Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]


OS DISPENSÁVEIS: São os trabalhadores

por José Pereira (zedebaiao.com), em 25.07.14

A DIFERENÇA ENTRE RACIONALIDADE E RACIOCÍNIO: Todos sabemos que a dispensa de trabalhadores corresponde a serviços cada vez mais debilitados e a ser encerrados. Será que o objetivo é acabar com os serviços e aumentar a taxa de desemprego, bem como a da emigração?
QUE OBSCURIDADE É ESTA DE FUNCIONÁRIOS DISPENSÁVEIS? 

salários médio remuneração administração função pública


Vejamos alguns dados: 

Em 2007 tínhamos 5,17 milhões pessoas empregadas e, em 2013, 4,5 milhões.
São menos 650.000, o que corresponde a uma diminuição de cerca de 13%.


Tem sido este o rumo de destruição do emprego, de derrube das pequenas e médias empresas e ainda da debilidade/encerramento dos serviços públicos. Só nos setores da indústria e da construção são há menos 500.000 postos de trabalho!

 

A par da diminuição do emprego temos ainda uma desvalorização do valor do trabalho, associado à redução sucessiva das remunerações.
• de 14% entre 2011 e 2014;
• de cerca de 30% no mesmo período para o setor público!


É bom que não se perca de vista este caminho para um abismo que o Governo vai pintando com várias “cores”.

 

É também importante que se saliente que as remunerações do trabalho desceram para níveis abaixo dos 50% do PIB nos últimos 3 anos, em
oposição à tendência ascendente dos lucros dos grandes grupos económicos! As remunerações do trabalho perderam peso no total da economia situando-se em 48% do PIB em 2012, o mais baixo desde 1995.

 

O peso do excedente bruto de exploração (indicador que traduz a remuneração do fator capital) teve uma evolução marcadamente
descendente no período mais recente, tendo aumentado para 21,3% do PIB, em média, entre 2008 e 2013 (20,5%, em média, entre 2002 e 2007), chegando a superar os 22% do PIB em 2012, no auge da crise económica e social do país.


Esta situação revela bem o tipo de desenvolvimento que se está a desenhar para o país, dando prioridade à depreciação do fator trabalho,
através da redução dos respetivos custos em benefício dos lucros das grandes entidades patronais.


O resultado está à vista de todos! Ninguém o poderá negar! Basta olhar para as famílias que nos rodeiam.

 

 

Como se isto não bastasse, já começam a projetar o Orçamento de Estado com verbas insuficientes para salários e a solicitar que se mande ainda mais trabalhadores para os disponíveis/desemprego


Além da redução das despesas através do número de funcionários, este Governo também tem procurado diminuir os gastos com o valor dos salários. Embora o Tribunal Constitucional tenha chumbado o corte alargado de salários (que esteve em vigor entre Janeiro e Maio deste ano), o Orçamento de 2015 será desenhado usando este valor como referência.

 

"A orçamentação das remunerações é realizada com base nos pressupostos assumidos no Documento de Estratégia Orçamental (DEO 2014-2018), sendo aplicável 80% da redução remuneratória prevista na Lei do OE para 2014. Para este apuramento devem ser considerados os vencimentos de Maio de 2014", lê-se nas instruções de preparação do Orçamento.

 

Na prática, isto quer dizer que o Governo não está a querer deixar o Orçamento do próximo ano escapar às previsões de despesa que estavam desenhadas no DEO. Está a mandar os serviços aplicar a reversão de 20% dos cortes salariais, mas assumindo um nível de corte que já foi considerado ilegal pelos juízes do Palácio Ratton.

 

O Executivo já sabe que não pode contar com este nível de corte em 2015, mas prefere desenhar o Orçamento por baixo, mesmo que preveja já que o deverá corrigir. Referem que, "como referido na mesma circular, as dotações de despesas com pessoal serão ajustadas até à entrega da proposta do OE2015 em linha com as decisões que o Governo vier a tomar", explicou fonte oficial do Ministério das Finanças.

 

Tudo isto num ano em que o objectivo é cortar o défice de 4% (a previsão para 2014) para 2,5%.

 

Mas olhemos para alguns dados sobre a realidade da Administração Pública:

 

Reparem que o salário médio na Administração Pública ronda os 900€ (mesmo incluindo os quadros altamente qualificados, tais como médicos, enfermeiros, professores, técnicos superiores,...).

 

 

Remuneração base média mensal dos trabalhadores da Administração Pública

   

evolução dos salários médios na administração pública

 

 

 

Remuneração base média mensal dos trabalhadores da Administração Pública (Profissionais não qualificados)

 

Evolução salarial da administração pública até 2012

 

Remuneração base média mensal dos trabalhadores da Administração Pública (Profissionais semiqualificados)

 

 

salários remunerações administração pública

 

 

 

Remuneração base média mensal dos trabalhadores da Administração Pública (Profissionais altamente qualificados)

 

salários remunerações administração pública

 

 

Os Custos Unitários do Trabalho (Unit Labor Costs, em inglês) não são – ou não são apenas – uma medida da evolução dos salários. Para perceber como evoluíram os salários médios, é para as remunerações por trabalhador que temos de olhar. O mesmo relatório do FMI apresenta esses números.

 

2

Já agora, e apenas para reforçar que nestas coisas dos números é preciso ter algum cuidado, chamo a atenção para um problema perturbador de que me apercebi há alguns meses e que diz respeito a comparações público/privado – neste caso, o emprego público.

 

Basicamente, há (pelo menos) duas formas de apurar o número de funcionários públicos. A primeira é utilizar os registos administrativos da Direcção-Geral da Administração Pública. Estes números abrangem todos os funcionários que trabalham em entidades ‘públicas’ no sentido económico do termo, e independentemente da forma jurídica concreta que essas mesmas entidades assumam. Ou seja, incluem desde empresas públicas, como a REFER, até trabalhadores de repartições das Finanças.

 

Infelizmente, só a partir de 2011 é que a DGAEP começou a publicar estes dados. A série que apresento em baixo junta a série da DGAEP a uma estimativa provisória elaborada pelo INE, e que cobre apenas o ano de 2010. O emprego público até caiu mais do que o emprego privado, segundo estes dados.

4

A outra fonte é o Inquérito ao Emprego (IE), um instrumento utilizado pelo INE calcular os principais indicadores do mercado laboral. O IE tem valores para um período bastante extenso, mas tem o inconveniente de não delimitar exactamente o sector público. Há uma única categoria claramente pública: ‘Administração Pública, Defesa e Segurança Social obrigatória’ – o resto, como hospitais, escolas e empresas dos transportes está espalhado pelo resto das categorias dispersas do INE.

Os quadros de baixo comparam o emprego do sector privado e do sector público utilizando dois métodos: i) Inquérito ao emprego, assumindo que apenas a ‘Administração Pública, Defesa e Segurança Social obrigatória’ é uma categoria pública; ii) Inquérito ao Emprego, assumindo que sectores da Educação e da Saúde são também públicas. Como se vê, a situação é tudo menos clara.

5

 

* Uma nota para puristas. Os ULC são habitualmente calculados utilizando valores das Contas Nacionais. Os ULC calculados pelo FMI são, aparentemente, obtidos através de uma mistura de fontes: Contas Nacionais e Inquérito ao Emprego. A mistura explica-se, provavelmente, pelo facto de só com este mix ser possível calcular os ULC para períodos anteriores a 2011, para o qual as Contas Nacionais não dispõem de números para o número de funcionários do sector público. E também explica o porquê de não ser possível (eu, pelo menos, não consegui) replicar as contas do FMI utilizando os dados ‘canónicos’ das Contas Nacionais.

 

NOTÍCIAS E ARTIGOS RELACIONADOS:
http://www.tvi24.iol.pt/economia---economia/dirigentes-estado-mobilidade-especial-rescisoes-amigaveis-funcionarios-publicos-oe-2015/1565379-6377.html

http://www.sbsi.pt/atividadesindical/informacao/on_line/Paginas/160%20Bancario%20online/Editorial.aspx

http://economico.sapo.pt/noticias/e-so-juntar-agua_198396.html

http://economico.sapo.pt/noticias/mal-menor_198397.html

http://economico.sapo.pt/noticias/dirigentes-tem-um-mes-para-escolher-funcionarios-publicos-dispensaveis_198119.html

http://www.dn.pt/especiais/interior.aspx?content_id=4039941&especial=Revistas%20de%20Imprensa&seccao=TV%20e%20MEDIA

http://videos.sapo.pt/78gaq4M8FCdj9oKFt4Y6

Autoria e outros dados (tags, etc)

Vejam aqui (http://www.rtp.pt/play/p1047/e153532/sexta-as-9-ii) quanto nos custa esta e muita mais gente que nem chegamos a conhecer, bem como todo um sistema político-financeiro instalado. Reflitam sobre quanto vai ganhar por essa europa fora um Enfermeiro, um Engenheiro, um médico, um pedreio, uma doméstica, ou qualquer outro técnico superior altamente qualificado. 

 

deputados europeus, enfermeiros, médicos,  advogados, engenheiros,  europa, emprego

 

 

 

 

Será que o político é melhor e mais qualificado do que qualquer técnico superior altamente qualificado que seevê obrigado a ir trabalhar por essa Europa fora? Não,  não é certamente! Está é ao serviço de uma estrutura e de um sistema que visa explorar a maioria da população em prol de gigantes grupos empresariais e financeiros, sendo que, em vez do sistema político assentar nas pessoas e na eurocidadania, assenta no jogo de interesses do dinheiro.

 

Não sejam cegos!  SEJAM EXIGENTES PARA O BEM DE TODOS!

A maioria dos portugueses e sobretudo desta juventude está a passar por gigantes dificuldades. Por isso, os políticos têm a obrigação de estar ao serviço da gigante problemática social e não do gigante interesse financeiro e empresarial.

ACORDEM QUE JÁ SÃO MAIS DE UM MILHÃO DE DESEMOREGADOS! A CAUSA, OS VALORES E O VOLUNTARISMO ANDAM MUITO DISTANTES DOS DIRIGENTES POLITICOS. DEIXEM SE SER MASSA PARA CANHÃO DIRIGENTE! SEJAM MASSA PARA VOSSA DEFESA!

 

Recordam-se das respostas dadas recentemente por alguns políticos e comentadores que, quando questionados sobre o aumento da pobreza em Portugal,  responderam "era inevitável, não há outra solução, a pobreza vai aumentar com os cortes que se anunciam e se o TC chumbar o que tem em mãos, ainda vai ser pior". 

 

Pois bem, face a estas respostas, que hoje começam a ser transversais a todos os alapados neoliberais e capitalistas (da esquerda à direita), creio que este tema merece um debate muito sério a nível nacional e europeu e a começar já pelos salários dos (euro)deputados, sendo que são estes os principais (i)responsáveis perante a situação social e económica de cada Estado-Membro. 

 

 

vitor gaspar, salários eurodeputados europeias 2014

 

 

 

Do estudo que se segue e falando de pobreza, poderemos concluir que, no final do mandato de cada eurodeputado, este terá arrecadado cerca de 1,2 milhões de euros a fazer 5 anos de sacrifícios pelos 20% de pobres existentes na população portuguesa.

 

A maioria de nós, em Portugal, se auferir 485€/mês, terá de trabalhar 32 anos para conseguir ganhar/pagar o salário anual de um só eurodeputado ( 219.391,00€/ano). Se auferisse em média o valor do salário médio português (905€/mês), teria de trabalhar cerca de 20 anos para conseguir ganhar/pagar o salário médio anual de um eurodeputado.

 

Segundo uma pesquisa realisada no ano passado, veio a concluir-se quanto ganham os eurodeputados, sendo de destacar que estes auferem salários que variam entre os 618% e os 2.051% acima do valor médio que o comum dos cidadãos de cada Estado-Membro recebe mensalmente.

 

No caso de Portugal, os eurodeputados encontram-se a ganhar 1.084% a mais dos que a média a que o comum dos portugueses tem acesso. Constatando-se que os eurodeputados portugueses ganham em média £15.471 libras por mês (18.565€/mês), sendo que a este salário ainda acrescem outras regalias e subsídios (cabeleireiro, combustível, provisões para atendimentos e viagens).

 

Afinal de contas os (euro)deputados encontram-se na política para combater as desigualdades sociais e económicas, ou seja, para servir uma causa e o interesse público/bem-comum ou simplesmente para determinar os seus salários e fazerem uma vida desafogada à custa de todo um povo?

 

Afinal de contas Portugal e a Europa está em crise ou com dinheiro a mais em Bruxelas? É que esse dinheiro faz imensa falta aos portugueses!

 

É que, por cá, os pobres aumentam de dia para dia e a pobreza já atinge 20% da população!

 

Será que o povo tem de continuar  a sustentar tudo isto e mais alguma coisa a criar? Agora ainda vêm com Bancos de Fomento para criar mais uns postos de mordomias altamente remunerados. Onde irá parar a Europa, a Democracia e a percentagem da pobreza?

 

Já sei que vão dizer que a Democracia tem custos (eu sei e aceito isso), mas os custos não têm de ser desta ordem de grandeza e deveriam ter um peso de empenhamento, de voluntarismo, de solidariedade e de responsabilidade social muito superior ao interesse empresarial e financeiro. Afinal de contas todos dizem que estão na política e nos lugares de governação para nos servir e não para se servirem. Se assim é, porque não começar com o exemplo de cima para baixo e começar já a demonstrar essa causa pública, bem como esse voluntarismo humano e cívico que deveria ser a marca de cada político/governante?

 

salário dos eurodeputados europeias 2014

 

 

Mas os valores não se resumem apenas ao que consta na imagem, sendo que todos os eurodeputados têm acesso a um conjunto de regalias (cabeleireiro, combustível, subsídios para atendimentos e viagens), tendo-se concluído que, em média, os salários dos eurodeputados nos custam cerca de £137 milhões de libras (164 milhões de euros/mês (libra=1,2€)), sem se incluir os respetivos subsídios.

 

Este estudo veio demonstrar que os eurodeputados recebem em média £182.826,00 ( 219.391,00€/ano), incluindo os subsídios e viagens. Este valor é  20 vezes maior do que o salário médio português (905€ X12=10.860€) e quase dez vezes maior do que o salário médio da UE, que rondará as £18.617 (22.340€) por ano. Em termos percentuais, também é 695% maior do que o salário médio do Reino Unido, que ronda as £23.000 libras (27.600€), sendo que está cerca de 8 vezes acima da média salarial do Reino Unido. 

 

A maior discrepância nos rendimentos corresponde à Bulgária (£8500  libras (10.200€) por mês), sendo que, apesar de corresponder  à maior percentagem relativa à média dos salários no próprio País (2.051%), quando comparado com o salário médio dos eurodeputado, este correspondendo a menos de uma vigésima parte do salário médio dos eurodeputados. Mas, mesmo parecendo pouco, note-se que um cidadão comum da Bulgária teria de trabalhar cerca de 108 anos para conseguir pagar/ganhar o salário médio anual de um eurodeputado.

 

A maioria de nós, em Portugal, se auferir 485€, terá de trabalhar 32 anos para conseguir ganhar/pagar o salário médio anual de um só eurodeputado. Se auferisse em média o valor do salário médio português (905€/mês), teria de trabalhar cerca de 20 anos para conseguir ganhar/pagar o salário médio anual de um eurodeputado.


Poderemos concluir que, no final do mandato de cada eurodeputado, este terá arrecadado cerca de 1,2 milhões de euros a fazer 5 anos de sacrifícios pelos 20% de pobres existentes na população portuguesa.

 

 

salário dos eurodeputados deputados parlamento europeu

 

 

 

Quem é que, por estes valores, não estaria disponível a sacrificar a vida durante 5 anos de trabalho político em prol dos pobrezinhos? Não haverá voluntários em Portugal e na Europa com capacidade e compatência para fazer bom trabalho cívico e político?

 

Depois temos ainda políticos e comentadores da direita à esquerda que andam constantemente a afirmar que a pobreza é inevitável. 

 

Só a morte é que é fatal! Nada é inevitável, sejamos é corajosos e não nos deixemos roubar! Já vamos com 20% de população atingida pela pobreza. Será que pretendemos ser mais 1 a acrescentar a essa pobreza.

 

Eu não me resigno a discursos de fatalismos.

 

Basta de tanto silêncio e de 40 anos de conformismo ou comodismo! É necessário responder com um determinado grau de rebeldia responsável.

 

Portugal é de todos os portugueses e a Europa é de todos os eurocidadãos.

 

 

Ontem, estes dois comentaristas (não comentadores) deram mais uma prova do seu veneno ultra-liberal que os segue. O primeiro na RTP-Informação, teve pela frente alguém que o colocou em sentido  (Carvalho da Silva) e até o obrigou a fazer cara de mauzinho com caretas e tudo. O segundo, na sua habitual e sem contraditório sessão de propaganda liberal na TVI. A ambos foi-lhes perguntado como é Portugal ter atingido 20% de pobreza. Os ditos, na sua arrogância de tipos bem-de-vida responderam o mesmo: "era inevitável, não há outra solução, a pobreza vai aumentar com os cortes que se anunciam e se o TC chumbar o que tem em mãos, ainda vai ser pior" Quer dizer, para estes dois macacos (sem ofensa para os ditos), para "salvar"  o capitalismo vigente, o povo tem de continuar com fome e se aumentar tanto melhor. Uns verdadeiros crápulas estes dois.
Para estes e muitos outros políticos e comentadores, é necessário salvaguardar lugares bem remunerados e os interesses capitalistas instalados, sendo por isso que, para estes senhores, a pobreza "é inevitável, não há outra solução, a pobreza vai aumentar com os cortes que se anunciam e se o TC chumbar o que tem em mãos, ainda vai ser pior".

Que seja "inevitáel" para eles e não para o comum dos cidadãos!

 

 

MIGUEL PORTAS DEIXOU UM EXEMPLO E UM RECADO A TODOS OS (EURO)DEPUTADOS QUE TAMBÉM SÃO MORTAIS, MAS PARECE QUE TODOS SE RECUSAM A SEGUI-LO. O DINHEIRO FALA MAIS ALTO DO QUE A CO-RESPONSABILIDADE ECONÓMICA E SOCIAL. FALTA VOLUNTARISMO AO POLÍTICOS DE HOJE!

Miguel Portas teve a coragem de criticar a ostentação gratuita, que concedeu aumentos aos rendimentos dos (euro)deputados, enquanto continuam a sacrificar todo um povo e a arruinar a Europa. Enquanto a pobreza aumenta, os (euro)deputados decidem melhorar a vida da sua classe e manter um jogo central de interesses instalados que se resume a um sistema político-empresarial instaldo e transversal a todos os partidos.

 

 
 

Study Salary Atlas in the 27 EU countries: MPs earn an average of 878 percent more than EU citizens

EU-maps_EN

Download map here

+++ Download press kit here +++

+++ short version +++

Italian representatives who treat themselves to a free haircut at taxpayers’ expense may be the least inexplicable considering former Prime Minister Berlusconi’s bunga bunga mentality. But how does a Maltese delegate manage to consume 240 liters of free petrol per month that are granted to him by the taxpayers for his parliamentary activity on his tiny little Mediterranean island with only 122 sq mi in area? (table 5, appendix).

Do they possibly circle around their island with a private motor yacht? As a Member of the European Parliament (henceforth referred to as MEP) they certainly could afford it at least. The internationally established German consumer portal for price checks Preisvergleich.de (translated: price comparison), has now set up a survey and identified MEP’s salaries in relation to ordinary citizens respectively. Astonishing results were revealed.

Furthermore Preisvergleich.de presents an interesting income ranking of the parliaments of the 27 EU member countries. All details of MEP’s salaries referred to in this study have been based on the latest taxable base salary plus potential allowances, attendance fees and the estimated refunds for secondary residence. However, it does not include all allowances. For example, allowances for the office or staff are not included in.

Parliamentarians cost a total of 781 million EUR paid by 500 million EU citizens

Following the EU salary outline (graphic attached) in the 27 EU countries, a total of 8,185 parliamentarians are discharging their parliamentary mandate: 7,433 parliamentarians in the national parliaments of their respective countries and 752 MEPs (as of the 2009 European elections, now 754 MEPs) in the Strasbourg EU Parliament. Due to their salaries, the parliamentarians cost a total of 781 million EUR paid by 500 million EU citizens – overall 620 million in their national parliaments plus 160 million per year for the EU Parliament.

Their salaries come in cash from 500 million EU citizens. A total of EUR 781 million of taxpayers’ money is paid per year – which equals a total of 620 million in their national parliaments plus 160 million per year for the EU Parliament.

An average monthly salary and other allowances of 17,827 Euros is received by an MEP equaling 213,924 Euros a year. A MEP’s salary adds a base fee and additional extras such as allowances, attendance fees and travel expenses. In addition, the costs for offices and staff for the plenary members of the European Parliament make up an amount of up to 21,209 Euros per month or up to 254,508 Euros per year. It must be mentioned that there were some cases in the past few years in which these amounts were claimed for employees, even though they had no longer been working for the deputies. A scandalous approach according to the slogan: “The stupid Europeans are meant to do the job by paying without questioning.”

One MEP comes into having 1,069,622 Euros during the 5-year legislative session adding up outlined allowances (appendix, table 2). This amount, taken as a basis, means that a parliamentarian in the European Parliament meanwhile earns 878 percent more than normal citizens (21,844 Euros gross per year) – Euro crisis aside. Basically the income levels in the 27 EU member states are drastically different between politics and citizens. A Bulgarian for example earns an average monthly gross income of only 829 Euros whereas a citizen from Luxembourg generates a rather high monthly average income of 3,725 Euro (tables 1 and2 in appendix).

Eu-Tab-1-EN_72dpi

Download table 1 here

“Just like an ancient in Rome”

The following survey results show the huge income disparities between the EU citizens battered by the economic crisis and their EU parliamentarians, concluding with one thesis only: We are dealing in Brussels and some national parliaments of the EU countries with conditions

similar to ancient Rome because just like in the former Roman Senate none of these “new class EU
senators” are controlled in any way. For example, MEPs of France have a salary of around 740 percent higher than the salary level of the average French (25,469 Euros annually).

Even based on the average of all 27 EU parliaments, there are huge differences between politicians and citizens. A member of the French Parliament (National Assembly) meanwhile earns on average 157,524 Euros annually (monthly: 13,127 Euros). That equals 518 percent more than an ordinary citizen (details in tables 1 and 2 in appendix). The situation in Germany is quite similar: Here, the members of the German parliament in Berlin get around 150,432 Euros per year, representing a monthly fee of 12,536 Euros. This is 44 times as much as the earnings of an average German. In Britain, members of the House of Commons get 94,656 Euros per year (7,888 Euros per month), which is at least 252 percent above the average monthly British citizen’s income (2,242 Euros). There are also striking differences in Italy. While the 946 parliamentarians in Rome can be looking forward to be earning about 114,600 Euros per year (9550 Euros a month), the average salary of ordinary Italians is only 1,992 Euros per month, equaling 379 percent less.

Cost of the national parliaments

The 27 EU national parliaments cost a total of 2.79 billion Euros during one legislative session with France being the leader. Adding up each deputy’s income in the French “Assemblée Nationale”, the taxpayer is in charge of paying 545 million Euros in total (table 1, appendix). Following Italy’s “Camera dei Deputati / Senato della Repubblica” (434 million Euros) and the German Bundestag (373 million Euros) as well as the “House of Commons” in London (308 million Euros).

Another result of the survey: The needier an EU country, the more significant the differences between normal income and parliamentarian income: A Bulgarian, for example, would have to work 108 years to earn the salary of a respective deputy during a single five-year term. A Pole needs 78 years of work, an Italian 45 years, a Brit 40 years and a German would have to work 39 years. The EU citizens’ average workload is 55 years (table 2).

Eu-Tab-2-EN_72dpi

Download table 2 here

Even more significant is the situation in Slovakia: The earnings of MEPs there are 1,190 percent higher than those of ordinary citizens. And in bankrupt Greece at least the Greek MEPs continue to earn good money: 890 percent more than their citizens. Leaders are the already mentioned Bulgarians: The politicians in the European parliament dispatched by the Balkan state get a salary 2,051 percent higher than the average citizen of Bulgaria (chart in appendix and tables 1 and 2).

The high salaries of elected officials in Brussels are based on a decision by the EU taken three years ago. Back then the decision was made to unify the remuneration of all MEPs. It is simply based on one income with the highest award of parliament – these were the German and the Italian MEPs. Ever since, MEPs have been earning almost 100,000 Euros per year more than their comparable counterparts in the U.S. Congress, which earn around 11,102 Euros per month.

Still, the American MPs get incredible 90,000 Euros as monthly allowance for office, staff costs and consultants. However, the U.S. law offers a lot more transparency to its citizens: Every three months, the 535 MPs in the U.S. Congress have to present and back up their actual expenditure to controlling. It is then officially published via Internet – available to all citizens (http://disbursements.house.gov/2012q3/2012q3_singlevolume.pdf.).

Conclusion

As a result of the survey set up by the German consumer portal “Preisvergleich.de”, it can be said that in contrast to the assertions of both the European Parliament and EU national parliaments, there is not much of actual transparency in the methods and inner structures of remuneration of the 8,185 European parliamentarians. The extreme differences in pay structure between politicians and citizens are very serious. There is at least as much need for discussion on this issue as on the EU’s plan to cap the manager salaries of public companies.

Donwload press release – short version

Download press release – long version

Eu-Tab-3-EN_72dpi

Download table 3 here

EU-Tab_4_EN_72dpi

Download table 4 here

EU-Tab-5_EN_72dpi

Download table 5 here

EU-Tab_6_EN

Download table 6 here

EU-sources_EN_72dpi

Download sources here

Outras fontes: 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Belmiro de Azevedo referiu recentemente que os salários só podem aumentar quando portugueses aumentarem produtividade e estiverem ao nível da Alemanha. Por acaso esse senhor sabe o quanto trabalha um português em Portugal ou na Alemanha? Por acaso esse senhor sabe quanto ganha um português em Portugal ou um qualquer cidadão na Alemanha? 
belemiro de azevedo, modelo, continente, salários, europa
06 Março 2014, 19:52 por Lusa
O presidente do Conselho de Administração da Sonae, Belmiro de Azevedo, afirmou hoje que os salários em Portugal só podem aumentar quando os trabalhadores tiverem a mesma produtividade que, por exemplo, os alemães.

"Os salários só podem aumentar - e oxalá que isso aconteça -- quando, de facto, um trabalhador português fizer uma coisa igual, parecida, com um trabalhador alemão ou inglês, seja o que for", afirmou Belmiro de Azevedo, à margem da cerimónia de entrega dos diplomas dos finalistas do MBA Executivo da Porto Business School.

 

Desta forma, para o 'chairman' da Sonae, que voltou a defender que a competitividade em Portugal só pode ser estimulada através da "educação das pessoas e [da] aquisição das máquinas corretas", é impossível comparar os salários em Portugal com os de países como a Alemanha "pura e simplesmente porque os alemães, por hora, fazem três ou quatro vezes mais do que os portugueses".

 

"Portanto, é uma maneira de fugir à realidade, porque se não formos igualmente competitivos não exportamos. E não exportando não vamos a sítio nenhum", disse Belmiro de Azevedo.

 

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, reiterou, na quarta-feira, que considera que o país não pode regressar ao "nível salarial" nem ao "nível remuneratório das pensões" de 2011.

 

De acordo com dados do Eurostat e dos Institutos Nacionais de Estatísticas reunidos pela Pordata, em 2012, se num índice da União Europeia a 27 a produtividade do trabalho por hora era 100, em Portugal seria 64,3, enquanto na Alemanha o valor era de 124,8.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Vejam que até os socialistas alemães estão a unir-se com a Sr.a Merkel para controlarem o sistema bancário na Europa. 

 

Qual Europa dos cidadãos, qual quê! 

 

Estamos perante uma Europa do capitalismo e de moços e boys políticos que são formados, formatados e alimentados pelos senhores do capital e dos grandes grupos económicos. 

 

TEMOS DE DEVOLVER A EUROPA AOS CIDADÃOS, PORTUGAL AOS PORTUGUESES E OS PARTIDOS AO POVO! 

 

Recordam-se de ter aqui defendido que os cortes no sector público iriam acabar por afectar os trabalhadores do privado? Pois cá está o novo ataque do Fundo Monetário Internacional (FMI) a defender que agora é preciso ir mais além nos cortes salariais em Portugal, sobretudo no sector privado. Ontem foram os salários dos trabalhadores do público e o despedimento, agora os salários dos trabalhadores do privado, depois mais desemprego, novos cortes no público, ... e não mais parámos senão na miséria e como escravos subservientes deste capitalismo mundial e alemão que se estende por toda a Europa.  

 

E os trabalhadores do sector público o que é que vão agora fazer?

 

Vão bater palmas, tal como alguns trabalhadores do sector privado fizeram relativamente aos cortes nos salários dos trabalhadores do sector público?

NÃO!!! É ÓBVIO QUE NÃO, SENDO QUE SÓ CONSEGUIREMOS VENCER ESTA LUTA SE ESTIVERMOS UNIDOS.

 

Temos de permanecer mais unidos que nunca, porque o objectivo deles é que nos viremos uns contra os outros até nos arrastarem para um País de miséria. 

 

TEMOS DIZER NÃO, NÃO E NÃO! ASSIM NÃO! PORTUGAL AINDA É UMA NAÇÃO E CONTINUARA A SER ENQUANTO TODOS NÓS ASSIM QUIZERMOS!

NA GUERRA APRENDE-SE A LEVANTAR ANTES DE CAIR! UNIDOS NUNCA CAIREMOS NEM DEIXAREMOS PISAR A BANDEIRA DE PORTUGAL! 

 

VIVA A EUROPA DOS CIDADÃOS E PORTUGAL DOS PORTUGUESES E DE TODOS QUE DENFENDEM ESTA NAÇÃO! 

 

Pode aceder ao relatório. Interessa-lhes que esteja em inglês, mas os portugueses já não são analfabetos. 

http://www.imf.org/external/pubs/cat/longres.aspx?sk=41050.0

 

http://economico.sapo.pt/noticias/fmi-volta-a-carga-com-novo-plano-para-cortar-salarios_176119.html

Autoria e outros dados (tags, etc)



Mais sobre mim

foto do autor


Mensagens



Junte-se a nós no Facebook

Please wait..15 Seconds Cancel

Calendário

Maio 2022

D S T Q Q S S
1234567
891011121314
15161718192021
22232425262728
293031