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Desafio os socialistas a pegarem no cruzamento destes quatro principais quadrantes de análise e de ação estratégica para dar um esticão ao PS, mas em sintonia com os valores e princípios do socialismo democrático, da social-democracia ou do trabalhismo, sendo que todos estes termos designam uma mesma grande área política que se deveria identificar claramente com a matriz político-ideológica da esquerda democrática.

 

Assim, tomando por base um modelo de desenvolvimento integrado ("Engagement with Society"), desafio os socialistas e cidadãos em geral, a esticar cada um destes pontos, em prol de um modelo de governação e gestão pública, assente em objetivos e compromissos, mas devidamente justo e sustentável. Basta que cruzemos, com responsabilidade, os quatro principais vetores de ação, de modo a que consigamos projectar vários cenários sobre a futura governação e gestão das instituições públicas portuguesas e europeias, sendo que se tem vindo a perder a visão sobre os propósitos em que se ergueram as estratégias de governação e de gestão pública, durante séculos.  

 

Como se pode constatar pelo modelo de objetivos e compromissos que se segue, em função do foco de cada uma das perspetivas e da estratégia que se pode, ou não, seguir, a incidência de actividade poderá ser maior num ou noutro quadrante, resultando daí diferentes modos de posicionamento político-ideológico, de acção/intervenção, de governação/gestão/administração e mesmo de financiamento.

PS_Legislativas 2015_Macroeconomia_Perspetiva JPer

Mas, se tem dúvidas quanto ao esticão que pretende dar ou quanto ao seu posicionamento político-ideológico, recordo que, se a plena aceitação da economia de mercado distingue, com clareza, a esquerda democrática das concepções colectivistas da organização económica e social, a defesa do Estado social e a valorização das políticas e dos serviços públicos, em domínios centrais da vida colectiva, assim como a preocupação com a acessibilidade e a qualidade dos serviços públicos, distinguem radicalmente a esquerda democrática das formas neoliberais de ataque ao Estado e menosprezo pela administração pública.

 

No que diz respeito aos serviços essenciais de apoio às pessoas, às famílias e às comunidades locais, bem como nos sectores em que se jogam as questões principais da igualdade de oportunidades e da justiça social, como a educação, a saúde, a segurança social, a cultura e a ciência, o serviço público, acessível a todos, eficiente e eficaz, é essencial a uma sociedade justa. É certo que a sua concretização não deve constituir reserva do Estado; mas é obrigação indeclinável do Estado democrático garantir a sua existência.

 

Mais do que nunca, face ao actual contexto de crise, não só económico-financeira, mas também de valores, social e político-partidária, que tende a encaminhar, com alguma facilidade e insensibilidade, os partidos, os políticos e os governantes, para a via mais fácil das restrições financeiras e da redefinição do papel dos Estados, urge encontrar soluções alternativas que sejam capazes de reforçar os valores da esquerda democrática e acima de tudo reforçar as relações democráticas entre os políticos, os governantes e a sociedade em geral.

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PS alcança o melhor resultado desde que saiu do Governo

Se o PS tivesse uma forte capacidade de liderança e direcionasse o rumo para a esquerda, até que poderiamos estar perante uma maioria de esquerda, mas o facto é que a esquerda não se entende.

 

O problema é que, na altura de se formar um novo Governo, lamentavelmente, os interesses liberais e capitalistas instalados, do centro-direita, acabam sempre por falar mais alto, sendo que as questões humanas, sociais e laborais acabam sempre por passar para segundo plano.

 

Mas o povo já não dorme! Espero eu.

 

Nma análise mais pormenorizada, sobre estas percentagens, concui-se que, face ao barómetro anterior, o PS sobe apenas 1%, tal como a coligação PCP e PEV, e o CDS-PP. Em sentido inverso, o PSD desce 2%, enquanto o Bloco de Esquerda mantém a percentagem anterior (7%). 
Note-se que esta sondagem foi realizada entre os dias 12 e 14 de abril, duas semanas depois de o secretário de Estado da Administração Pública, Leite Martins, ter lançado ‘a bomba’ sobre a alternativa aos cortes aplicados pela Contribuição Extraordinária de Solidariedade (CES). O que, salienta o DN, pode ter implicações nestes resultados.
De acordo com a mais recente sondagem realizada pela Universidade Católica para o JN, DN, RTP e Antena 1, se as eleições legislativas decorressem este mês, o PS ganharia as eleições com uma vantagem de 6% sobre o PSD, mas apenas de 2 pontos percentuais sobre a coligação PSD/CDS-PP (34%).
Face a este cenário, provavelmente, o PS teria de arriscar governar sozinho ou juntar-se ao BE ( PS 36% + BE 7% = 43%) ou ao PCP/PEV, que permitiria um Governo de esquerda mais estável (?) (.PS 36% + PCP/PEV 12% = 48%). O problema é que o PS não convence para governar sozinho e a esquerda não se entende! 
É mais do que sabido que, apesar do PCP/PEV e do BE estarem a avançar e a consolidar terreno, o facto é que a esquerda não se consegue entender em prol dos portugueses e de Portugal, pelo que, caso um Governo socialista arriscasse governar sozinho, com um défice de capacidade de liderança/governança, arriscar-se-ia a ser derrubado logo no primeiro Orçamento de Estado, tal como sucedeu com o Governo de José Sócrates, cuja capacidade de liderança e de governança parecia ser mais forte.
Sondagem mostra PSD a perder terreno
Note-se que o PS regista de novo apenas uma ligeira subida, quer face à coligação PSD/CDS-PP (34%), quer face aos resultados de 2013 (PS 35%), mas já suficiente para a esquerda surgir, pela primeira vez, em vantagem sobre a Direita, se somadas as percentagens atribuídas a social-democratas e centristas (PSD+CDS-PP = 34% contra 36% do PS). Não se podendo descurar o facto do CDS-PP também se encontrar a melhorar a performance, escapando ao presumível efeito de penalização do Governo de que faz parte.
Não podemos também descurar o facto de, à Esquerda, o PCP consolidar a sua vantagem sobre o Bloco de Esquerda, agora distanciado em 5%. A CDU consolida o terceiro lugar, o BE o quarto e o CDS em quinto, sendo que, mesmo com uma ligeira subida, é agora insuficiente para compensar o recuo do PSD e dar vitória à mcoligação PSD/CDS-PP. 
Mas nem tudo são rosas, sendo que a credibilidade dos líderes partidários anda totalmente a negativo, acrescendo ainda o facto de só 23% dos cidadãos inquiridos admitirem que algum dos partidos da oposição poderia ter melhor desempenho. 

 

O cepticismo sobre as figuras partidárias bate certo com a visão pessimista que a maioria dos inquiridos manifesta sobre o futuro próximo, sendo que, só 35% acreditam na chamada “saída limpa”, ao passo que 43 por cento pensam que será necessário um novo programa de assistência. Perante esta perspectiva, quase metade (49 %) prevê para o próximo ano medidas de austeridade mais duras, mais de um terço (34%) prevê que essas medidas se mantenham, e só uma pequena minoria (11%) espera um desagravamento da austeridade.

 

No plano da popularidade das figuras políticas, as sondagens só apresentam verdadeiros frutos nos casos de Jerónimo de Sousa (PCP) e Catarina Martins (BE), tendo sido os únicos avaliados com nota positiva por uma maior percentagem de inquiridos.

 

Já quanto à popularidade de Cavaco Silva, este obtém pela quarta vez consecutiva uma nota média negativa.

 

Quase metade dos inquiridos acredita que a austeridade ainda vai agravar-se mais, percentagem muito inferior à da última sondagem (62%). Sobe, por outro lado, a percentagem dos que consideram positivo o efeito das medidas até agora tomadas, o que revela um menor pessimismo dos portugueses.

 

 

 

 

Ficha técnica

Esta sondagem foi realizada pelo CESOP - Universidade Católica Portuguesa para a Antena 1, a RTP, o Jornal de Notícias e o Diário de Notícias nos dias 12, 13 e 14 de abril de 2014. O universo alvo é composto pelos indivíduos com 18 ou mais anos recenseados eleitoralmente e residentes em Portugal Continental. Foram selecionadas aleatoriamente dezanove freguesias do país, tendo em conta a distribuição da população recenseada eleitoralmente por regiões NUT II e por freguesias com mais e menos de 3200 recenseados. A seleção aleatória das freguesias foi sistematicamente repetida até que os resultados eleitorais das eleições legislativas de 2009 e 2011 nesse conjunto de freguesias (ponderado o número de inquéritos a realizar em cada uma) estivessem a menos de 1% dos resultados nacionais dos cinco maiores partidos. Os domicílios em cada freguesia foram selecionados por caminho aleatório e foi inquirido em cada domicílio o mais recente aniversariante recenseado eleitoralmente na freguesia. Foram obtidos 1117 inquéritos válidos, sendo que 59% dos inquiridos eram do sexo feminino, 31% da região Norte, 21% do Centro, 36% de Lisboa, 6% do Alentejo e 6% do Algarve. Todos os resultados obtidos foram depois ponderados de acordo com a distribuição de eleitores residentes no Continente por sexo, escalões etários, região e habitat na base dos dados do recenseamento eleitoral e do Censos 2011. A taxa de resposta foi de 67%*. A margem de erro máximo associado a uma amostra aleatória de 1117 inquiridos é de 2,9%, com um nível de confiança de 95%.

 

FONTES:

http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=731688&tm=9&layout=121&visual=49

http://www.jn.pt/PaginaInicial/Politica/Interior.aspx?content_id=3819689

 

 

 

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