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Ensino Superior: A Dimensão Social da Educação - "Pay it Forward"

por José Pereira (zedebaiao.com), em 15.03.17
Os resultados de alguns estudos mostram que o acesso ao ensino superior poderá ser 
reforçado pelas políticas do "Pay it Forward" (PiF). Não é bem a política do "pagar é para depois",
mas sim uma política de corresponsabilização e reciprocidade. PiF_Politicas de Ensino Superior.jpg

A expressão "Pay it Forward" pode ser entendida como o ato voluntário de um
benfeitor anónimo (ou não) suportar os encargos decorrentes do usufruto de um
bem ou serviço de interesse público ou como a possibilidade de liquidação dos encargos
decorrentes da utilização desse serviço público quando o utente sentir que tem meios
suficientes para exercer o dever de reciprocidade, já que se trata do acesso a um
bem ou serviço de interesse público, que, direta ou indiretamente, tem de ser pago.

Desde 2013, pelo menos 24 estados americanos (EUA) têm considerado legislar sobre
estes modelos de financiamento do ensino superior.

Para quem gosta de melhor melhor compreender este conceito deixo aqui alguns artigos:

“PAY IT FORWARD” AND HIGHER EDUCATION SUBSIDIES: A MEDIAN VOTER MODEL: HIGHER EDUCATION SUBSIDIES

Aceda aqui ao artigo completo

 
Full-text available · Article · Jan 2016 · Scientific Reports
 
 
 
 

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Ranking nacional relativo ao processo de análise e atribuição das bolsas de estudo do ensino superior 2016/2017.

* Não havendo critérios estabelecidos para avaliar o desempenho e os resultados atingidos, nem se conhecendo que recursos humanos, técnicos e materiais se encontrem alocados aos processos em cada um dos Serviços/Instituição, foram tomados como base para a classificação deste ranking os fatores/indicadores abaixo numerados, não se podendo descurar o atraso ocorrido nas liquidações de IRS relativas ao ano de 2015, nem tampouco o facto de muitos dos estudantes só submeterem as candidaturas a bolsa quando o prazo já está para terminar, ou seja, no final de setembro, quando o poderiam e deveriam fazer logo a partir do dia 25 de junho, contribuindo assim para a agilização da análise e despacho das suas próprias bolsas de estudo.

Sucede ainda que, no presente ano letivo, o sistema informático de bolsas tem permanecido muito lento, pelo menos no caso dos técnicos com perfil de análise e despacho, contribuindo este fator para o atraso da análise e despacho dos processos de bolsa de estudo.

Devemos ainda ter em atenção que muitos dos processos já foram alvo de uma primeira análise e andam num vai e vem entre o técnico e o estudante/candidato, até que a situação socioeconómica fique suficientemente esclarecida. A não agilização das respostas ou da submissão de novos documentos a esclarecer a situação socioeconómica dos candidatos/estudantes também contribui para a manutenção de diversos processos em análise e reanálise.

Assim, na falta de outros elementos, a classificação deste ranking foi apurada tomando por base os fatores/indicadores que se enumeram, não podendo esta visão ser tomada como a melhor para avaliar a prestação dos técnicos e dos Serviços/Instituições, até porque muitos serviços optam pela aplicação da análise simplificada numa primeira fase e procedem à verificação e controlo em fase posterior, já com os processos despachados e as bolsas em pagamento, apresentando-se este trabalho apenas como instrumento de reflexão, apontando-se para a necessidade de uma análise aprofundada no primeiro ano de candidatura e para a agilização nos anos seguinte, devendo decorrer sempre a necessária verificação e controlo ao longo dos anos do curso, mas já com as bolsas de estudo em pagamento considerado provisário durante determinado periodo de tempo.

 

Assim, tomou-se como ponto de partida para a classificação do ranking:

1 - A percentagem de processos já despachados, por corresponder ao trabalho já finalizado (processos com decisão final);

2 - A percentagem de processos a aguardar análise na Instituição, considerado como tarefa ainda não terminada;

3 - A percentagem de processos a aguardar informação indispensável para a análise técnica, por, apesar desta falta de informação decorrer de processos de interoperabilidade externa com a DGITA e SS, por vezes também é fruto do arrastar do processo de candidatura e da verificação dos elementos de interoperabilidade, não sendo de desconsiderar os atrasos provocados pelo atraso do carregamento da informação académica que é da responsabilidade das próprias Instituições de ensino superior;

 4 - Incluiu-se ainda o fator denominado por "ranking de resultados" (% de deferimento/% de indeferimento), por esta percentagem ter relação com a informação e prestação do serviço de proximidade aos requerentes, sendo mais fácil atingir melhores resultados quando se presta um bom serviço informativo e de proximidade, levando assim a concorrer apenas aqueles que reúnem os requisitos para tal e ajudando a resolver as incorreções das candidaturas, por via de um serviço aberto e de proximidade, no mais curto espaço de tempo, como é o caso do praticado na Escola Superior de Enfermagem, onde o Técnico está, "in loco", em permanente atendimento e apoio aos estudantes da própria Instituição, conhecendo-se todos cara a cara e melhor percecionando as dificuldades de cada um dos candidatos, evitando-se assim o abandono e insucesso escolar, que neste caso concreto é muito baixo no caso dos estudantes bolseiros e mesmo não bolseiros, já que a dimensão social da educação vai muito para além da ação social escolar direta, ou seja, está muito para além das bolsas de estudo.

 

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Ranking Bolsas de Estudo Fevereiro de 2017_PÚBLIC

 

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Ranking Bolsas de Estudo Fevereiro de 2017_PRIVADO

 

Ranking Bolsas de Estudo Fevereiro de 2017_DADOS G

Jornal de Notícias

 

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Sabiam que o melhor aluno da Universidade do Porto toca violino, pagava 385€ por mês para estudar no Colégio Alemão do Porto e ingressou no curso de medicina?

Dão a entender as notícias que tocar violino e estudar em colégios privados gera "alunos brilhantes" e dá acesso ao curso de medicina. Mas também referem as mesmas notícias que o "aluno brilhante" é filho de professores universitários, presta atenção nas aulas e depois revê a matéria para os testes. Mas será isto suficiente para desenvolver um bom aluno ou uma mente brilhante?

Eu peço ajuda para refletirmos em conjunto e me ajudarem a compreender.

O filho do meu vizinho, que é operário nas obras, estudou numa escola pública do interior, não toca qualquer instrumento musical, ajudava o pai nas tarefas do campo e ingressou no mesmo curso de medicina. Contudo, aquando do ingresso no ensino superior, não conseguiu ser distinguido como "o aluno brilhante" do ingresso no curso, nem tampouco na Universidade. Contudo, à medida que foi avançando no percurso académico, foi sendo um dos melhores alunos do curso. Não sei se agora é um "aluno brilhante", mas sei que tem sido um dos melhores alunos do curso. 

Falta agora saber qual dará o melhor profissional.

Por isso pergunto:

Será que o "aluno brilhante" depende das aulas de música? É que nas escolas públicas e no interior do país também há escolas de música, muitas bandas filarmónicas, muitos conjuntos de baile e até educação musical nos programas escolares do ensino básico (não havendo educação músical no secundário);

Será que o "aluno brilhante" depende do tipo de instrumento musical que os pais tocam, que ele ouve ou que ele escolhe para aprender a tocar? É provável, sendo que a esmagadora maioria dos alunos na escola pública só têm aulas de flauta e isto só no ensino básico. Mas também há quem toque e oiça tocar violino. Indicam alguns estudos que " a fraca mobilidade social em Portugal tem a ajuda do sistema educativo";

Será que o "aluno brilhante" depende da nacionalidade? Não me parece, sendo que mais de 95% dos alunos são de nacionalidade portuguesa;

Será que o "aluno brilhante" depende do sexo ou género? É provável, sendo que a maioria a ingressar nos cursos com médias mais altas são mulheres (84,7% em enfermagem e 62,7% em medicina);

Será que o "aluno brilhante" depende do nível de formação académica e de rendimentos dos pais? É provável, sendo que os estudos indicam que a escolaridade dos pais limita a mobilidade social e até o salário dos filhos, condições estas que têm tendência a reproduzir-se. Quantos filhos de titulares do subsídio de desemprego ou do RSI/rendimento mínimo foram distinguidos até hoje e destacados nas primeiras páginas dos jornais, como "alunos ou profissionais brilhantes"?

Será que o "aluno brilhante" depende da localidade onde vive e estuda? É provável, sendo que na maioria das localidades do interior não há colégios privados, nem empregos qualificados, nem condições económicas para aceder a tal;

Será que o "aluno brilhante" depende da profissão dos pais e do nível económico, social e cultural destes? É provável, sendo que o "aluno brilhante" do presente ano letivo é filho de professores universitários, que aprendem e tocam violino a um nível profissional, que vão ao cinema, ao teatro e a concertos na Casa da Música;...

Posso ter muitas dúvidas, mas trabalho e estudo estas temáticas há mais de 20 anos e tenho alguns dados que me indicam para algumas (in)certezas: COnstato que, enquanto no curso de medicina só ingressam 12,2% de estudantes economicamente carenciados, no curso de enfermagem ingressam 46,9%. Porque será? Não tocarão violino?

Sei onde ingressou a maioria dos "alunos brilhantes", mas não sei onde terão ingressado os melhores alunos. O percurso académico e profissional irá ajudar-me a obter algumas respostas.

Desigualdades no acesso aos cursos de saúde 2016.

 

Melhor aluno da UP Medicina Colegio Alemão.jpg

 

 

 

Portugal entre os piores. Educação dos pais limita salário dos filhos

 

Fonte: iOnline



 

Fraca mobilidade em Portugal com a ajuda do sistema educativo

 

Fonte: Diário de Notícias

 

Perfil dos Estudantes do Ensino Superior

Desigualdades e diferenciação

Colaboração com a entidade: Universidade Nova de Lisboa
Colecção: Ceos/Inquéritos

Sinopse:

As mudanças estruturais que conhece o ensino superior em Portugal não alteram apenas a oferta do ensino, mas traduzem-se, igualmente, por um alargamento das origens sociais e culturais e mesmo geográficas dos alunos e por uma diversificação das suas trajectórias escolares, das suas motivações, das suas representações, das suas estratégias e práticas face ao ensino e às instituições, dos seus modos de sociabilidade, das suas práticas culturais e de lazer... O projecto de investigação de que resultou a informação que aqui apresentamos foi desenvolvido no CEOS por iniciativa da CNASES – Conselho Nacional para a Acção Social no Ensino Superior, que foi ao mesmo tempo a instituição contratante e a primeira destinatária dos resultados.

 

Conceitos e dimensões da pobreza e da exclusão social: uma abordagem transnacional

Capa
Editora Unijuí, 2006 - 240 páginas
As desigualdades nos planos socioeconômico, cultural, político, etc., traduzem-se por diferentes modos de produção e de expressão da pobreza e da exclusão social. O exercício de comparação transnacional permite-nos uma melhor percepção desta diversidade e, ao mesmo tempo, um conhecimento mais aprofundado dos processos solidários e da especificidade própria a cada contexto nacional. Os contributos que apresentamos neste livro procuram clarificar os conceitos utilizados para dar conta das situações ou tratam de algumas das suas dimensões.
 
 

 

Aqui poderá aceder a uma nota sumária sobre o ingresso no ensino superior público em 2016-2017

Nos espaços que se seguem estão disponíveis diversos estudos e estatísticas.

 

 

 

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É licenciado na área da saúde? Pretende ingressar no curso de medicina?

Se sim, mantenha-se atento/a aos concursos especiais para titulares do grau de licenciado

A DGES disponibiliza informação relevante nos links que se seguem. Contudo, mantenha-se atento/a à publicitação dos concursos abertos pelas respetivas Universidades/Faculdades.



Estudantes a quem se destina o concurso especial

O concurso especial abrange os estudantes que, cumulativamente:

_ Sejam titulares do grau de licenciado num dos domínios constantes de elenco aprovado pelo órgão científico da unidade orgânica da Instituição de Ensino Superior (IES) pretendida;
_ Se candidatem para acesso ao curso de Medicina;
_ Reúnam as condições fixadas pela IES pretendida, devidamente aprovadas e divulgadas;
_ Satisfaçam os pré-requisitos, quando exigidos pelo par instituição/curso pretendido.


Pré-requisitos

Pares instituição/curso a que pode apresentar candidatura

Realização da candidatura

Documentação

Calendário

Seriação e colocação dos candidatos no concurso especial

Vagas

Restrições

Validade do concurso especial

Creditação

Legislação

Regulamentos das instituições de ensino superior

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