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No relatório "Social Innovation Index 2016", Portugal aparece num bom 22º lugar, mas, pelo estudo transversal dos indicadores contidos neste relatório, há certamente ainda muito a fazer e ao alcance do nosso país e de cada uma das nossas localidades e instituições.

Indice de inovação social_2.jpgTal como referido neste relatório, considerar "uma dimensão única" da inovação social ou uma fórmula padrão para promover o seu crescimento em diferentes mercados, poderá não ser suficiente e não abranger suficientemente o contexto. Como os especialistas observaram, uma das principais características da inovação social é que, apesar das condições mais adversas, ela pode surgir em qualquer lugar. No entanto, esta pesquisa também mostra que, para além de diversos fatores, há políticas e boas práticas que são comuns em todos os países onde a inovação social foi formando raízes e prosperou.

O relatório conclui que o sucesso da inovação social pode e deve ser tipicamente avaliada no seu contexto. 

 

Enabling social innovation
As this report has pointed out, a “one-sizefits-all” definition ofsocial innovation and a standard formula to foster its growth across different markets, are likely to remain distant prospects. And as experts have noted, one of the main characteristics of social innovation is that it can spring up anywhere, in spite (indeed, at times because) of the most adverse conditions. Nonetheless, our research shows there are factors, policies and best practices that are common across countries in which social innovation has taken root and thrived.


Broadly speaking, these represent a tendency towards balance. In the policy sphere, it is the combination of providing a certain degree of legal infrastructure and support—such as a framework defining social enterprises, or carefully applied subsidies—while not overregulating to the extent that social enterprises are forced to focus on compliance at the expense of impact or growth, particularly in sensitive sectorslike health or finance. As Professor Nicholls of Oxford University notes, particularly in the developing world, social innovation “has also emerged because of the absence of effective welfare policy.”


In obtaining financing,social innovation should be able to draw on multiple possible funding sources, from charitable grants to social impact bonds, impact investors or (in the case of social enterprises) the revenues derived from
their own operations. Balanced, sustainable funding will also help social initiatives ultimately remain focused on innovation and impact in the communities they are seeking to serve, rather than delivering returns for investors, justifying their work to donors or securing the next grant.


It must also be recognised that in social innovation as in so much else, money isn’t everything.


Identifying and developing novel approaches to complex societal problems requires a steady supply of talent across a range of competencies, and in many cases the wholehearted participation of volunteers and civic groups.


The “biggest barriers [to social innovation] remain the lack of time and talent to get the best work done,” says Mr Davis of PATH. “The best social innovation happens when the talents, resources, and ideas of the social, private, and public sectors align around a common social challenge and shared values. But this takes a commitment of years, even decades, to understand the problem and its context, to build trust to address a common problem, and build capacity and align incentives. Many in industry still see this as a sideshow, not part of the core business, so commitments of the right people and time are often inadequate or slow.”


This is why the work of organisations like the British Council and Fundación Acción Joven to introduce training on social entrepreneurship or workplace skills at the student level is so important. Capacity building may also be needed
within communities to empower them to address issues independently, or (as has been the case in Seoul City Hall) within governments to promote understanding of and participation in largely citizen-led social innovation projects.


Balance also means deploying a range of tools to deal with a range of social shortfalls. Social enterprises may play a key role in making technologies or services more accessible to remote or underprivileged populations. In wealthy countries, where institutions are weak but a potential market exists, it may be best to encourage social entrepreneursto fill the gaps with a certain amount of government support (or, at least, non-interference). There are also at times compelling genuine business opportunities in attending to social needs.


However there are some areas—such as health, education and justice—where private enterprise needs to be closely monitored or regulated, or where there is no real “market” for certain kinds of services even though they may desperately be needed. In these cases the innovating will be driven by non-profits, governments and communities themselves.


Once a certain balance is achieved and social innovation emerges, the focus inevitably shifts to outcomes. Measuring these is no easy task.


This is why the data around social innovation projects has become a precious currency, and why there is so much emphasis in many social innovation organisations on developing frameworks for quantitative as well as qualitative
assessments, whether these are based around costs saved, years added to lives or workforce participation rates.


“Provable” results help secure further support from governments or donors, and build the case for more ambitious projects. In the words of Josh Wright of ideas42, to get buy-in for any change management process, “you have to put some wins on the table.” At the same time it must be accepted that some results will take years to manifest themselves, and that gauging impact will always be to some extent an inexact science.
The success of social innovation, then, may typically be assessed in the context.

 

Indice de inovação social.jpg

 

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Sabiam que, no passado dia 24 de outubro, todas as mulheres da terra gelada (Iceland) saíram do trabalho às 14:38h, como forma de protesto contra a desigualdade salarial entre homens e mulheres, isto porque, na Islandia, segundo um relatório da Comissão Europeia (2013), as mulheres recebem, em média, menos 18% do que os homens para fazer o mesmo trabalho. Face às desigualdades de género, as islandesas tomaram a decisão de sair do trabalho cerca de uma hora e vinte minutos mais cedo, isto porque, num dia de trabalho de oito horas, elas começam a trabalhar "sem receber", a partir das 14:38h.

(Dia de Folga das Mulheres, em 24 de outubro de 1975, Reykjavík)

Segundo o mesmo tipo de relatório sobre Portugal, sabe-se que as portuguesas sofrem dos mesmos problemas, não só de desigualdade de género, mas também de disparidade salarial. 

Desigualdade salarial em Portugal_Outros.jpg

 Mas será que as mulheres e homens trabalhadores portugueses também vão quebrar o gelo? 

 

Recentemente soubemos que os  administradores de algumas empresas chegam a receber até 90 vezes mais do que a média dos trabalhadores e que, num Estado e num país em dificuldades e de pensões e salários cortados e de carreiras profissionais estagnadas, as remunerações e mordomias dos administradores da Caixa Geral de Depósitos podem mais que triplicar.

Pois que viva a mulher da terra gelada e as desigualdades e disparidades profissionais e salariais. Um dia alguém quebrará o gelo, tal como o fizeram as mulheres islandesas em 1975, quando paralisaram o país por completo e abriram os olhos de muitos homens.

Desigualdade de Genero_Islândia.jpg

 

Desigualdade de Genero_Portugal.jpg

 

Desigualdade salarial em Islandia.jpg

 

                        Desigualdade salarial em Portugal.jpg

 

Portugal é o país da UE onde a desigualdade salarial entre homens e mulheres mais aumentou com a crise, e ninguém sai do serviço mais cedo, bem pelo contrário, amouchamos, trazemos serviço para casa e aguardamos até ficar desempregados ou a ir parar a um qualquer serviço de psiquiatria.

disparidade-salarial-mapa

 

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Estas foram algumas das frases partilhadas nesta Páscoa, por familiares e amigos emigrantes de Baião. Uma realidade que é bem conhecida aqui na nossa terra e no nosso país. 

"...Somos os novos escravos de Portugal e da Europa"... 

..."Transportam-nos como animais, amontoam-nos em apartamentos degradados ou em barracões, pagam-nos o salário mínimo do país de "acolhimento", mas como precários e sem ajudas de custo. Os nossos almoços diários, para dias longos e de trabalho duro, são apenas sandes e os nossos jantares são aquilo que restar",

..."O nosso coração está em Portugal e é a pensar nas nossas famílias, na doença e na reforma que nos sujeitamos a esta vida indigna",...

"...Se nos pagassem o devido pelo trabalho que fazemos e se a TAP não se aproveitasse dos emigrantes por estas alturas, também poderiamos viajar de avião, ou até em luxuosas e seguras viaturas, mas os salários de hoje não dão para isso",

..." só queremos ter a digna oportunidade de ver os filhos, de visitar a família e de estar presentes nos momentos de doença ou morte dos nossos pais,..., mas nem a isso por vezes temos acesso".

"...Os governantes, eurodeputados, embaixadores e outros altos quadros dirigentes europeus recebem milhares de euros por mês à nossa custa, trabalham poucos dias, viajam semanalmente e ainda têm tudo pago, mas o facto é que não olham para as condições de vida, de trabalho e de salário dos emigrantes que lhes pagam todas essas mordomias",... 

..."Somos trabalhadores e também somos filhos e netos de Portugal"...

carta dos emigrantes.jpg

 

 

 

 

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Esta gente (que não sei se será gente) só é forte a matar os inocentes e indefesos.
Tenho lá 2 irmãos. Poderia ser o nosso irmão, o nosso amigo, o nosso vizinho.
Tudo gente trabalhadora, inocente e indefesa.
Não têm a mais pequena piedade pela população civil, pelas crianças, pelos idosos,..., por toda esta gente indefesa e inocente que trabalha para sustentar as suas famílias.

SECOND ATTACK: The image above is being used by the Belgian media who claim this is the damage caused by the bomb at the Maelbeek Metro station in central Brussels 79 minutes after the first attack. It has not been verified but is being widely circulated on social media

 
 
A terrified passenger cowers under a check-in desk moments after two explosions rocked Brussels Airport in a suicide bomb attack today
Chilling footage taken seconds after Brussels Airport blasts
 
 
FIRST ATTACK: At least 13 people have died and dozens injured after two explosions rocked Brussels Airport in a terror attack today

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Será que os portugueses são mesmo assim? Porque continuam os estrangeiros a ter esta imagem de nós e do nosso país?

Será que iremos voltar a carregar a mala de cartão, a fazer o pequeno almoço com sopas de vinho, chouriço e bacalhau seco, a carregar os cestos de roupa à cabeça até aos lavadouros públicos e a ser os escravos desta Europa que nos havia sido prometida como sendo dos cidadãos e para os cidadãos?

Sim, somos gente séria e de trabalho, mas também grandes empreendedores e de grande inteligência

Tal como no passado, também hoje, muita da gente de Baião (a nossa/minha terra) e cada vez gente mais qualificada de cá e de todo o país, se vê forçada a emigrar e a ir por esse mundo fora, com a esperança de uma vida muito melhor do que aquela que conseguem por cá para (sobre)viver.

 

Ao acompanhar as mensagens partilhadas por alguns dos meus familiares e amigos, ontem e hoje emigrados, cruzei-me com a partilha da imagem que se segue (foto de Camille Dino), através da qual o site www.topito.com faz alusão ao top 12 dos clichés sobre os portugueses (Top 12 des clichés tenaces sur les Portugais)

Mitos sobre os portugueses.jpg

 

Mas, como se diz por cá, "quem não se sente não é oriundo de boa terra nem filho de boa gente".

 

Assim, não poderia passar ao lado destes clichés, mitos ou modas, sobre os quais tanto podemos refletir, esclarecer ou contrariar, como aproveitar para mostrar o que temos de melhor e sentir orgulho por aquilo que verdadeiramente somos e com que nos identificamos.

Somos portugueses e por tal devemos ter orgulho na nossa gente, nas nossas tradições e cultura, na nossa terra e no nosso país.

 

VIVA PORTUGAL, DE TODOS OS PORTUGUESES QUE TRABALHAM E SABEM TRABALHAR, DAS MULHERES BELÍSSIMAS E DOS HOMENS DE TODAS AS ALTURAS, DA BOA COMIDA E DO BOM VINHO, DAS PRAIAS, DOS RIOS, DAS MONTANHAS E DE TODAS AS PAISAGENS.

 

Escrevem e dizem os franceses que os portugueses são:

  • 1 - Les Portugais sont des pygmées surmoustachus arborant une mine et un monosourcil revêches
    Qui vivent continuellement armés d'une truelle

Os portugueses são de baixa estatura e armados pelo seu bigode arborado e por uma monosobrancelha grosseira.

Que vivem continuadamente armados com uma colher de trolha.

Portugueses trabalham todos nas obras.jpg

 

  • 2 - Il n'existe que peu de prénoms au Portugal, la tradition voulant que chaque nouveau-né se voie honoré du prénom d'un aïeul
    Manuel , José , Tonio , Maria ou Miguel, et globalement on a fait le tour.

Não existe uma diversidade de nomes, a tradição determina que cada recém-nascido seja honorado/honrado com o nome de um antepassado.  

Manuel, José, António, Maria ou Miguel, são os mais comuns e rotativamente utilizados.

Lista de nomes admitidos em Portugal.jpg

 

  • 3 - Le Portugais parle fort, d'une voix rauque et profonde
    Et ponctue la plupart de ses phrases par "Carai".

Os portugueses falam alto, com voz rouca e profunda.

E pontuam a maior parte das suas frases com "carai..."

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  • 4 - Les femmes Portugaises ne se s'épilent pas et n'accordent que peu d'attention à leur apparence physique
    De toute façon, elles sont presque toutes veuves.

As mulheres portuguesas não se depilam e não prestam muita atenção à sua aparência física.

De qualquer forma, elas são quase todas viúvas.

As mulheres mais belas de Portugal.jpg

 

  • 5 - La boisson nationale au Portugal est l'huile d'olive
    Ou l'huile de foie de morue, quoi qu'il en soit c'est gras et ça colle.

A bebida nacional em Portugal é o azeite de oliveira.

Ou óleo de fígado de bacalhau, de qualquer forma é gordo e peganhento.

  

  • 6 - Malgré d'évidentes aptitudes pour les travaux manuels les Portugais ne sont pas tous équipés d'eau courante et d'électricité
    Ils doivent souvent arpenter des kilomètres pour aller laver leurs slibards au lavoir, généralement à dos-d'âne ou à pieds , en portant des bassines pleines de linge en équilibre sur la tête.

Apesar das suas habilidades óbvias para o trabalho manual, os portugueses não estão todos equipados com água corrente e eletricidade.

Eles costumam percorrer alguns quilómetros para lavar as suas roupas no lavadouro público, geralmente montados no burro ou a pé, carregando as bacias cheias de linho em equilíbrio sobre a sua cabeça. 


Arquitetura portuguesa

arquitetura portuguesa.jpg

 

  • 7 - Au Portugal l'Éducation nationale ne propose que 2 orientations professionnelles : les métiers du bâtiment et le ménage
    Y a bien une option concierge mais qui tombe en désuétude.

Em Portugal a educação nacional oferece apenas duas orientações profissionais: O trabalho da construção e as limpezas
E tinha a opção de porteiro, mas que caiu em desuso.

Ranking universidades portuguesas.jpg

 

 

  • L'hymne national portugais est "La valise en carton" de Linda de Suza
    Les supporters de foot la scandent d'ailleurs à chaque fois que les Lusitaniens marquent un but (tous les 10 ans donc).

O hino nacional português é "A mala de cartão", de Linda de Suza

Os adeptos do futebol também cantam sempre que os lusitanos marcam um golo (a cada 10 anos, portanto).

Linda de Suza_Um português_Mala de Cartão.jpg

 

Linda de Suza_Uma moça chorava.jpg

 

Linda de Suza_Biografia.jpg

 Ó Malhão, Malhão     Face a face     Toi mon amour cache     Marinheiro     L'étrangère

 

Hino de Portugal.jpg

Cristiano Ronaldo melhor jogador do mundo.jpg

 

  • Le dimanche après la messe ils se réunissent pour prier en famille
    Avant d'aller se détendre en écoutant les chants larmoyants de vieilles chanteuses de fado dans des rades cracra avec des toiles cirées orange sur les tables.

Ao domingo, depois da missa, eles reúnem-se para rezar em família
Quando vão relaxar, eles  ouvem músicas lacrimejantes de antigos fadistas, em baías sujas e com toalhas de plástico laranja nas mesas

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  • En terme de mode, ils affectionnent la tendance archibeauf, harmonisant fièrement des chemises à manches longues avec des shorts de plage bariolés
    Sans oublier les claquettes en skaï à lanières croisées et les chaussettes de ville tirées à mi-mollet .

Em termos de moda, eles gostam da tendência "archibeauf" (uma espécie de tunning?), orgulhosamente alinhando camisas de mangas compridas com calções de praia coloridos. 

Sem esquecer os chinelos de couro sintético com tiras cruzadas e as meias de lã de ovelha.

 

Paris rende-se à moda portuguesa.jpg

 

Paris rende-se à moda portuguesa_3.jpg

 

Paris rende-se à moda portuguesa_2.jpg

 

  • Le Portugal devrait très prochainement prendre la même place que la Grèce dans l'Europe
    Hors de l'Europe donc.

Portugal deverá em breve tomar uma posição idêntica à Grécia na Europa

Fora da Europa, portanto.

Será que os portugueses irão voltar aos tempos da "mala de cartão"?

Será isso que procuram os alemães e os franceses?

Portugal e a Grécia.jpg

 

  • Avant d'affronter de rudes journées de travail sur les chantiers de construction ils se sustentent d'un copieux petit déj
    Principalement constitué de tranches de pain trempées dans des grands bols de rouge, de chorizo, de morue séchée et de fayots.

Antes de enfrentar duras jornadas de trabalho nos canteiros/estaleiros das obras, eles sustentam-se com um caloroso café da manhã

Principalmente constituído por bocados de pão embebido em grandes tigelas vermelhas, o chouriço, bacalhau seco e feijões cozidos.

 

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