu, justiça, política económica

 

Mas afinal que fazem aos jovens recém licenciados? Coloquem-nos ao serviço público e a combater a corrupção, sendo que duas ou três notas de 500€ já pagam um razoável salário de estágio ou de início de carreira.

 

É sabido do Banco de Portugal e do Ministério da Justiça, bem como de todos os políticos e governantes que, só desde Janeiro, entraram em circulação 522 milhões de euros em notas de 500 euros, um aumento superior a 50% face a 2012. Nunca houve um ano assim, pelo que, o Observatório de Gestão de Fraude admite que podem estar a ser usadas na economia paralela.

 

Mas o fenómeno não é apenas português. O problema é que nem os nossos políticos europes se mostram preocupados em resolver o problema, sendo que se alimentam à custa dos jogos de interesses politico-empresariais capitalistas.

 

No Reino Unido, a Serious Organised Crime Agency, o serviço de investigação de crimes de colarinho branco, estimou que 90% das notas de 500 euros estejam nas mãos do crime organizado e de quem quer fugir ao fisco. Esta agência descobriu esquemas de branqueamento de capitais com recurso a estas notas e a preferência explica-se de forma simples: era fácil de transportar e não dava nas vistas. Em alguns países, as notas de 500 euros passaram até a ser conhecidas como ‘Bin Ladens’ – as pessoas sabem que existem, mas ninguém as vê, excepto os criminosos.

 

Mas de onde vieram e onde foram parar as 694 mil notas notas de 500 euros, ou seja, os 522 milhões de euros? Estarão no bolso do mecânico ou do merceeiro?

 

O Observatório de Economia e Gestão de Fraude, que acompanha a evolução da economia paralela, tem apresentado uma resposta sobre este assunto, nomeadamente: “O uso de notas de montante elevado deverá estar associado ao fenómeno de economia não registada, nas suas vertentes subdeclarada e ilegal”.

 

Note-se que o Observatório, criado pela Universidade do Porto, tem alertado que a economia não registada está a aumentar nos últimos anos, com a crise. A subida da carga fiscal e do desemprego faz com que muitos cidadãos tentem obter rendimentos à margem da lei e das estatísticas oficiais. O organismo estima que a economia não registada tenha atingido 26,74% do Produto Interno Bruto (PIB) no ano passado, o valor mais elevado desde 1970.

 

Mas o que mais me preocupa nem é a falta de fatura do mecânico ou do merceeiro. Preocupa-me muito mis o crime organizado em torno das notas ‘Bin Ladens’ e do terrorismo económico.

 

Essas sim, acabarão por destruir Portugal e a vida dos portugueses.

 

 

Vítor Constâncio, vice-presidente do Banco Central Europeu, chegou a reconhecer que a retirada das notas de 500 euros poderia corresponder a uma medida de estimulo à economia e poder até ajudar no combate ao crime organizado, já que um milhão de euros ocupa menos espaço do que o mesmo montante em notas de 500 euros, facilitando o armazenamento e a sua deslocação. Mas porque é que os políticos, os governos e os tribunais nada fazem? 

 

Será que as notas de 500€ interessam aos cidadãos em geral e para pagamento dos bens essenciais aos pequeno comerciantes?

 

Anunciou-se no final de 2013 que o Sistema de Informações de Segurança (SIS) estaria a investigar o estranho aumento de circulação de notas de 500 euros em Portugal, mas que é feito dessa insvestigação? Porque é que não avança? 

 

 

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