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Europeias 2014: Listas - Processo imposto e pouco democrático

por José Pereira (zedebaiao.com), em 31.03.14

A seleção e ordenação das listas dos candidatos aos atos eleitorais (nacionais e europeus) inicia-se com um jogo de medição de fraquezas e de lugares e termina com um processo de imposição a todos os militantes e cidadãos em geral e, por tal, assente num processo de escolha e ordenação ainda pouco  democrático, sendo que esses elementos dizem ser os "NOSSOS" (meus e seus) melhores representantes, quando aos militantes em particular e aos cidadãos em geral, apenas resta pagar e ir votar em individualidades que lhes são previamente impostas. Uns pagam quotas nos partidos para assistir ao jogo e outros financiam os partidos pelo valor financeiro atribuído a cada voto depositado nas urnas.

 

Mas, quando é que se reflete sobre o melhor processo de seleção e ordenação dos "NOSSOS" (meus e seus) representantes?

 

Como não somos envolvidos no processo das escolhas nem da ordenação das listas, resta-nos apreciar o processo e as listas depois destas já arranjadas, previamente determinadas e a nós impostas, estando cientes de que as observações e reflexções são agora feitas em tempo inoportuno e inconsequente para o presente ato eleitoral. Mas não deve ser por isso que devemos deixar de fazer, livremente e sem constrangimentos, as nossas apreciações e observações, sendo que, enquanto militantes, simpatizantes ou cidadãos, temos o direito e dever de, pelo menos, refeltir e fazer refletir sobre todo este processo que visa concretizar a melhor capacidade de governação para o nosso País, para a Europa e para o Mundo.

 

Muitos são aqueles que nos dizem que agora já não vale a pena ou que é inoportuno, sempre na tentativa de nos silenciar ou resignar relativamente a processos já determinados e impostos que interessa manter.

 

Mas eu digo e direi: VALE SEMPRE A PENA! Se a nossa reflexão já não provoca mudanças no que se encontra previamente determinado, é certo que o nosso silêncio, a nossa resignação ou o nosso consentimento nada ajudarão a melhorar no futuro.

 

Por isso, eu prefiro desassossegar.

 

Se durante cerca de 40 anos só conseguimos vir a piorar, sobretudo devido à nossa resignação e comodismo, pode ser que uma determinada rebeldia desassossegadora, mas responsável, possa contribuir para começarmos a melhorar.

lista do partido socialistas às eleições europeias 2014 Francisco Assis

 

Quanto à lista do PS e centrando-nos no norte, está, à partida, garantida a eleição de Francisco Assis e de Elisa Ferreira. A questão que se coloca, é:

 

Regressará Manuel dos Santos ao Parlamento Europeu? 

 

Eu preferia outra ordenação e até outra seleção. Se não tivessem melhor, inserissem pelo menos um jovem para se ir fazendo a mudança associada a um processo de renovação/qualificação e não tanto com base no jogo de rotatividade ou encaixe. Se Manuel do Santos não for agora eleito, quem sabe se não acederá ao lugar (prometido) por via das substituições, sendo que, alguns dos que agora vão ser eleitos poderão ser chamados para um futuro Governo e terão de ser substituídos pelos que se seguem na lista. Outros há que, por “motivos pessoais” ou de “saúde” não assumem funções ou têm de abdicar do lugar.

 

É por isso que nunca podemos nem devemos olhar para a ordenação das listas a pensar simplesmente nos ditos lugares elegíveis.

 

É que, inesperadamente ou estrategicamente, tudo pode mudar - É A MUDANÇA! O problema é que a mudança não pode ser um slogan. A mudança sempre foi, é, e deve continuar a ser, um processo continuo.

 

Lamento que continuemos com um processo de mudança (ou rotatividade) imposto e não devidamente participado no que diz respeito ao processo de escolha e/ou ordenação.

 

Defendo há muito, no mínimo, um dos seguintes processos:

 

 

A ALTERNATIVA:

 

1.  Os líderes fazem a seleção dos que consideram ser os melhores e todos os militantes votam para a ordenação dos elementos na lista; ou

 2.  Todos os militantes votam para a seleção dos elementos necessários para constituir as listas e os dirigentes ordenam.

 

O IDEAL:

O ideal seria envolver neste processo de escolha e ordenação todos os militantes e simpatizantes dos partidos, ou mesmo os cidadãos em geral, sendo que estas individualidades serão os representantes de todos nós e a todos nós devem prestar contas.

 

Que receio têm os líderes em se envolver todos os militantes nos processos de escolha e ordenação daqueles que dizem ser os "NOSSOS" melhores representantes?  Afinal de contas essas individualidades dizem que são os "NOSSOS" representantes. Serão mesmo os “NOSSOS”  (meus e seus) representantes ou seja, aqueles que a maioria de “NÓS” considera serem os melhores dos melhores para nos representarem?

 

Resta-nos pagar quotas para suportar os Partidos, pegar nas bandeiras e ir para a rua trabalhar ou para a bancada aplaudir. Podemos deixar-nos sentados no sofá e não querer sequer saber ou limitar-nos a ir dar um abraço e voltar para o sofá para assistir ao jogo.

 

No mínimo, que se vá MUDANDO e já agora, RENOVANDO.

 

Segue-se a equipa que o Partido Socialista nos propõe (impõe) para concretizar a mudança.

 

Efetivos

1 - Francisco Assis

2 - Maria João Rodrigues

3 - Carlos Zorrinho

4 - Elisa Ferreira

5 - Ricardo Serrão Santos

6 - Ana Gomes

7- Pedro Silva Pereira

8 - Liliana Rodrigues

9 - Manuel dos Santos

10 - Maria Amélia Antunes

11- Fernando Moniz

12 - Isabel Coutinho

13 - José Junqueiro

14 - Célia Afra

15 - Diogo Leão

16 - Maria da Luz Lopes

17 - Henrique Ferreira

18 - Maria de Fátima Carvalho

19 - Júlio Barroso

20 - Maria João Baptista

21 - Eduardo Lourenço

 

Suplentes

22 - Ana Venâncio

23 - Fernando Cabodeira

24 - Rita Mendes

25 - Adérito Pires

26 - Renata Veríssimo

27 - Miguel Rasquinho

28 - Catarina Castanheira

29 - Carlos Granadas

 

 

 

Determina a Declaração de Princíos do PS que o Partido Socialista considera que a democratização é um processo contínuo, que se realiza em múltiplas dimensões, na organização política, na paridade entre os géneros, na vida cívica, económica, cultural e social, sendo face a este pressuposto que levanto alguns desassossegos cívicos e políticos.

 

 

 

Será que a condição de militante socialista se resume ao apoio incondicional e irreflectido só em prol dos mesmos de sempre ou, simplesmente, comer e calar face a qualquer um que integre uma lista ou cargo pelo PS?

 

 

 

Para mim, ser militante do PS é muito mais do que isso, sendo que a organização do Partido Socialista assenta sobretudo nos princípios determinados pelos Estatutos e pela Declaração de Princípios do PS,  que muitos militantes e dirigentes parecem desconhecer, não aceitar ou não defender, nomeadamente:

 

 

a) DEMOCRÁTICO, enquanto forma de designação dos titulares dos órgãos do partido, da definição das orientações políticas do partido, de participação e corresponsabilização dos militantes;

 

 

b) DE LIBERDADE DE EXPRESSÃO PÚBLICA de cada militante, que possibilita a formação de correntes de opinião interna compatíveis com os objetivos do Partido.

 

 

 

2. É membro do Partido Socialista quem aceite e lute pela defesa da Declaração de Princípios, do Programa e dos Estatutos, encontrando-se sujeitos à disciplina do Partido.

 

 

 

3. São direitos dos militantes do Partido Socialista, entre outros:

 

a) Participar nas atividades do Partido (como é que se participa na escolha, seleção ou ordenação das listas?);

 

d) Exprimir livremente a sua opinião a todos os níveis da organização do Partido e apresentar, aos respetivos órgãos, críticas, sugestões e propostas sobre a organização, a orientação e a atividade do Partido.

 

 

 

4. São deveres dos militantes do Partido Socialista, entre outros:

 

a) Militar em Secções em que se encontrem inscritos e nos órgãos em que participem, bem como tomar em parte nas atividades do Partido em geral;

 

h) Manter um elevado sentido de responsabilidade no exercício de qualquer atividade profissional, sindical, associativa, cívica ou pública;

 

 

 

5. O Partido Socialista é a organização política dos cidadãos portugueses e dos outros cidadãos residentes em Portugal que defendem inequivocamente a democracia e procuram no socialismo democrático a solução dos problemas nacionais, europeus e do mundo contemporâneo.

 

 

 

6. O PS empenha-se em que a sociedade portuguesa seja organizada na base dos valores da liberdade, da igualdade e da solidariedade, e esteja aberta à diversidade, à iniciativa, à inovação e ao progresso.

 

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PS e a MUDANÇA: Falta concretizar e credibilizar

por José Pereira (zedebaiao.com), em 27.03.14

Tendo consciência de que é difícil mudar por mudar e que a mudança tem de deixar de corresponder a mera rotatividade, deixo esta breve nota para todos os que acreditam que é necessário e possível mudar. Definir e esclarecer a mudança que se pretende concretizar é meio caminho andado para se poder fazer escolhas e até ganhar. 

 

Eleições europeias 1 - Francisco Assis 2 - Maria João Rodrigues 3 - Carlos Zorrinho 4 - Elisa Ferreira 5 - Ricardo Serrão Santos 6 - Ana Gomes 7- Pedro Silva Pereira 8 - Liliana Rodrigues 9 - Manuel dos Santos 10 - Maria Amélia Antunes 11- Fernando Moniz 12 - Isabel Coutinho 13 - José Junqueiro 14 - Célia Afra 15 - Diogo Leão 16 - Maria da Luz Lopes 17 - Henrique Ferreira 18 - Maria de Fátima Carvalho 19 - Júlio Barroso 20 - Maria João Baptista 21 - Eduardo Lourenço   Suplentes  22 - Ana Venâncio 23 - Fernando Cabodeira 24 - Rita Mendes 25 - Adérito Pires 26 - Renata Veríssimo 27 - Miguel Rasquinho 28 - Catarina Castanheira 29 - Carlos Granadas


  

Etapa Um – identificação das políticas e dos comportamentos a ser modificados:

  • Definir a mudança política que se quer concretizar.
  • Ser específico e avançar gradualmente
  • Dar um nome específico à mudança que se deseja fazer (mudança por mudança é vazio).
  • Concentrar-se no esclarecimento de uma alteração de cada vez.

 

Etapa Dois – Compreender o eleitorado actual, bem como o comportamento e o propósito no contexto da sua vida real e atual:

  • Estudar e compreender os comportamentos sociais atuais.
  • Identificar o propósito ou a intenção positiva do comportamento do eleitorado no contexto atual.

 

Etapa Três – Especificar a necessidade e a importância da mudança para cada cidadão e para o interesse público/bem-comum:

  • Por que é que necessitamos de concretizar mudanças e mesmo de mudar nós próprios?
  • O que é que vai melhorar com a mudança? A situação económica? A situação laboral? A saúde? A educação? Os apoios sociais? A qualidade de vida?
  • Que prejuízos estamos a ter atualmente com o rumo da governação actual e com os nossos comportamentos ou resignação?
  • Como será a vida dos cidadãos após a concretização da mudança?
  • Qual vai ser o timing da mudança e em que período de tempo pensam concretiza-la?
  • Qual o custo da mudança? Que benefícios? Que dificuldades?
  • Especificar todas as vantagens e desvantagens para o País, para a Europa e sobretudo para a vida das pessoas.

 

Etapa Quatro – Desenvolver um grande desejo de mudança pessoal, social, económica,…, quer a nível nacional como europeu:

Para criar um forte desejo de mudança, será necessário associar uma grande dor e uma sensação desagradável ao fato de não mudar, e um grande prazer, e estímulo pela ideia de mudança. Assim nos sentiremos motivados e teremos um grande desejo de realizar esta alteração de comportamento nas nossas vidas.

  • A necessidade de mudança tem sempre associada uma grande dor ou sensações desagradáveis face ao caso de não se mudar.
  • Por outro lado, tem igualmente associado um grande prazer e sensações muito agradáveis e muito estimulantes pelo facto de se mudar.

 

Etapa Cinco – Desenvolver novas alternativas e novos comportamentos que visem corrigir os erros cometidos no passado:

  • Gerar uma grande quantidade de novas condutas que possam substituir o comportamento inadequado do passado, mas que sejam mais aceitáveis.
  • Assumir os erros e identificar qual era o propósito embutido no comportamento inadequado anterior.
  • Iniciar desde já a substituição dos comportamentos inadequados, começando desde logo por ser o melhor exemplo.
  • Determinar timings para eliminar e corrigir os erros.

 

Etapa Seis – Prospetivar, ou seja, imaginar o futuro no contexto da mudança, de modo a prever e gerir os riscos:

  • Colocarmo-nos no lugar do futuro face às novas alternativas que pretendemos apresentar.
  • Ter sempre e devidamente estudadas algumas alternativas que sejam adequadas, atraentes e estimulantes, mas sempre eficazes para a mudança que se pretende concretizar.
  • Simular e testar as alternativas, tendo sempre por base o mundo real e o contexto apropriada à vida das pessoas.

 

Etapa Sete – Assumir o compromisso de implantar e concretizar a mudança sem nunca esquecer os valores e princípios da justiça social, da defesa da coisa pública e do bem-comum:

  • Comprometer-se com as pessoas.
  • Colocar sempre em primeiro lugar o interesse público e o bem-comum.
  • Nunca nos esquecermos que o mundo é constituído por seres humanos e por muitos outros seres.
  • Documentar os processos de mudança, etapa a etapa.
  • Avaliar constantemente os prós e contra das mudanças a concretizar ou em concretização.

 

A equipa que o Partido Socialista nos propõe para concretizar a mudança

 

Efetivos

1 - Francisco Assis

2 - Maria João Rodrigues

3 - Carlos Zorrinho

4 - Elisa Ferreira

5 - Ricardo Serrão Santos

6 - Ana Gomes

7- Pedro Silva Pereira

8 - Liliana Rodrigues

9 - Manuel dos Santos

10 - Maria Amélia Antunes

11- Fernando Moniz

12 - Isabel Coutinho

13 - José Junqueiro

14 - Célia Afra

15 - Diogo Leão

16 - Maria da Luz Lopes

17 - Henrique Ferreira

18 - Maria de Fátima Carvalho

19 - Júlio Barroso

20 - Maria João Baptista

21 - Eduardo Lourenço

 

Suplentes 

22 - Ana Venâncio

23 - Fernando Cabodeira

24 - Rita Mendes

25 - Adérito Pires

26 - Renata Veríssimo

27 - Miguel Rasquinho

28 - Catarina Castanheira

29 - Carlos Granadas

 

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