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IDEIAS PARVAS DO ZÉ DE BAIÃO

por José Pereira (zedebaiao.com), em 15.03.21
Baião

VISÃO DE UM BAIONENSE, TOMANDO POR BASE OUTRA MARGEM

Como uns sujeitos políticos lá da minha terra referem, apresento-vos mais uma ideia parva do Zé de Baião

Para quem não sabe, a aldeia/lugar de Porto Manso (Ribadouro - Baião) foi alvo de referência por Alves Redool,  no seu livro com o título Porto Manso, como sendo "uma aldeia presépio bonito".  Referiu o escritor, um dos expoentes máximos do neorrealismo português, que Baião “está ali também à vista do Douro e acasalado com laranjeiras e mais árvores de fruto. Escorre de um monte maneiro em cujo cimo marulham pinheiros… A aldeia ao longe é um presépio bonito”.  
 
Acredito que, a partir destas localidades ribeirinhas, poderiam ser traçadas rotas que incluíssem as vias romanas, trilhos e passadiços, capazes de convidar todos os residentes e visitantes a embrenhar-se em percursos inspiradores que serpenteiam todas as aldeias e lugares do Concelho de Baião, os quais preservam a nossa Identidade, a nossa Memória e a nossa História, a qual foi sendo feita e amadurecida, tomando por base o respeito pela natureza. E nessa natureza foi sendo forjando um dos mais belos territórios, naturais e verdes, repletos de características deslumbrantes e de saberes, cheiros e sabores ímpares e inesquecíveis.
 
Recorrendo aos raios de sol, à água e à terra, os baionenses foram tendo a capacidade de fazer surgir um conjunto de coisas requintadas na sua equilibrada conceção, imponentes no seu aspeto, altivas no seu porte e mesmo verdadeiros embaixadores da nossa localidade, da nossa região e do nosso país.
 
São muitos os municípios que alavancaram e alavancam o desenvolvimento sustentável de todo o seu território a partir das margens dos rios, tendo Baião das mais belas paisagens de Portugal e do Mundo.
 
Como tem vindo a ser referido, através destas encostas, que ligam o rio Douro ao pico do Marão e que serpenteiam o concelho de Baião, marcadas por vales “poderosamente cavados”, onde serpenteiam algumas linhas de água como as do Ovil, de Valadares, do Zêzere, e do Teixeira, desenha-se um dos concelhos mais belos e mais verdes da região...
 
Através dos sentidos se conquistam os visitantes. Baião é agradável ao olhar, os sons são deslumbrantes, os aromas são únicos e característicos da natureza e dos mais diversos produtos locais e a gastronomia faz-nos salivar.
A Gastronomia de Baião é tão especial que até há quem diga que Eça de Queiroz se apaixonou tanto pela paisagem desta terra como pelos sabores da sua cozinha tradicional quando escreveu "A Cidade e as Serras"...
 
A ocupação mais antiga deste território concentra-se nos planaltos centrais das serras da Aboboreira e do Castelo e remonta à pré-história recente que se estende por um longo período cronológico de quatro mil anos (V ao I milénio A.C.)...
 
O concelho de Baião apresenta valores patrimoniais notáveis, panoramas surpreendentes, costumes e tradições que enriquecem e particularizam esta zona do país.
Nesta terra de montanhas e rios - que se rasga até aos céus -, território de água, de vida, esculpido em xisto e granito coberto do verde da floresta, caminhamos por entre sombras e nevoeiros, desvendando os mistérios que se escondem na imaginação do seu povo.
Há uma terra que nos convida a fazer parte da aventura, com lugares que nos inspiram, onde a brisa se torna um aliado, as emoções se realizam e a realidade se transforma em sensações. Há uma terra onde podemos ser autênticos e ousados…
 
António Alves Redol (Vila Franca de Xira, 29 de Dezembro de 1911 – Lisboa, 29 de Novembro de 1969) foi um escritor considerado como um dos expoentes máximos do neorrealismo português.
 
Porto Manso
 

Porto Manso

 
 
Porto Manso é a abalada para o Norte. Já se inferira da obra anterior que regiões diferentes implicavam regimes diferentes de propriedade, logo mentalidades diversas. Alves Redol parte para o Douro, estagia largamente no Pinhão, faz percursos de rabelo, rio abaixo rio acima toma parte nas lides, aprofunda o viver das gentes, torna-se no duriense que precisava também de ser para nos dar Porto Manso [...]. Alexandre Pinheiro Torres
 
 
 
Ano de Edição / Impressão / 1998
Número Páginas / 364

Dimensões / 209 x 19 x 134 mm
ISBN / 9789722124393
Editora / CAMINHO
 

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